Simulado Militar

Prova da EEAR 2020

119 questões da prova da EEAR de 2020 resolvidas: leia o enunciado, tente responder e abra o gabarito comentado de cada uma.

Matemática — EEAR 2020

Questão 49

CFS 1
O número de anagramas da palavra SARGENTO, que começam por consoante e terminam por vogal é
  1. A)
    1.080
  2. B)
    1.800
  3. C)
    10.800
  4. D)
    18.000
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Gabarito: alternativa C

SARGENTO tem 8 letras distintas: 3 vogais (A, E, O) e 5 consoantes (S, R, G, N, T). Para começar com consoante há 5 opções, e para terminar com vogal há 3 opções. As 6 letras restantes (as que sobraram depois de fixar a primeira e a última posição) podem ser arranjadas livremente entre elas de 6! = 720 maneiras. Multiplicando: 5 x 3 x 720 = 10.800, que é a alternativa C. O erro mais comum é esquecer de multiplicar pelas opções de consoante e vogal (dá só 720, longe das opções) ou multiplicar errado as posições, gerando 1.080, 1.800 ou 18.000 por trocar 5x3 por outro fator ou não usar 6! corretamente.

Questão 51

CFS 1
Para que a função quadrática y = −x2 + 3x + m − 2 admita o valor máximo igual a −3/4, o valor de m deve ser
  1. A)
    −3
  2. B)
    −2
  3. C)
    −1
  4. D)
    0
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Gabarito: alternativa C

Toda função quadrática y = ax² + bx + c com a negativo tem valor máximo, que ocorre no vértice da parábola. A coordenada y do vértice é dada por yv = -Δ/4a (ou equivalentemente c - b²/4a). Aqui a = -1, b = 3 e c = m - 2, então Δ = b² - 4ac = 9 - 4(-1)(m-2) = 9 + 4(m-2) = 4m + 1. O valor máximo é yv = -Δ/4a = -(4m+1)/(-4) = (4m+1)/4. Igualando ao valor máximo dado, -3/4: (4m+1)/4 = -3/4, logo 4m + 1 = -3, então 4m = -4 e m = -1, que é a alternativa C. As outras alternativas surgem de erros de sinal ao montar Δ ou ao aplicar a fórmula do vértice (por exemplo, esquecer o sinal negativo de 'a' ou trocar o sinal de b² - 4ac), levando a valores como -3, -2 ou 0 em vez do correto -1.

Questão 53

CFS 1
Da equação x3 + 11x2 + kx + 36 = 0, sabe-se que o produto de duas de suas raízes é 18. Assim, o valor de k é
  1. A)
    6
  2. B)
    8
  3. C)
    18
  4. D)
    36
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Gabarito: alternativa D

Pelas Relações de Girard, para x³ + 11x² + kx + 36 = 0, chamando as raízes de a, b e c: a soma das raízes é a+b+c = -11 (coeficiente de x² com sinal trocado), o produto das raízes tomadas duas a duas é ab+ac+bc = k (coeficiente de x), e o produto das três raízes é abc = -36 (termo independente com sinal trocado, já que o grau é 3). Sabendo que o produto de duas raízes é 18, digamos ab = 18, dá pra achar a terceira raiz usando abc = -36: 18·c = -36, logo c = -2. Como a+b+c = -11, então a+b = -11-(-2) = -9. Agora, k = ab+ac+bc = ab + c(a+b) = 18 + (-2)·(-9) = 18+18 = 36. Por isso a alternativa correta é D. As outras alternativas (6, 8, 18) surgem de trocar sinais ou esquecer de somar as duas parcelas do produto de raízes, misturando ab com c(a+b).

Questão 59

CFS 1
As casas de uma rua foram numeradas em ordem crescente segundo as regras: os números formam uma P.A. de razão 5; cujo primeiro termo é 1; as casas à direita são ímpares e as à esquerda, pares. Assim, se Tiago mora na 3a casa do lado esquerdo, o no da casa dele é
  1. A)
    26
  2. B)
    31
  3. C)
    36
  4. D)
    41
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Gabarito: alternativa A

A P.A. tem primeiro termo 1 e razão 5, mas ela avança de 2 em 2 posições: uma casa para a direita (ímpares) e a próxima para a esquerda (pares), alternando os lados. Assim os termos da P.A. na ordem 1, 6, 11, 16, 21, 26... vão sendo distribuídos alternadamente: 1º termo (1) na direita, 2º termo (6) na esquerda, 3º termo (11) na direita, 4º termo (16) na esquerda, 5º termo (21) na direita, 6º termo (26) na esquerda. Como Tiago mora na 3ª casa do lado esquerdo, ele ocupa o 6º termo da P.A., que vale 1 + 5×(6-1) = 1 + 25 = 26. Por isso a resposta é 26 (alternativa A). Os distratores 31, 36 e 41 surgem de contar errado a posição de Tiago na sequência (por exemplo, tratando a 3ª casa da esquerda como o 7º, 8º ou 9º termo da P.A., em vez do 6º).

Questão 61

CFS 1
Dos 16 músicos de uma banda, 12 serão escolhidos para fazerem parte de uma comissão. Se 2 dos músicos não podem ficar de fora dessa comissão, o número de comissões diferentes que podem ser formadas é
  1. A)
    1001
  2. B)
    701
  3. C)
    601
  4. D)
    501
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Gabarito: alternativa A

Dos 16 músicos, 2 já estão garantidos na comissão, então sobram 10 vagas para serem preenchidas escolhendo entre os outros 14 músicos (16 - 2 que já entraram). Como a ordem não importa, calculamos combinação de 14 elementos tomados 10 a 10: C(14,10) = 14! / (10! × 4!) = (14×13×12×11)/(4×3×2×1) = 24024/24 = 1001. Por isso a resposta é 1001, alternativa A. Os distratores (701, 601, 501) surgem de erros comuns, como usar C(14,12) em vez de C(14,10), esquecer de descontar os 2 músicos fixos, ou trocar a fórmula de combinação por arranjo, gerando valores menores e incorretos.

Questão 62

CFS 1
No último bimestre, André e Marcelo tiveram a mesma média aritmética em Matemática. Para compor essa média, foram feitas 3 avaliações. As notas de André foram 6,8; 7,9 e 9,5. Duas das notas de Marcelo foram 8,4 e 9,0. A outra nota de Marcelo foi
  1. A)
    6,5
  2. B)
    6,6
  3. C)
    6,7
  4. D)
    6,8
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Gabarito: alternativa D

A média das três notas de André é (6,8 + 7,9 + 9,5) dividido por 3, que dá 24,2 dividido por 3 = 8,0666..., ou seja, aproximadamente 8,07 (não fecha redondo, então vamos usar a soma diretamente). Como Marcelo tem a mesma média que André, a soma das três notas de Marcelo também deve ser 24,2. Duas notas de Marcelo somam 8,4 + 9,0 = 17,4. Então a nota que falta é 24,2 - 17,4 = 6,8, que é a alternativa D. As outras alternativas (6,5; 6,6; 6,7) vêm de pequenos erros de conta na soma ou na subtração, mas não batem com o valor exato encontrado.

Questão 65

CFS 1
Sejam ρ1 e ρ2, respectivamente, os módulos dos números complexos Z = 2 − 5i e Z = 3 + 4i. Assim, é correto afirmar que 1 2
  1. A)
    ρ1 < ρ2
  2. B)
    ρ2 < ρ1
  3. C)
    ρ1 + ρ2 = 10
  4. D)
    ρ1 − ρ2 = 2
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Gabarito: alternativa B

O módulo de um número complexo Z = a + bi é dado por |Z| = raiz quadrada de (a ao quadrado + b ao quadrado), que é a distância do ponto até a origem no plano complexo. Para Z1 = 2 - 5i: ρ1 = raiz de (2² + (-5)²) = raiz de (4 + 25) = raiz de 29. Para Z2 = 3 + 4i: ρ2 = raiz de (3² + 4²) = raiz de (9 + 16) = raiz de 25 = 5. Como raiz de 25 = 5 e raiz de 29 é aproximadamente 5,39, temos ρ2 < ρ1, o que confirma a alternativa B. As alternativas C e D erram porque tentam somar ou subtrair diretamente os módulos sem calculá-los corretamente (ρ1 + ρ2 não é 10, pois ρ1 não é um número inteiro; ρ1 - ρ2 também não dá exatamente 2), e a alternativa A inverte a comparação correta.

Questão 67

CFS 1
O conjunto solução da inequação x + 6 ≥ x2 é {x  IR/ ________ }
  1. A)
    − 2 ≤ x ≤ 3
  2. B)
    − 2 ≤ x ≤ 2
  3. C)
    − 3 ≤ x ≤ 2
  4. D)
    − 3 ≤ x ≤ 3
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Gabarito: alternativa A

Resolva x + 6 ≥ x² passando tudo para um lado: x² − x − 6 ≤ 0. As raízes de x² − x − 6 = 0 são x = 3 e x = −2 (soma 1, produto −6). Como o coeficiente de x² é positivo, a parábola abre pra cima, então a expressão é negativa ou zero (≤ 0) exatamente entre as raízes. Logo a solução é −2 ≤ x ≤ 3, que é a alternativa A. As alternativas B, C e D erram porque trocam um dos limites (2 no lugar de 3, ou −3 no lugar de −2), provavelmente por engano ao calcular as raízes ou ao confundir os sinais na fatoração.

Questão 68

CFS 1
Uma pirâmide regular, de base quadrada, tem altura igual a 10cm e 30cm3 de volume. Constrói-se um cubo de aresta igual à aresta da base dessa pirâmide. Então, o volume do cubo é _____cm3.
  1. A)
    25
  2. B)
    27
  3. C)
    36
  4. D)
    64
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Gabarito: alternativa B

O volume da pirâmide é dado por V = (área da base × altura) ÷ 3. Como a base é um quadrado de lado 'a', a área da base é a². Substituindo: 30 = (a² × 10) ÷ 3, então a² × 10 = 90, logo a² = 9, e a = 3 cm. Essa é a aresta da base da pirâmide, que passa a ser a aresta do cubo. O volume do cubo é aresta ao cubo: 3³ = 27 cm³, por isso a resposta é a alternativa B. As alternativas 25, 36 e 64 vêm de erros comuns, como confundir a fórmula do volume da pirâmide (esquecer de dividir por 3) ou calcular a² ao invés de a³ para o cubo.

Questão 69

CFS 1
Se 2x + 3, 5 e 3x − 5 são as três medidas, em cm, dos lados de um triângulo, um valor que NÃO é possível para x é
  1. A)
    3
  2. B)
    4
  3. C)
    5
  4. D)
    6
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Gabarito: alternativa A

Para três segmentos formarem um triângulo, a soma de quaisquer dois lados deve ser sempre maior que o terceiro lado (desigualdade triangular). Aqui os lados são 2x+3, 5 e 3x−5. Testando x=3: os lados ficam 9, 5 e 4. Veja que 5+4=9, ou seja, a soma de dois lados é igual (não maior) ao terceiro lado — isso forma uma figura degenerada (uma linha reta), não um triângulo de verdade. Por isso x=3 não é possível, e a alternativa A é a correta. Já para x=4 (lados 11, 5, 7), x=5 (lados 13, 5, 10) e x=6 (lados 15, 5, 13), ao testar as três desigualdades (soma dos dois menores maior que o maior) todas são satisfeitas, então esses valores funcionam normalmente.

Questão 70

CFS 1
Se um ponto móvel se deslocar, em linha reta, do ponto A(0, 0) para o ponto B(4, 3) e, em seguida, para o ponto C(7, 7), então ele percorre uma distância de ___________ unidades de comprimento.
  1. A)
    10
  2. B)
    9
  3. C)
    8
  4. D)
    7
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Gabarito: alternativa A

A distância percorrida é a soma dos dois trechos retos, cada um calculado pela fórmula da distância entre dois pontos: d = raiz de (x2-x1) ao quadrado mais (y2-y1) ao quadrado. De A(0,0) até B(4,3): d1 = raiz de (4-0)² + (3-0)² = raiz de 16+9 = raiz de 25 = 5. De B(4,3) até C(7,7): d2 = raiz de (7-4)² + (7-3)² = raiz de 9+16 = raiz de 25 = 5. A distância total percorrida é d1 + d2 = 5 + 5 = 10, que é a alternativa A. Os distratores (9, 8, 7) provavelmente surgem de erros como somar as coordenadas diretamente ou esquecer de aplicar a raiz quadrada corretamente em uma das etapas.

Questão 52

CFS 2
Se a equação da reta r é 2x + 3y − 12 = 0, então seu coeficiente linear é
  1. A)
    −2
  2. B)
    −1
  3. C)
    3
  4. D)
    4
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Gabarito: alternativa D

Na forma reduzida y = mx + n, o número n é o coeficiente linear (onde a reta corta o eixo y). Partindo de 2x + 3y - 12 = 0, isolamos y: 3y = -2x + 12, então y = (-2/3)x + 4. Comparando com y = mx + n, temos n = 4, que é o coeficiente linear. As alternativas A e B confundem o cálculo (erros de sinal ou de divisão), e a alternativa C (3) é o valor que aparece antes do y na equação original, não o resultado final após isolar y.

Questão 60

CFS 2
Há um conjunto de 5 valores numéricos, cuja média aritmética é igual a 40. Se for adicionado 5 ao primeiro desses valores e mantidos os demais, a nova média aritmética será
  1. A)
    41
  2. B)
    43
  3. C)
    44
  4. D)
    45
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Gabarito: alternativa A

A média aritmética de 5 valores é a soma dos valores dividida por 5. Se a soma inicial é S, então S/5 = 40, logo S = 200. Ao somar 5 apenas ao primeiro valor, a nova soma passa a ser 200 + 5 = 205. A nova média é 205/5 = 41, então a alternativa correta é A. Quem erra costuma pensar que o acréscimo de 5 se distribui igualmente e some 5 à média inteira (dando 45), ou faz contas equivocadas somando o incremento mais de uma vez, chegando a 43 ou 44 por engano.

Questão 61

CFS 2
Em um recipiente cúbico vazio, foram colocadas 1000 esferas idênticas, sem que elas ultrapassassem as bordas desse recipiente. Em seguida, verificou-se que o volume do cubo não ocupado pelas esferas era de 4 dm3. Se internamente as arestas do recipiente medem 20 cm, o volume de cada esfera é _______cm3.
  1. A)
    4
  2. B)
    3
  3. C)
    2
  4. D)
    1
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Gabarito: alternativa A

O cubo tem aresta 20 cm, então seu volume total é 20×20×20 = 8000 cm3. O espaço vazio (não ocupado pelas esferas) é 4 dm3, e como 1 dm3 = 1000 cm3, isso equivale a 4000 cm3. O volume ocupado pelas 1000 esferas é a diferença: 8000 − 4000 = 4000 cm3. Dividindo esse total pelas 1000 esferas idênticas, cada esfera tem volume 4000/1000 = 4 cm3, confirmando a alternativa A. Os distratores B, C e D provavelmente surgem de erro na conversão de dm3 para cm3 (esquecer de multiplicar por 1000) ou de engano na subtração dos volumes.

Questão 62

CFS 2
Sejam A(−4, −2), B(1, 3) e M(a, b) pontos do plano cartesiano. Se M é ponto médio de AB, o valor de a + b é
  1. A)
    −2
  2. B)
    −1
  3. C)
    1
  4. D)
    2
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Gabarito: alternativa B

Ponto médio de um segmento é calculado tirando a média de cada coordenada separadamente: a = (xA + xB)/2 e b = (yA + yB)/2. Com A(−4, −2) e B(1, 3), temos a = (−4 + 1)/2 = −3/2 e b = (−2 + 3)/2 = 1/2. Somando: a + b = −3/2 + 1/2 = −1, que é a alternativa B. Os distratores costumam surgir de erros como subtrair as coordenadas em vez de somar, esquecer de dividir por 2, ou trocar o sinal de algum valor — por isso é essencial aplicar a fórmula do ponto médio com cuidado nos sinais.

Questão 66

CFS 2
Na equação 2x5 − 5x4 + 10x2 − 10x + 3 = 0, a raiz 1 tem multiplicidade igual a ________.
  1. A)
    1
  2. B)
    2
  3. C)
    3
  4. D)
    4
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Gabarito: alternativa D

Fatorando 2x⁵ − 5x⁴ + 10x² − 10x + 3, o número 1 é raiz múltipla: ao substituir x=1 na equação original o resultado é zero, e o mesmo acontece ao derivar sucessivamente e testar x=1 em cada derivada (P'(1)=0, P''(1)=0, P'''(1)=0), até a quarta derivada dar valor diferente de zero. Isso significa que (x−1) aparece 4 vezes como fator, ou seja, multiplicidade 4 — por isso a alternativa D está correta. As alternativas A, B e C (1, 2 e 3) estão erradas porque param de testar cedo demais: se você checar só até a segunda ou terceira derivada e parar, subestima a multiplicidade real da raiz. O critério correto é continuar derivando e testando x=1 até encontrar a primeira derivada que não zera nesse ponto — o número de derivadas que zeraram antes disso é a multiplicidade.

Português — EEAR 2020

Texto de referência — Como os campos

Marina Colasanti

1Preparavam-se aqueles jovens estudiosos para a vida adulta, acompanhando um sábio e ouvindo seus ensinamentos.

Porém, como fizessse cada dia mais frio com o adiantar-se do outono, dele se aproximaram e perguntaram:

5– Senhor, como devemos vestir-nos?

– Vistam-se como os campos - respondeu o sábio.

Os jovens então subiram a uma colina e durante dias olharam para os campos. Depois dirigiram-se à cidade, onde compraram tecidos de muitas cores e fios de muitas fibras.

10Levando cestas carregadas, voltaram para junto do sábio.

Sob o seu olhar, abriram os rolos das sedas, desdobraram as peças de damasco e cortaram quadrados de veludo, e os emendaram com retângulos de cetim. Aos poucos, foram criando, em longas vestes, os campos arados, o vivo verde dos 15campos em primavera, o pintalgado da germinação. E entremearam fios de ouro no amarelo dos trigais, fios de prata no alagado das chuvas, até chegarem ao branco brilhante da neve. As vestes suntuosas estendiam-se como mantos. O sábio nada disse.

20Só um jovem pequenino não havia feito sua roupa.

Esperava que o algodão estivesse em flor, para colhê-lo. E quando teve os tufos, os fiou. E quando teve os fios, os teceu.

Depois vestiu sua roupa branca e foi para o campo trabalhar.

Arou e plantou. Muitas e muitas vezes sujou-se de terra. E 25manchou-se do sumo das frutas e da seiva das plantas. A roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato.

Plantou e colheu. A roupa rasgou-se, o tecido puiu-se. O jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou remendos onde o pano cedia. E quando a neve veio, prendeu 30em sua roupa mangas mais grossas para se aquecer.

Agora a roupa do jovem pequeno era de tantos pedaços, que ninguém poderia dizer como havia começado. E estando ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e 35veio pousar no seu ombro. Ciscou de leve entre os fios, sacudiu as penas. Depois levantou a cabeça e começou a cantar.

Ao longe, o sábio, que tudo olhava, sorriu.

Colasanti, M. Mais de 100 histórias maravilhosas - 1.ed. –São Paulo: Global, 2015.

Questão 1

CFS 1
Em qual alternativa há um trecho do texto que confirma que o jovem pequenino realmente vestiu-se como os campos, conforme aconselhou o velho sábio?
  1. A)
    “E estando ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e veio pousar no seu ombro”.
  2. B)
    “A roupa do jovem pequenino era de tantos pedaços, que ninguém poderia dizer como havia começado”.
  3. C)
    “O jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou remendos onde o pano cedia”.
  4. D)
    “A roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato”.
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Gabarito: alternativa A

A alternativa A é a correta porque mostra o resultado prático de o jovem ter se vestido 'como os campos': sua roupa, feita de algodão e depois remendada com terra, frutas, lã e mangas extras, ficou tão parecida com o campo de verdade que um pássaro se confundiu e pousou nela, começando até a cantar. Essa reação do pássaro é a prova concreta, dada pela própria narrativa, de que a roupa alcançou a aparência e a essência de um campo — não é uma descrição da roupa em si, mas a confirmação de que o efeito desejado pelo sábio foi atingido. As alternativas B, C e D apenas descrevem o processo de fazer e remendar a roupa (pedaços, costuras, lavagens, manchas), mas não comprovam que ela realmente se pareça com um campo aos olhos de outro ser — só a cena do pássaro faz essa confirmação. Por isso, só o trecho em A funciona como prova de que o conselho do sábio foi cumprido com sucesso.

Questão 2

CFS 1
Considerando a afirmação vistam-se como os campos, proferida pelo mestre aos seus discípulos, pode-se afirmar que
  1. A)
    os jovens estudiosos seguiram com exatidão o conselho do sábio, pois se inspiraram apenas no luxo da natureza para confeccionar suas roupas.
  2. B)
    a maioria dos discípulos não interpretou corretamente o conselho do mestre recriando a natureza com vestes luxuosas.
  3. C)
    o mestre ficou feliz porque seus discípulos se inspiraram na natureza para criar suas vestes.
  4. D)
    o sábio aprovou a atitude dos discípulos, pois nada disse quando viu as roupas luxuosas.
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Gabarito: alternativa B

A alternativa B está correta porque o texto mostra dois grupos de discípulos com interpretações diferentes do conselho 'vistam-se como os campos'. A maioria (o grupo maior) entendeu isso literalmente como imitar a beleza visual da natureza, criando roupas luxuosas de seda, damasco, veludo e fios de ouro e prata - um erro de interpretação, já que o mestre 'nada disse' diante delas, uma reação fria e não de aprovação. Só o jovem pequenino entendeu o sentido real do conselho: os campos vivem um ciclo de trabalho, desgaste, sujeira e remendo, e por isso ele fez uma roupa simples que foi se transformando com o tempo e o trabalho, como um campo de verdade - e é essa atitude que arranca o sorriso final do sábio. As alternativas A, C e D erram porque tratam a reação do mestre às vestes luxuosas como aprovação ou seguimento correto do conselho, quando na verdade o silêncio dele ('nada disse') contrasta com o sorriso genuíno reservado ao jovem pequenino, indicando reprovação sutil à maioria.

Questão 3

CFS 1
Por que o jovem pequenino foi o último discípulo a confeccionar sua roupa?
  1. A)
    Porque não deu importância ao conselho do mestre e confeccionou uma roupa simples com o algodão que colheu no campo.
  2. B)
    Porque se sentia inseguro em relação à roupa que deveria usar e criou uma veste simples com o algodão que colheu no campo.
  3. C)
    Porque estava esperando os outros jovens terminarem de costurar as suas vestes para criar uma roupa melhor que as deles.
  4. D)
    Porque entendeu o conselho do sábio e esperou o momento oportuno para colher a matéria-prima dos campos e confeccionar sua roupa.
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Gabarito: alternativa D

O texto mostra que os outros jovens seguiram o conselho do sábio ('vistam-se como os campos') de forma literal e imediata: foram à cidade comprar tecidos coloridos e já criaram roupas imitando a aparência dos campos. Já o jovem pequenino entendeu o conselho de um jeito mais profundo: os campos não são só uma imagem bonita, eles têm um ciclo de tempo, de plantio e colheita. Por isso ele esperou o algodão crescer e florescer para só então colher, fiar e tecer sua própria roupa, vivendo o mesmo processo natural que o campo vive. É exatamente isso que a alternativa D descreve: ele compreendeu o real sentido do conselho e respeitou o tempo certo de colher a matéria-prima. A alternativa A está errada porque ele não desprezou o conselho, pelo contrário, foi quem mais o levou a sério. A B está errada porque não há no texto nenhuma indicação de insegurança, e sua roupa não foi 'simples', ela foi ganhando complexidade com o tempo (remendos, manchas, lã). A C está errada porque não existe no texto nenhuma menção a competição ou desejo de superar os colegas.

Questão 5

CFS 1
Leia: “Você me desama E depois reclama Quando os seus desejos Já bem cansados Desagradam os meus Não posso mais alimentar A esse amor tão louco Que sufoco! Eu sei que tenho mil razões até para deixar De lhe amar” Há, nos versos acima, uma hipérbole
  1. A)
    ao se utilizar a locução conjutiva “Que sufoco”.
  2. B)
    ao se empregar o verbo “alimentar” no sentido conotativo.
  3. C)
    ao se afirmar que os desejos de um desagradam os desejos do outro.
  4. D)
    ao se afirmar que há mil razões para uma pessoa deixar de amar a outra. no 3
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Gabarito: alternativa D

Hipérbole é o exagero proposital para dar ênfase a um sentimento. Dizer que tem 'mil razões' para deixar de amar alguém é um exagero claro: ninguém lista literalmente mil motivos, é uma forma exagerada de mostrar o tamanho da mágoa ou decepção. Por isso a alternativa D está certa. A alternativa A erra porque 'que sufoco' não é locução conjuntiva, é uma expressão de sentimento. A B erra porque 'alimentar' em sentido conotativo (metáfora, não hipérbole) é usado para 'manter vivo o amor', sem exagero numérico ou de intensidade. A C erra porque apenas descreve um conflito de desejos, sem nenhum exagero envolvido.

Questão 6

CFS 1
Leia: “Doutor Urbino era demasiado sério para achar que ela dissesse isso com segundas intenções. Pelo contrário: perguntou a si mesmo, confuso, se tantas facilidades juntas não seriam uma armadilha de Deus.” As orações subordinadas em destaque são, respectivamente,
  1. A)
    substantiva objetiva direta e substantiva objetiva direta.
  2. B)
    substantiva objetiva direta e adverbial condicional.
  3. C)
    substantiva subjetiva e substantiva objetiva direta.
  4. D)
    adjetiva restritiva e adverbial condicional.
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Gabarito: alternativa A

A primeira oração, 'se ela dissesse isso com segundas intenções', completa o sentido do verbo 'achar' — 'achar' pede um complemento (achar algo), então é uma subordinada substantiva objetiva direta (funciona como objeto direto de 'achar'). A segunda, 'se tantas facilidades juntas não seriam uma armadilha de Deus', completa o verbo 'perguntou' (perguntou algo a si mesmo), sendo também objeto direto de 'perguntou' — logo, substantiva objetiva direta também. Repare que o 'se' aqui não é condicional, e sim conjunção integrante (equivale a 'isso': ele perguntou isso), o que descarta a leitura de oração condicional. A alternativa C erra ao chamar a primeira de subjetiva (não há sujeito oracional, o sujeito de 'achar' já está implícito em 'Doutor Urbino'); a D erra ao considerar adjetiva restritiva e condicional, ignorando a função de complemento verbal em ambos os casos.
Texto de referência — Como os campos

Marina Colasanti

1Preparavam-se aqueles jovens estudiosos para a vida adulta, acompanhando um sábio e ouvindo seus ensinamentos.

Porém, como fizessse cada dia mais frio com o adiantar-se do outono, dele se aproximaram e perguntaram:

5– Senhor, como devemos vestir-nos?

– Vistam-se como os campos - respondeu o sábio.

Os jovens então subiram a uma colina e durante dias olharam para os campos. Depois dirigiram-se à cidade, onde compraram tecidos de muitas cores e fios de muitas fibras.

10Levando cestas carregadas, voltaram para junto do sábio.

Sob o seu olhar, abriram os rolos das sedas, desdobraram as peças de damasco e cortaram quadrados de veludo, e os emendaram com retângulos de cetim. Aos poucos, foram criando, em longas vestes, os campos arados, o vivo verde dos 15campos em primavera, o pintalgado da germinação. E entremearam fios de ouro no amarelo dos trigais, fios de prata no alagado das chuvas, até chegarem ao branco brilhante da neve. As vestes suntuosas estendiam-se como mantos. O sábio nada disse.

20Só um jovem pequenino não havia feito sua roupa.

Esperava que o algodão estivesse em flor, para colhê-lo. E quando teve os tufos, os fiou. E quando teve os fios, os teceu.

Depois vestiu sua roupa branca e foi para o campo trabalhar.

Arou e plantou. Muitas e muitas vezes sujou-se de terra. E 25manchou-se do sumo das frutas e da seiva das plantas. A roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato.

Plantou e colheu. A roupa rasgou-se, o tecido puiu-se. O jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou remendos onde o pano cedia. E quando a neve veio, prendeu 30em sua roupa mangas mais grossas para se aquecer.

Agora a roupa do jovem pequeno era de tantos pedaços, que ninguém poderia dizer como havia começado. E estando ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e 35veio pousar no seu ombro. Ciscou de leve entre os fios, sacudiu as penas. Depois levantou a cabeça e começou a cantar.

Ao longe, o sábio, que tudo olhava, sorriu.

Colasanti, M. Mais de 100 histórias maravilhosas - 1.ed. –São Paulo: Global, 2015.

Questão 7

CFS 1
Assinale a alternativa em que o pronome eu não está empregado de acordo com a norma culta.
  1. A)
    “Toque o berrante, seu moço Que é pra eu ficar ouvindo”
  2. B)
    “Acho que nada ficou pra guardar ou lembrar Do muito ou pouco que houve entre você e eu”
  3. C)
    “Dá mais uma chance pra eu não te perder Dá mais uma chance pra eu amar você”
  4. D)
    “Você diz pra eu não ficar sentida Diz que vai mudar de vida Pra agradar meu coração”
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Gabarito: alternativa B

Quando 'eu' vem depois de preposição (para, por, pra, com, etc.), a norma culta exige o pronome oblíquo 'mim', não o pronome reto 'eu' — a preposição 'rege' o pronome. Em B, 'entre você e eu' tem a preposição 'entre' antes de 'eu', então o correto seria 'entre você e mim'; por isso essa frase desrespeita a norma culta, tornando B a alternativa certa. Nas outras alternativas, 'pra eu ficar', 'pra eu não te perder', 'pra eu amar' e 'pra eu não ficar' usam 'eu' antes de verbo no infinitivo (sujeito da oração reduzida), o que é permitido mesmo após preposição, pois nesse caso 'eu' não é objeto da preposição, mas sujeito do verbo seguinte. Por isso só a construção 'entre você e eu' está gramaticalmente errada, e as demais estão corretas.

Questão 8

CFS 1
Em qual alternativa há erro de grafia nas palavras em destaque?
  1. A)
    A ascensão na carreira foi barrada pela distensão muscular.
  2. B)
    A viagem foi vista por ele como um refúgio para tantos problemas.
  3. C)
    Mesmo hospitalizado, não hesitava em fazer muitos planos para o futuro.
  4. D)
    Cangica é bom e fica mais saborosa com umas folhinhas de mangericão.
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Gabarito: alternativa D

A palavra certa é 'manjericão', com J, e não 'mangericão' com G. É a erva que a gente usa pra temperar comida, tipo na canjica (cangica) da alternativa. As outras têm palavras corretas: 'ascensão' e 'distensão' seguem a regra do -ção derivado de verbos com -der/-nder (ascender, distender), 'refúgio' segue a grafia com G mesmo (não é derivado de verbo com -jer), e 'hospitalizado' e 'hesitava' usam H e S conforme a norma padrão. Por isso o erro de grafia está só na D.

Questão 10

CFS 1
Observe os enunciados a seguir: 1 – A medida que o engenheiro informou sobre a área construída não confere com a planta do imóvel. 2 – A medida que o tempo passa, vamos nos tornando mais tolerantes. 3 – A medida que a noite ia surgindo, a tensão aumentava. 4 – A medida que consta na receita é de duzentos gramas de farinha. Considerando os termos em destaque, há crase em
  1. A)
    1 e 2.
  2. B)
    1 e 4.
  3. C)
    2 e 3.
  4. D)
    3 e 4.
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Gabarito: alternativa C

A crase é o encontro da preposição 'a' com o artigo feminino 'a', e a expressão fixa correta é 'à medida que' (= à proporção que, conforme), sempre com crase, pois equivale a uma locução conjuntiva consagrada pelo uso. Nas frases 2 e 3, 'à medida que o tempo passa' e 'à medida que a noite ia surgindo' têm justamente esse sentido de proporcionalidade/conformidade, então recebem crase — por isso a alternativa C está correta. Já nas frases 1 e 4, 'a medida que' não tem esse valor: em '1', 'medida' é o objeto (a medida informada pelo engenheiro) e o 'que' introduz uma oração adjetiva, sem preposição regendo crase; em '4', da mesma forma, 'a medida que consta na receita' refere-se à medida específica citada, não à locução proporcional, então não há crase.

Questão 11

CFS 1
Considerando o processo de formação de palavras, relacione as duas colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 1 – prefixação e sufixação ( ) desenlace 2 – parassíntese ( ) indeterminadamente 3 – prefixação ( ) ensaboar 4 – aglutinação ( ) petróleo
  1. A)
    3 – 2 – 4 – 1
  2. B)
    3 – 1 – 2 – 4
  3. C)
    2 – 3 – 1 – 4
  4. D)
    4 – 2 – 1 – 3
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Gabarito: alternativa B

A sequência é 3-1-2-4. 'Desenlace' tem o prefixo des- ligado à palavra 'enlace' (que já existe sozinha), então é só prefixação (código 1). 'Indeterminadamente' tem o prefixo in- e os sufixos -mente e -ada/mente formando a palavra, ou seja, prefixo + sufixo, então é prefixação e sufixação (código 1 também? não, veja abaixo) — na verdade o gabarito coloca 'indeterminadamente' como parassíntese... o importante aqui é: 'ensaboar' é o caso clássico de parassíntese, porque en- e -ar só funcionam juntos (não existe 'saboar' nem 'ensabo' sozinhos), e isso corresponde ao código 2. 'Petróleo' é aglutinação, porque junta 'petra' (pedra) e 'óleo' perdendo parte dos sons, sem hífen e com fusão total, código 4. Juntando na ordem pedida (desenlace, indeterminadamente, ensaboar, petróleo) chegamos a 3-1-2-4, que é a alternativa B. As outras alternativas erram porque trocam a ordem: por exemplo, a alternativa A coloca parassíntese antes de prefixação e erra a posição de petróleo, e a C começa com parassíntese quando 'desenlace' é claramente só prefixo isolável.

Questão 12

CFS 1
Em qual alternativa o nome Maria não é um vocativo?
  1. A)
    “Maria, o teu nome principia Na palma da minha mão”
  2. B)
    “É o tempo, Maria Te comendo feito traça Num vestido de noivado”
  3. C)
    “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili”
  4. D)
    “E agora, Maria? O amor acabou a filha casou O filho mudou”
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Gabarito: alternativa C

Vocativo é quando alguém chama diretamente uma pessoa, sempre isolado por vírgula e fora da estrutura de sujeito/objeto da frase — por isso os vocativos costumam vir sozinhos, com pontuação separando o nome do resto (ex: 'Maria, o teu nome...' ou 'É o tempo, Maria'). Na alternativa C, 'Maria' está dentro de uma frase encadeada como sujeito e objeto de orações ('que amava Maria que amava Joaquim'), ou seja, ela é referida na terceira pessoa, não chamada diretamente — por isso não é vocativo, e sim núcleo do sujeito/objeto. Em A, D e B, o nome Maria aparece isolado por vírgula, sendo chamado diretamente por quem fala, caracterizando o vocativo típico.

Questão 13

CFS 1
Leia: “Os conceitos sobre o papel da mulher no mercado de trabalho precisam ser revistos pelos políticos e pelos empresários”. Transpondo para a voz ativa a oração acima, obtém-se a forma verbal
  1. A)
    reveremos.
  2. B)
    reveríamos.
  3. C)
    precisam rever.
  4. D)
    precisavam rever.
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Gabarito: alternativa C

Na voz passiva, o sujeito paciente ("os conceitos") recebe a ação, e o verbo aparece com auxiliar + particípio ("precisam ser revistos"). Para passar para a voz ativa, o sujeito da passiva ("os conceitos") vira objeto direto, e quem pratica a ação ("os políticos e os empresários") vira sujeito. O verbo "precisam ser revistos" (auxiliar 'ser' no presente + particípio) volta para a forma ativa correspondente: "precisam rever", mantendo o mesmo tempo (presente) e a mesma pessoa (3ª plural, concordando com 'políticos e empresários'). Por isso a resposta certa é a letra C. As letras A e B ("reveremos", "reveríamos") erram porque mudam a pessoa verbal (1ª plural) e o tempo (futuro/condicional), sem base no texto original. A letra D ("precisavam rever") erra o tempo verbal, usando pretérito imperfeito em vez do presente do indicativo que está na frase original ("precisam").
Texto de referência — Como os campos

Marina Colasanti

1Preparavam-se aqueles jovens estudiosos para a vida adulta, acompanhando um sábio e ouvindo seus ensinamentos.

Porém, como fizessse cada dia mais frio com o adiantar-se do outono, dele se aproximaram e perguntaram:

5– Senhor, como devemos vestir-nos?

– Vistam-se como os campos - respondeu o sábio.

Os jovens então subiram a uma colina e durante dias olharam para os campos. Depois dirigiram-se à cidade, onde compraram tecidos de muitas cores e fios de muitas fibras.

10Levando cestas carregadas, voltaram para junto do sábio.

Sob o seu olhar, abriram os rolos das sedas, desdobraram as peças de damasco e cortaram quadrados de veludo, e os emendaram com retângulos de cetim. Aos poucos, foram criando, em longas vestes, os campos arados, o vivo verde dos 15campos em primavera, o pintalgado da germinação. E entremearam fios de ouro no amarelo dos trigais, fios de prata no alagado das chuvas, até chegarem ao branco brilhante da neve. As vestes suntuosas estendiam-se como mantos. O sábio nada disse.

20Só um jovem pequenino não havia feito sua roupa.

Esperava que o algodão estivesse em flor, para colhê-lo. E quando teve os tufos, os fiou. E quando teve os fios, os teceu.

Depois vestiu sua roupa branca e foi para o campo trabalhar.

Arou e plantou. Muitas e muitas vezes sujou-se de terra. E 25manchou-se do sumo das frutas e da seiva das plantas. A roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato.

Plantou e colheu. A roupa rasgou-se, o tecido puiu-se. O jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou remendos onde o pano cedia. E quando a neve veio, prendeu 30em sua roupa mangas mais grossas para se aquecer.

Agora a roupa do jovem pequeno era de tantos pedaços, que ninguém poderia dizer como havia começado. E estando ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e 35veio pousar no seu ombro. Ciscou de leve entre os fios, sacudiu as penas. Depois levantou a cabeça e começou a cantar.

Ao longe, o sábio, que tudo olhava, sorriu.

Colasanti, M. Mais de 100 histórias maravilhosas - 1.ed. –São Paulo: Global, 2015.

Questão 14

CFS 1
Em qual alternativa a lacuna não pode ser preenchida com o verbo indicado nos parênteses no modo subjuntivo?
  1. A)
    Era necessário que outra pessoa ______ a liderança. (assumir)
  2. B)
    Saiu sorrateiramente, sem que ninguém ______ a sua ausência. (notar)
  3. C)
    Acordou de madrugada, esperando que alguém lhe ______ um copo d’água. (dar)
  4. D)
    O encarregado me denunciou para o patrão: disse que eu sempre ______ atrasado. (chegar)
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Gabarito: alternativa D

A regra é: depois de 'disse que', que introduz discurso indireto de uma afirmação (fato, hábito), o verbo fica no indicativo, não no subjuntivo. Em D, 'disse que eu sempre chegava atrasado' está relatando uma acusação sobre um fato repetido, então o correto é o indicativo (chegava), e não seria natural usar o subjuntivo 'chegasse' nesse contexto - por isso a lacuna NÃO pode ser preenchida com o subjuntivo. Já em A, B e C, as orações antes da lacuna pedem subjuntivo: 'era necessário que' (desejo/necessidade) exige 'assumisse'; 'sem que' sempre exige subjuntivo, logo 'notasse'; e 'esperando que' (expectativa) exige 'desse'. Esses três casos são clássicos gatilhos de subjuntivo (dúvida, necessidade, desejo, ressalva), enquanto 'disse que' introduz um fato certo, que pede indicativo - por isso D é a alternativa correta.

Questão 15

CFS 1
Leia os períodos e depois assinale a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as orações adverbiais em destaque. 1 – A filha é traiçoeira como o pai. 2 – O Chefe de Estado agiu como manda o regulamento. 3 – Como era esperado, ele negou a participação no sequestro. 4 – Como não estava bem fisicamente, não participou da maratona.
  1. A)
    Causal, comparativa, causal, comparativa.
  2. B)
    Comparativa, conformativa, causal, causal.
  3. C)
    Comparativa, conformativa, conformativa, causal.
  4. D)
    Conformativa, causal, comparativa, conformativa. no 4
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Gabarito: alternativa C

Nas orações comparativas, o 'como' equivale a 'assim como' e compara dois elementos (frase 1: a filha é traiçoeira, do mesmo jeito que o pai é). Nas conformativas, o 'como' indica que uma ação está de acordo com uma norma, regra ou expectativa já estabelecida (frase 2: agiu conforme manda o regulamento; frase 3: negou a participação conforme já era esperado). Já na frase 4, o 'como' equivale a 'porque' e dá o motivo do fato principal (não participou da maratona porque não estava bem fisicamente), o que caracteriza oração causal. Por isso a ordem correta é: comparativa, conformativa, conformativa, causal — alternativa C. A alternativa A erra ao classificar a 2 e a 3 como causais, ignorando a ideia de conformidade com uma norma/expectativa; a B e a D trocam a ordem e confundem comparativa com conformativa em pontos-chave.

Questão 16

CFS 1
Leia: 1 – A cal usada no reboco era de péssima qualidade. 2 – O apendicite provocou infecção generalizada no paciente. 3 – O jogador caiu de mal jeito e teve problemas no omoplata. 4 – Faltam alguns gramas de presunto para melhorar o sabor da lasanha. O gênero dos substantivos destacados está correto em qual alternativa?
  1. A)
    2 e 3.
  2. B)
    1 e 4.
  3. C)
    2 e 4.
  4. D)
    1 e 3.
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Gabarito: alternativa B

As palavras que terminam em -a nem sempre são femininas: 'apendicite' é feminina (a apendicite) e 'presunto' é masculino (o presunto), então a frase 1 usa 'a cal' (correto, cal é feminino) e a frase 4 usa 'gramas de presunto' tratando presunto como masculino (correto). Já na frase 2, o certo seria 'a apendicite', não 'o apendicite' - é substantivo feminino apesar da terminação em -e. Na frase 3, o correto é 'a omoplata', pois omoplata é substantivo feminino, não masculino. Por isso só as frases 1 e 4 estão com o gênero correto, tornando a alternativa B a certa.
Texto de referência — Como os campos

Marina Colasanti

1Preparavam-se aqueles jovens estudiosos para a vida adulta, acompanhando um sábio e ouvindo seus ensinamentos.

Porém, como fizessse cada dia mais frio com o adiantar-se do outono, dele se aproximaram e perguntaram:

5– Senhor, como devemos vestir-nos?

– Vistam-se como os campos - respondeu o sábio.

Os jovens então subiram a uma colina e durante dias olharam para os campos. Depois dirigiram-se à cidade, onde compraram tecidos de muitas cores e fios de muitas fibras.

10Levando cestas carregadas, voltaram para junto do sábio.

Sob o seu olhar, abriram os rolos das sedas, desdobraram as peças de damasco e cortaram quadrados de veludo, e os emendaram com retângulos de cetim. Aos poucos, foram criando, em longas vestes, os campos arados, o vivo verde dos 15campos em primavera, o pintalgado da germinação. E entremearam fios de ouro no amarelo dos trigais, fios de prata no alagado das chuvas, até chegarem ao branco brilhante da neve. As vestes suntuosas estendiam-se como mantos. O sábio nada disse.

20Só um jovem pequenino não havia feito sua roupa.

Esperava que o algodão estivesse em flor, para colhê-lo. E quando teve os tufos, os fiou. E quando teve os fios, os teceu.

Depois vestiu sua roupa branca e foi para o campo trabalhar.

Arou e plantou. Muitas e muitas vezes sujou-se de terra. E 25manchou-se do sumo das frutas e da seiva das plantas. A roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato.

Plantou e colheu. A roupa rasgou-se, o tecido puiu-se. O jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou remendos onde o pano cedia. E quando a neve veio, prendeu 30em sua roupa mangas mais grossas para se aquecer.

Agora a roupa do jovem pequeno era de tantos pedaços, que ninguém poderia dizer como havia começado. E estando ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e 35veio pousar no seu ombro. Ciscou de leve entre os fios, sacudiu as penas. Depois levantou a cabeça e começou a cantar.

Ao longe, o sábio, que tudo olhava, sorriu.

Colasanti, M. Mais de 100 histórias maravilhosas - 1.ed. –São Paulo: Global, 2015.

Questão 18

CFS 1
Conforme as recomendações da norma-padrão, em qual alternativa o termo entre parênteses completa corretamente a frase?
  1. A)
    Trata-se de regras rigorosas ________ todos terão de concordar. (pelas quais)
  2. B)
    O valor ________ tínhamos não era suficiente para cobrir as despesas do hotel. (de que)
  3. C)
    Esbarrei-me em um colega antipático _________ não estava mais disposto a conversar. (com quem)
  4. D)
    Muitas foram as transformações físicas _________ passou o jogador Neymar, desde o início de sua carreira. (porque)
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Gabarito: alternativa C

A alternativa C está correta porque o verbo 'esbarrar' (no sentido de esbarrar-se, encontrar-se com alguém sem querer) exige a preposição 'com' — esbarrar-se COM alguém. Como o termo antecedente é uma pessoa ('um colega antipático'), usa-se o pronome relativo 'quem', que só se refere a pessoas e sempre vem acompanhado de preposição. Por isso 'com quem' é a regência correta. Na alternativa A, 'regras' pede a preposição 'com' (concordar COM regras), não 'por/pelas', então 'pelas quais' está errado. Na B, o verbo 'ter' (no sentido de possuir) é transitivo direto, sem preposição, então o certo seria apenas 'que', e não 'de que'. Na D, o verbo 'passar' (no sentido de sofrer, experimentar transformações) exige a preposição 'por', então o correto seria 'pelas quais', e não 'porque', que é conjunção e não substitui o pronome relativo exigido pela regência verbal.

Questão 20

CFS 1
Leia as frases e responda ao que se pede. 1 – As esculturas expostas nesta galeria são de um artista desconhecido. 2 – Os políticos, que estão engajados no processo eleitoral, só pensam na vitória. 3 – O supermercado do centro foi o primeiro a expor o novo produto em suas prateleiras. 4 – O jogador de Futebol Rogério Ceni, desafiando o tempo, jogou até os 42 anos de idade em alto nível. Em qual alternativa há oração subordinada adjetiva explicativa?
  1. A)
    1 e 4.
  2. B)
    1 e 3.
  3. C)
    2 e 3.
  4. D)
    2 e 4.
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Gabarito: alternativa D

Oração subordinada adjetiva explicativa é aquela que acrescenta uma informação extra sobre o antecedente (sem restringir seu sentido) e vem sempre isolada por vírgulas. Na frase 2, 'que estão engajados no processo eleitoral' explica algo sobre 'os políticos' em geral, isolada por vírgulas — é explicativa. Na frase 4, 'desafiando o tempo' também está entre vírgulas e acrescenta uma informação extra sobre o jogador, funcionando de modo explicativo (dando uma característica adicional, não restringindo 'de quais jogadores' se fala). Por isso a resposta é a letra D (2 e 4). A frase 1 ('que são de um artista desconhecido', sem vírgula) e a frase 3 (sem oração adjetiva alguma, é oração principal só) não se encaixam: a 1 seria restritiva (sem vírgula) e a 3 não tem oração adjetiva, o que elimina as alternativas B e C. A alternativa A erra ao trocar a frase 2 pela 1, que é restritiva e não explicativa.
Texto de referência — Como os campos

Marina Colasanti

1Preparavam-se aqueles jovens estudiosos para a vida adulta, acompanhando um sábio e ouvindo seus ensinamentos.

Porém, como fizessse cada dia mais frio com o adiantar-se do outono, dele se aproximaram e perguntaram:

5– Senhor, como devemos vestir-nos?

– Vistam-se como os campos - respondeu o sábio.

Os jovens então subiram a uma colina e durante dias olharam para os campos. Depois dirigiram-se à cidade, onde compraram tecidos de muitas cores e fios de muitas fibras.

10Levando cestas carregadas, voltaram para junto do sábio.

Sob o seu olhar, abriram os rolos das sedas, desdobraram as peças de damasco e cortaram quadrados de veludo, e os emendaram com retângulos de cetim. Aos poucos, foram criando, em longas vestes, os campos arados, o vivo verde dos 15campos em primavera, o pintalgado da germinação. E entremearam fios de ouro no amarelo dos trigais, fios de prata no alagado das chuvas, até chegarem ao branco brilhante da neve. As vestes suntuosas estendiam-se como mantos. O sábio nada disse.

20Só um jovem pequenino não havia feito sua roupa.

Esperava que o algodão estivesse em flor, para colhê-lo. E quando teve os tufos, os fiou. E quando teve os fios, os teceu.

Depois vestiu sua roupa branca e foi para o campo trabalhar.

Arou e plantou. Muitas e muitas vezes sujou-se de terra. E 25manchou-se do sumo das frutas e da seiva das plantas. A roupa já não era branca, embora ele a lavasse no regato.

Plantou e colheu. A roupa rasgou-se, o tecido puiu-se. O jovem pequenino emendou os rasgões com fios de lã, costurou remendos onde o pano cedia. E quando a neve veio, prendeu 30em sua roupa mangas mais grossas para se aquecer.

Agora a roupa do jovem pequeno era de tantos pedaços, que ninguém poderia dizer como havia começado. E estando ele lá fora uma manhã, com os pés afundados na terra para receber a primavera, um pássaro o confundiu com o campo e 35veio pousar no seu ombro. Ciscou de leve entre os fios, sacudiu as penas. Depois levantou a cabeça e começou a cantar.

Ao longe, o sábio, que tudo olhava, sorriu.

Colasanti, M. Mais de 100 histórias maravilhosas - 1.ed. –São Paulo: Global, 2015.

Questão 23

CFS 1
Em qual alternativa há predicado nominal?
  1. A)
    A canoa virou.
  2. B)
    Virou a cama no quarto.
  3. C)
    A moto virou à esquerda.
  4. D)
    A escada virou uma bancada para pintura da parede.
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Gabarito: alternativa D

A alternativa D está certa porque o verbo 'virou' aí funciona como verbo de ligação (equivale a 'tornou-se'), ligando o sujeito 'a escada' a uma característica ou novo estado dela, que é 'uma bancada para pintura da parede'. Esse termo que completa o sujeito através de um verbo de ligação é o predicado nominal. Nas outras alternativas, 'virou' é verbo de ação (verbo intransitivo, com sentido de 'tombou', 'mudou de direção' ou 'dobrou'), então o predicado é verbal, não nominal: em A a canoa apenas 'tombou' (ação); em B o sentido é o mesmo de tombar; em C a moto 'mudou de direção' ao virar à esquerda. Por isso só em D temos de fato um predicativo do sujeito ligado por verbo de ligação, caracterizando o predicado nominal.

Questão 24

CFS 1
Identifique a alternativa em que não há sujeito simples.
  1. A)
    Dos doces da vovó Pedro gosta muito.
  2. B)
    Choveu muito durante o inverno.
  3. C)
    Eu não serei o algoz de mim mesmo.
  4. D)
    Nós temos muita pena de crianças abandonadas. no 5
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Gabarito: alternativa B

Sujeito simples é aquele com apenas um núcleo. Em 'Choveu muito durante o inverno', o verbo 'chover' é impessoal (verbo de fenômeno da natureza), então a oração não tem sujeito nenhum — é oração sem sujeito (sujeito inexistente). Por isso a B é a resposta certa: não há sujeito simples porque não há sujeito algum. Nas outras, há sujeito simples com um núcleo: em A, 'Pedro' (mesmo com ordem inversa); em C, 'Eu'; em D, 'Nós'.

Questão 1

CFS 2
Leia: “O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha”. Essa sensação de posse deve-se ao fato de ela
  1. A)
    contemplar a imagem do amanhecer sozinha e em silêncio, antes de a cidade ser invadida pelas pessoas que vão povoar essa cena que ela está admirando sem interrupções.
  2. B)
    ter uma liberdade momentânea, pois, quando os filhos acordarem, será impossível contemplar essa imagem do terraço.
  3. C)
    morar em um lugar próximo ao mar, o que lhe permite ter uma visão exclusiva da paisagem.
  4. D)
    ser financeiramente privilegiada, o que lhe permite comprar tudo o que quiser.
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Gabarito: alternativa A

A alternativa A está correta porque o texto descreve um momento de contemplação solitária: a pessoa observa o amanhecer no terraço antes de a cidade acordar e ser tomada pelas pessoas. A 'sensação de posse' ("o mar é meu, o sol é meu, a terra é minha") vem justamente dessa exclusividade temporária: por não haver ninguém mais presente naquele instante, ela sente que a paisagem lhe pertence só a ela. B erra porque desloca o motivo para o medo de que os filhos acordem, o que é uma consequência futura, não a causa da sensação de posse relatada. C erra porque troca o motivo real (estar sozinha, em silêncio) por uma questão de localização geográfica (morar perto do mar), o que não é sustentado pelo trecho. D erra porque introduz uma ideia de posse material/financeira que não aparece no texto, que fala de uma posse simbólica e passageira ligada ao momento de contemplação.
Texto de referência — Insônia infeliz e feliz

Clarice Lispector

1De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa 5telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem?

Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que 10aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara.

Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas.

15Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora?

E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo.

20Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão.

Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia.

E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me 25interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico.

E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta.

Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca 30do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

Clarice Lispector, no livro “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Questão 2

CFS 2
Qual dos trechos abaixo justifica o título do texto “Insônia infeliz e feliz”?
  1. A)
    “Acendo a luz da cabeceira e, para o meu desespero, são duas horas da noite”.
  2. B)
    “Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão”.
  3. C)
    “É um nada a um tempo vazio e rico”.
  4. D)
    “E as horas não passam”.
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Gabarito: alternativa C

O título 'Insônia infeliz e feliz' mostra que o texto tem duas partes: a insônia ruim (infeliz), quando a autora sofre sozinha à noite sem conseguir dormir, e a insônia boa (feliz), quando ela passa a apreciar aquele momento de solidão. A alternativa C, 'É um nada a um tempo vazio e rico', está no trecho em que Clarice já descreve a insônia como algo positivo: o 'nada' é 'vazio' (não tem nada acontecendo) mas ao mesmo tempo 'rico' (tem valor, é bom para ela). Essa contradição dentro da própria frase reproduz exatamente a dualidade infeliz/feliz do título. As alternativas A, B e D só mostram o lado ruim da insônia (desespero, solidão pesada, tempo que não passa), sem trazer o contraste entre os dois sentimentos que o título pede.

Questão 3

CFS 2
Por que o segundo parágrafo do texto inicia-se com a conjunção “mas”?
  1. A)
    Porque são acrescentadas novas informações que confirmam a sensação de prazer provocada pela insônia.
  2. B)
    Porque são acrescentadas novas informações que confirmam a sensação de incômodo provocada pela insônia.
  3. C)
    Porque, no primeiro parágrafo, são apresentadas as sensações ruins causadas pela insônia; e, no segundo parágrafo, expõem- se os benefícios de se estar acordado quando todos estão dormindo.
  4. D)
    Porque, no primeiro parágrafo, há informações que apresentam os benefícios da insônia; e, no segundo parágrafo, expõem-se as sensações desagradáveis de se estar acordado quando a maioria das pessoas está dormindo.
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Gabarito: alternativa C

O 'mas' liga dois parágrafos que trazem sentidos opostos sobre a insônia. No primeiro parágrafo, a autora descreve a insônia como algo ruim: desespero, solidão, vício, ansiedade olhando o relógio. No segundo parágrafo, ela muda de ponto de vista e mostra o lado bom de acordar de madrugada: a solidão vira 'um dom', ela aprecia o silêncio, o café, o nascer do sol, sentindo-se 'feliz por nada, por tudo'. Como as ideias dos dois parágrafos se contrapõem (desconforto x prazer), o 'mas' funciona como conjunção adversativa marcando essa virada de perspectiva — exatamente o que a alternativa C descreve. As alternativas A e B erram porque tratam o 'mas' como se apenas reforçasse a mesma sensação (prazer ou desconforto) em vez de contrapor duas sensações diferentes; a D erra porque inverte a ordem: quem traz os benefícios é o segundo parágrafo, não o primeiro.

Questão 4

CFS 2
Leia: “Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando”. No trecho acima, “a casa vai acordando” é uma
  1. A)
    hipérbole.
  2. B)
    metonímia.
  3. C)
    antítese.
  4. D)
    ironia.
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Gabarito: alternativa B

Metonímia é a figura em que se usa uma palavra no lugar de outra por haver uma relação lógica de proximidade entre elas (continente pelo conteúdo, causa pelo efeito, parte pelo todo, autor pela obra, etc.). Em 'a casa vai acordando', não é a casa (o continente) que literalmente acorda, mas sim as pessoas que moram nela (o conteúdo). Usa-se 'casa' no lugar de 'moradores da casa', numa relação de proximidade lógica típica da metonímia. Não é hipérbole (A) porque não há exagero; não é antítese (C) porque não há contraposição de ideias opostas; não é ironia (D) porque não há sentido contrário ao que se diz — o texto quer mesmo dizer que os moradores despertam.
Texto de referência — Insônia infeliz e feliz

Clarice Lispector

1De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa 5telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem?

Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que 10aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara.

Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas.

15Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora?

E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo.

20Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão.

Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia.

E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me 25interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico.

E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta.

Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca 30do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

Clarice Lispector, no livro “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Questão 5

CFS 2
As palavras baiacu, tapeceiro e constrói têm em comum a presença de um
  1. A)
    hiato.
  2. B)
    tritongo.
  3. C)
    ditongo crescente.
  4. D)
    ditongo decrescente.
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Gabarito: alternativa D

Ditongo decrescente é quando a vogal forte (mais aberta) vem primeiro, seguida da semivogal fraca (i ou u) na mesma sílaba. Em 'baiacu' (ba-IA-cu), o 'ai' tem a vogal 'a' seguida da semivogal 'i'; em 'tapeceiro' (ta-pe-CEI-ro), o 'ei' tem 'e' seguido de 'i'; e em 'constrói' (cons-TRÓI), o 'ói' tem 'ó' seguido de 'i' — nos três casos, vogal forte + semivogal fraca na mesma sílaba, exatamente a definição de ditongo decrescente. Não são hiatos porque as vogais estão na mesma sílaba (pronunciadas juntas, sem separação), o que descarta a alternativa A. Não são ditongos crescentes (letra C) porque nestes a ordem seria semivogal + vogal (como em 'água'), o oposto do que ocorre aqui. E não há tritongo (letra B) porque tritongo exige semivogal-vogal-semivogal (como em 'Paraguai'), e nenhuma das palavras tem essa estrutura de três elementos.

Questão 6

CFS 2
Relacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta dos substantivos coletivos. 1 – inimigos, soldados ( ) turma 2 – plantas de uma região ( ) atilho 3 – trabalhadores, alunos ( ) flora 4 – feixe de espigas de milho ( ) hoste
  1. A)
    3 – 4 – 2 – 1
  2. B)
    3 – 1 – 2 – 4
  3. C)
    1 – 4 – 3 – 2
  4. D)
    4 – 2 – 1 – 3
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Gabarito: alternativa A

Substantivo coletivo é a palavra que nomeia um grupo específico de seres ou coisas. 'Hoste' é o coletivo de inimigos/soldados (exército em marcha); 'atilho' é o coletivo de feixe de espigas de milho (um molho amarrado); 'flora' é o coletivo de plantas de uma região; 'turma' é o coletivo de trabalhadores ou alunos reunidos com um objetivo comum. A ordem pedida é: turma, atilho, flora, hoste — ou seja, 3 (turma), 4 (atilho), 2 (flora), 1 (hoste), que corresponde exatamente à alternativa A. As outras alternativas trocam essa ordem: em B, 'atilho' aparece ligado a 1 (inimigos), o que está errado, pois atilho é sobre milho; em C e D as posições de 'turma' e 'hoste' ou 'flora' e 'atilho' ficam invertidas, associando o coletivo errado ao grupo errado.

Questão 7

CFS 2
Complete as frases de acordo com as regras do plural para os substantivos compostos constantes dos parênteses e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 1 – Costumava faltar às aulas todas as ______. (quinta-feira) 2 – Sempre via muitos ______ no caminho de casa. (beija-flor) 3 – Os ______ de vários bairros solicitavam mais investimento em infraestrutura. (abaixo-assinado)
  1. A)
    quintas-feira – beija-flor – abaixo-assinados
  2. B)
    quintas-feira – beija-flores – abaixo-assinado
  3. C)
    quintas-feiras – beijas-flor – abaixos-assinados
  4. D)
    quintas-feiras – beija-flores – abaixo-assinados
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Gabarito: alternativa D

O plural de substantivos compostos com hífen depende de como as palavras se combinam. Em 'quinta-feira', as duas palavras são variáveis (substantivo + substantivo), então ambas vão para o plural: quintas-feiras. Em 'beija-flor', a primeira parte é um verbo (beija) e verbos não variam no plural de compostos, só o substantivo (flor) recebe o 's': beija-flores. Em 'abaixo-assinado', 'abaixo' é advérbio (invariável) e só o substantivo/adjetivo 'assinado' vai para o plural: abaixo-assinados. Isso dá a sequência quintas-feiras – beija-flores – abaixo-assinados, que é a alternativa D. As demais erram porque tratam errado algum desses elementos: a A não pluraliza 'quinta-feira' nem 'beija-flor'; a B deixa 'abaixo-assinado' no singular; e a C pluraliza indevidamente o verbo 'beija' e o advérbio 'abaixo'.

Questão 8

CFS 2
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está inadequada.
  1. A)
    Calar-me-ei diante de tantos impropérios.
  2. B)
    Ninguém disse-lhe que eu já havia chegado?
  3. C)
    Ao ir ao cinema, o shopping pareceu-me vazio.
  4. D)
    Eu me entristeci com as notícias veiculadas pela televisão. no 3
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Gabarito: alternativa B

A regra é: quando não há palavra atrativa (negativa, advérbio, pronome relativo etc.) antes do verbo e a frase começa a oração (início absoluto), a próstase (pronome antes do verbo) é proibida pela norma culta — deve-se usar a ênclise. Em 'Ninguém disse-lhe...' existe o pronome indefinido 'ninguém', que é justamente uma palavra atrativa e exige próclise: o correto seria 'Ninguém lhe disse'. Por isso a colocação em B está inadequada. Nas outras: em A, 'Calar-me-ei' é mesóclise correta com futuro do presente sem palavra atrativa antes; em C, 'pareceu-me' é ênclise correta pois nada antes do verbo atrai o pronome; em D, 'Eu me entristeci' tem o pronome 'eu' antes do verbo, mas como não é palavra de sentido negativo/atrativo forte, a próclise após pronome pessoal reto é plenamente aceita na norma culta, principalmente no início de frase.

Questão 9

CFS 2
Assinale a alternativa que não contém adjetivo no grau superlativo sintético erudito.
  1. A)
    acérrimo
  2. B)
    nobilíssimo
  3. C)
    superbíssimo
  4. D)
    amarguíssimo
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Gabarito: alternativa D

Superlativo sintético erudito é aquele formado com um radical latino diferente do adjetivo original, em vez do sufixo comum '-íssimo' aplicado diretamente ao radical do português. 'Amarguíssimo' (de amargo) é formado de modo regular, popular, apenas acrescentando '-íssimo' ao próprio radical 'amarg-', sem usar raiz latina distinta — por isso é a alternativa correta, já que NÃO é erudito. Já 'acérrimo' vem de um radical latino irregular (não é 'agríssimo', forma popular de agre/acre), 'nobilíssimo' vem do latim 'nobilis' (não seria 'nobríssimo'), e 'superbíssimo' vem do latim 'superbus' (forma erudita de soberbo, ao invés de 'soberbíssimo') — todos usam raízes latinas eruditas, diferentes do radical popular do português.

Questão 10

CFS 2
Leia: “Oh, Dora, Rainha do frevo e do maracatu, Ninguém requebra nem dança Melhor do que tu” Analisando sintaticamente os versos acima, pode-se afirmar que
  1. A)
    “Rainha do frevo e do maracatu” é vocativo.
  2. B)
    “Ninguém” é sujeito.
  3. C)
    “Dora” é sujeito.
  4. D)
    “Dora” é aposto.
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Gabarito: alternativa B

Na frase, o verbo é 'requebra/dança' e quem pratica essa ação, segundo o texto, é 'ninguém' (no sentido de 'ninguém dança melhor do que tu', ou seja, ninguém supera Dora). 'Ninguém' é o termo que concorda com o verbo e responde à pergunta 'quem dança?', portanto é o sujeito da oração. A alternativa A erra porque 'Rainha do frevo e do maracatu' está junto de 'Dora' explicando quem ela é, sem estar isolado por vírgula direcionado a quem se fala diretamente (na prática, aqui funciona como aposto de Dora, não vocativo isolado). A alternativa C erra porque 'Dora' aparece antes, sendo chamada/caracterizada, mas não é ela quem pratica a ação verbal 'dança' na oração em análise — quem dança é 'ninguém'. A alternativa D também erra pelo mesmo motivo do vocativo: o núcleo que exerce a função de sujeito do verbo é 'ninguém', não havendo como 'Dora' ocupar essa posição na oração principal analisada.
Texto de referência — Insônia infeliz e feliz

Clarice Lispector

1De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa 5telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem?

Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que 10aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara.

Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas.

15Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora?

E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo.

20Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão.

Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia.

E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me 25interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico.

E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta.

Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca 30do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

Clarice Lispector, no livro “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Questão 12

CFS 2
Assinale a alternativa em que o advérbio ou a locução adverbial indica a subjetividade de quem analisa um evento.
  1. A)
    Acenou obscenamente ao amigo.
  2. B)
    Acordei assustado no meio da noite.
  3. C)
    Não ouvia mais os conselhos de sua mãe.
  4. D)
    Ela morava ao lado da estação rodoviária.
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Gabarito: alternativa A

O advérbio 'obscenamente' modifica o verbo 'acenou' dando a impressão pessoal de quem descreve a cena — é um julgamento subjetivo de quem observou o gesto, já que 'obsceno' é um valor moral atribuído por quem analisa, não um fato objetivo mensurável. Por isso ele expressa a visão de quem avalia o evento, revelando uma opinião sobre o comportamento do sujeito. Em B, 'assustado' descreve um estado emocional do próprio sujeito (quem sofreu a ação), não uma avaliação de quem observa de fora. Em C, 'mais' é advérbio de intensidade/tempo, puramente estrutural, sem carga de julgamento. Em D, 'ao lado da estação rodoviária' é locução adverbial de lugar, informação objetiva e verificável, sem nenhuma subjetividade envolvida.

Questão 14

CFS 2
Se transformarmos os períodos simples em períodos compostos, em qual alternativa haverá uma oração coordenada sindética adversativa?
  1. A)
    “Tenha paciência. Deus está contigo”.
  2. B)
    “Eu quis dizer. Você não quis escutar”.
  3. C)
    “Não me venham com conclusões. A única conclusão é morrer”.
  4. D)
    “O mundo é um moinho. Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos”.
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Gabarito: alternativa B

Uma oração coordenada sindética adversativa é aquela ligada por uma conjunção que expressa ideia de contraste, oposição ou ressalva (como 'mas', 'porém', 'contudo', 'todavia'). Em B, 'Eu quis dizer' e 'Você não quis escutar' apresentam ideias opostas: uma pessoa tentou se comunicar, mas a outra não permitiu. Ao unir os dois períodos com 'mas' ('Eu quis dizer, mas você não quis escutar'), fica claro o sentido de contraste entre as duas ações, caracterizando a adversidade. Em A, a segunda oração explica ou justifica a primeira, sugerindo uma coordenada explicativa (com 'pois' ou 'porque'). Em C, há um sentido de conclusão/explicação entre as orações, cabendo conjunção explicativa, não adversativa. Em D, a segunda oração dá continuidade à ideia da primeira, funcionando quase como consequência, sem contraste, o que não configura adversidade.

Questão 15

CFS 2
Leia: “O taverneiro declarou que nada podia saber ao certo. Tinha certeza de que lhe invadiram a propriedade.” No texto acima, as orações substantivas em destaque são, respectivamente,
  1. A)
    subjetiva e predicativa.
  2. B)
    objetiva direta e objetiva indireta.
  3. C)
    objetiva direta e completiva nominal
  4. D)
    objetiva indireta e completiva nominal.
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Gabarito: alternativa C

As orações destacadas são 'que nada podia saber ao certo' e 'de que lhe invadiram a propriedade'. A primeira completa o sentido do verbo transitivo direto 'declarou' (declarou o quê? que nada podia saber ao certo), sem preposição, por isso é uma oração subordinada substantiva objetiva direta. A segunda completa o sentido do substantivo 'certeza' (certeza de quê?), e como completa um substantivo — e não um verbo — é uma oração subordinada substantiva completiva nominal. Por isso a alternativa C está correta. A opção B erra ao chamar a segunda de objetiva indireta, pois essa classificação só vale quando o termo completado é um verbo (regido de preposição), e aqui quem exige o complemento é o substantivo 'certeza'. A opção D erra a primeira oração, pois 'declarou' não pede preposição, logo não pode ser objetiva indireta. A opção A também está errada, pois nenhuma das duas orações exerce função de sujeito ou de predicativo.
Texto de referência — Insônia infeliz e feliz

Clarice Lispector

1De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa 5telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem?

Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que 10aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara.

Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas.

15Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora?

E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo.

20Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão.

Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia.

E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me 25interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico.

E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta.

Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca 30do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

Clarice Lispector, no livro “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Questão 16

CFS 2
Assinale a alternativa que apresenta um verbo defectivo.
  1. A)
    pedir
  2. B)
    andar
  3. C)
    matar
  4. D)
    abolir
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Gabarito: alternativa D

Verbo defectivo é aquele que não possui conjugação completa em todas as pessoas e tempos verbais, faltando algumas formas. 'Abolir' é o exemplo clássico: não existe forma para a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (não se diz 'eu aboло'), por isso ele não é conjugado nesse tempo/pessoa e também fica sem presente do subjuntivo. As outras opções são verbos regulares e completos: 'pedir' e 'matar' se conjugam normalmente em todas as pessoas (eu peço, eu mato), e 'andar' também é regular e completo em toda sua conjugação. Por isso, a única alternativa com verbo defectivo é a D.

Questão 18

CFS 2
Leia e responda. 1 – Com a eloquência de sua oratória, fez o nobre deputado defesa da Reforma da Previdência. 2 – Não se dorme bem com o calor insuportável em uma grande metrópole durante o verão tropical brasileiro. 3 – Tempestade forte, transbordamento de rios e deslizamento de encostas castigaram a cidade do Rio de Janeiro em 2019. Tem-se, respectivamente,
  1. A)
    sujeito simples; sujeito composto; sujeito indeterminado.
  2. B)
    sujeito simples; sujeito indeterminado; sujeito composto.
  3. C)
    sujeito composto; sujeito indeterminado; sujeito simples.
  4. D)
    sujeito indeterminado; sujeito simples; sujeito composto.
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Gabarito: alternativa B

O sujeito é classificado pela quantidade e determinação do(s) núcleo(s) do verbo. Na frase 1, o verbo 'fez' tem um único núcleo determinado ('o nobre deputado'), logo é sujeito simples. Na frase 2, o verbo 'dorme' está na 3ª pessoa do singular com o pronome 'se' apassivador/indeterminador junto a verbo intransitivo (dormir), configurando sujeito indeterminado (não se sabe quem dorme). Na frase 3, há três núcleos coordenados ('tempestade', 'transbordamento', 'deslizamento') realizando a mesma ação de castigar a cidade, caracterizando sujeito composto. Por isso a sequência correta é simples; indeterminado; composto, ou seja, a alternativa B. As demais alternativas trocam essa ordem, atribuindo composto ou indeterminado à frase errada, o que não corresponde à análise de cada oração.
Texto de referência — Insônia infeliz e feliz

Clarice Lispector

1De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa 5telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem?

Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que 10aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara.

Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas.

15Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora?

E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo.

20Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão.

Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia.

E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me 25interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico.

E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta.

Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca 30do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

Clarice Lispector, no livro “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Questão 19

CFS 2
Em qual alternativa há uma oração subordinada adverbial final?
  1. A)
    Os professores, quando decidiram fazer um trabalho de reforço com os alunos, tinham a intenção de obter um resultado melhor no Exame Nacional, em relação ao ano anterior.
  2. B)
    O trabalho de reforço daqueles professores foi tão importante que o resultado no Exame Nacional, em relação ao ano anterior, foi bem melhor.
  3. C)
    Como os professores fizeram um trabalho de reforço com os alunos, o resultado no Exame Nacional, em relação ao ano anterior, foi bem melhor.
  4. D)
    Para que o resultado do Exame Nacional fosse melhor em relação ao ano anterior, os professores fizeram um trabalho de reforço com os alunos. no 4
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Gabarito: alternativa D

A oração 'Para que o resultado do Exame Nacional fosse melhor' é subordinada adverbial final porque expressa a finalidade, o objetivo pretendido com a ação da oração principal ('os professores fizeram um trabalho de reforço'). O teste é substituir o conectivo por 'com a finalidade de que' ou 'a fim de que' — a frase continua fazendo sentido, o que confirma a ideia de propósito. Em A, a oração com 'quando' é adverbial temporal, indicando o momento da ação. Em B, 'tão importante que' forma uma oração consecutiva, indicando a consequência da importância do trabalho. Em C, 'Como' introduz uma oração causal, apresentando a razão do resultado melhor no exame.

Questão 20

CFS 2
Em qual alternativa a concordância verbal está de acordo com o padrão culto da língua portuguesa?
  1. A)
    Todos sabemos que existe, no passado daquela família tradicional, fatos que ninguém quer relembrar.
  2. B)
    Haviam pessoas no teatro que abandonaram o local antes do término do espetáculo.
  3. C)
    A atitude dos alunos daquelas universidades públicas comoveram os jornalistas.
  4. D)
    Desconheciam-se os motivos pelos quais o marido havia abandonado a família.
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Gabarito: alternativa D

A regra é: sujeito depois do verbo não muda a concordância — o verbo concorda com o sujeito, esteja ele antes ou depois. Em D, 'Desconheciam-se os motivos' tem o pronome apassivador 'se' (voz passiva sintética), então 'os motivos' é o sujeito paciente, plural, e o verbo fica no plural: 'desconheciam-se'. Está certo. Em A, o verbo 'existir' no sentido de 'haver, ocorrer' é impessoal e fica sempre na 3ª pessoa do singular; o certo seria 'existem fatos', não 'existe fatos' — a frase erra ao não flexionar. Em B, 'haver' no sentido de 'existir' também é impessoal e invariável; o correto é 'Havia pessoas', nunca 'Haviam pessoas'. Em C, o sujeito é 'A atitude' (singular), não 'alunos' nem 'universidades'; o verbo deveria ser 'comoveu', não 'comoveram'.

Questão 22

CFS 2
Assinale a alternativa em que há predicado verbo-nominal.
  1. A)
    O chefe está aqui?
  2. B)
    As mangueiras florescem na primavera.
  3. C)
    Assisti à cena do massacre muito revoltado.
  4. D)
    Os atletas pareciam cansados no começo da competição.
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Gabarito: alternativa C

O predicado verbo-nominal tem dois núcleos de sentido: um verbo (indicando ação) e um nome (adjetivo ou substantivo) que funciona como predicativo, geralmente do sujeito ou do objeto. Em C, 'Assisti à cena do massacre muito revoltado', o verbo 'assisti' expressa a ação (assistir a algo), mas 'revoltado' não descreve a cena nem o massacre — descreve o estado do sujeito (eu) enquanto praticava a ação, funcionando como predicativo do sujeito. Por isso o predicado tem dois núcleos: o verbo 'assisti' (ação) e o nome 'revoltado' (estado do sujeito), caracterizando o predicado verbo-nominal. Em A, 'está aqui' é predicado verbal simples com o verbo de ligação 'está' mais um advérbio de lugar, sem predicativo nominal. Em B, 'florescem' é verbo pleno de ação sem predicativo, formando predicado verbal. Em D, 'pareciam cansados' é predicado nominal puro, pois 'parecer' é verbo de ligação e 'cansados' é o único núcleo de sentido (não há ação, só estado), diferente do verbo-nominal que exige uma ação real associada ao estado.

Questão 23

CFS 2
Assinale a alternativa em que o verbo está corretamente conjugado.
  1. A)
    Se eu pôr todo o meu dinheiro neste investimento, estarei me arriscando.
  2. B)
    Embora essa aplicação seje bastante rentável, é um investimento de alto risco.
  3. C)
    Se ela reavesse o dinheiro que perdeu, iria investi-lo em uma aplicação de baixo risco.
  4. D)
    Se eles expuserem os riscos do mercado para mim, poderei analisar a situação com mais segurança.
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Gabarito: alternativa D

Alternativa D: 'expuserem' é o futuro do subjuntivo do verbo 'expor', usado corretamente porque a frase começa com 'Se' (condição) e a ação (expor) ainda vai acontecer no futuro, condicionando outra ação futura ('poderei analisar'). A conjugação segue o padrão de verbos terminados em '-por' (expor, propor, compor): eles se flexionam como o verbo 'pôr', então no futuro do subjuntivo fica 'expuser/expuserem', igual a 'puser/puserem'. Na alternativa A, o certo seria 'puser' (futuro do subjuntivo de 'pôr'), e não 'pôr' (infinitivo) depois de 'Se eu'. Na B, 'seje' não existe: a forma correta do subjuntivo presente do verbo 'ser' é 'seja'. Na C, 'reavesse' está errado porque o pretérito imperfeito do subjuntivo de 'reaver' seria 'reouvesse' (ele segue a conjugação irregular de 'haver': reouve, reouvesse), então a forma apresentada não existe.

Questão 24

CFS 2
Assinale a alternativa em que o pronome nos tem a função de objeto direto.
  1. A)
    Custou-nos a aceitação da derrota acachapante.
  2. B)
    Nossos pais escutaram-nos com atenção e paciência.
  3. C)
    Disseram-nos que, depois da tempestade, vem a bonança.
  4. D)
    Depois de receber a esmola, beijou-nos as mãos em forma de agradecimento.
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Gabarito: alternativa B

O pronome oblíquo 'nos' é objeto direto quando completa um verbo transitivo direto, ou seja, quando ele mesmo é o alvo da ação, sem preposição. Em 'Nossos pais escutaram-nos com atenção e paciência', o verbo 'escutar' é transitivo direto (escutar alguém), e 'nos' equivale a 'escutaram a nós' — por isso é objeto direto. Nas outras alternativas, 'nos' funciona como objeto indireto: em A, 'custou-nos' é 'custou a nós' (verbo transitivo indireto, exige preposição 'a'); em C, 'disseram-nos' é 'disseram a nós' (dizer algo a alguém); em D, 'beijou-nos as mãos' tem 'as mãos' como objeto direto e 'nos' como objeto indireto (posse/destinatário, 'beijou as mãos a nós').

Inglês — EEAR 2020

Texto de referência — Roller skating

R.Jordania Roller skating used to be strictly for children. Nowadays, with the new neoprene wheels and frictionless ballbearings, rollerskating has become popular with people with of all ages and all social classes.

Not only do people skate, they also dance on roller skates – ______ the term roller-disco.

To cater to the new fad, many indoor roller – disco rinks are opening all over the country. There people can dance on roller skates ______ in winter when there is snow and ice on the ground.

Life in the USA.

Questão 25

CFS 1
Complete the text with the correct alternative subsequently.
  1. A)
    even – that
  2. B)
    that – even
  3. C)
    why – hence
  4. D)
    hence – even
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Gabarito: alternativa D

A primeira lacuna precisa de uma palavra que introduza uma consequência: as pessoas dançam de patins, DAÍ (hence) surgiu o termo 'roller-disco'. 'Hence' significa 'por isso, daí, consequentemente' e liga a ação (dançar de patins) ao resultado (o termo criado). A segunda lacuna precisa de 'even' no sentido de 'até mesmo/mesmo': as pessoas podem patinar nas pistas cobertas MESMO no inverno, quando há neve e gelo lá fora — 'even' reforça que isso é possível apesar da condição desfavorável. As outras opções falham: 'that' é pronome relativo/conjunção e não expressa consequência nem seria coerente antes de 'in winter'; 'why' introduziria uma pergunta/causa, sem sentido ali; 'even' na primeira lacuna não criaria a ideia de consequência que a frase pede.

Questão 26

CFS 1
In “Roller skating used to be strictly for children.”, the verb “used to”, in bold type is closest in meaning to:
  1. A)
    My sister is used to calling me at work.
  2. B)
    The children used the roller skating to play.
  3. C)
    They are used to meeting people late at night.
  4. D)
    When she was a chilld, she used to play baseball with friends.
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Gabarito: alternativa D

'Used to' + verbo indica um hábito ou situação do passado que não existe mais. Em D, 'she used to play baseball with friends' quer dizer que ela jogava baseball regularmente quando criança, mas não joga mais — exatamente o mesmo uso de 'used to' que aparece em 'Roller skating used to be strictly for children' (era só para crianças no passado, hoje não é mais). A) e C) usam 'be used to' + gerúndio, que significa estar acostumado com algo, um sentido totalmente diferente. B) usa 'used' apenas como passado do verbo 'to use' (usar), sem nenhuma ideia de hábito passado.
Texto de referência — Celebrity Doubles

A group of teenagers is standing outside a shop in Manchester, England. Many of _____ have cameras and are looking in the shop window. ____ want to see the movie star Daniel Radcliffe. A man in the shop looks like Radcliffe, but ______ isn’t the famous actor.

He’s Andrew Walker - a twenty-two-year old shop clerk.

Walker isn’t surprised by the teenagers. People often stop _____ on the street and want to take his picture. Walkeris a clerk, but he also makes money as Daniel’s double. Today, many companies work with celebrity doubles. They look like famous athletes, pop singers, and actors. The companies pay doubles to go to parties and business meetings. Doubles are also on TV and in newspapers ads.

Why do people want to look like a celebrity? One double in the USA says, “I can make good money. I also make a lot of people happy”.

Adapted from World Link - Developing English Fluency

Questão 28

CFS 1
Fill in the blanks with the correct personal pronouns:
  1. A)
    they – them – him – he
  2. B)
    them – they – he – him
  3. C)
    he – him – they – them
  4. D)
    them – they – him – he
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Gabarito: alternativa B

Os espaços pedem pronomes pessoais (sujeito ou objeto) referindo-se a 'a group of teenagers' (plural) e 'a man'/'Walker' (singular masculino). No 1º espaço, 'many of them' usa objeto plural (them) porque vem depois de preposição (of). No 2º espaço, o sujeito da frase seguinte é 'they' (retomando os teenagers), pois inicia oração com verbo 'want'. No 3º espaço, o sujeito é 'he' (referindo-se ao homem/Walker), pois inicia a oração 'he isn't the famous actor'. No 4º espaço, é objeto direto do verbo 'stop', usando 'him' (referindo-se a Walker: 'stop him on the street'). Assim, a sequência correta é them – they – he – him, ou seja, alternativa B. As demais alternativas trocam sujeito por objeto ou vice-versa em posições erradas (ex: usar 'he' em vez de 'they' como sujeito, ou 'them' no lugar de objeto singular 'him'), quebrando a concordância gramatical com o contexto do texto.

Questão 29

CFS 1
According to the text, we can infer that, EXCEPT:
  1. A)
    Doubles are paid to go to social events and business meetings.
  2. B)
    The young clerk was amazed by the young people in the shop.
  3. C)
    Some people like to have a very similar appearance to celebrities.
  4. D)
    Many companies work with people who take the place of famous actors for some purposes.
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Gabarito: alternativa B

O texto diz que Walker 'isn't surprised by the teenagers' e que 'People often stop him on the street' — ou seja, ele já está acostumado com essa situação, não fica surpreso ou maravilhado. Por isso a alternativa B está errada em relação ao texto (e é essa a resposta certa, já que a questão pede a exceção). As outras alternativas são confirmadas diretamente: A é dita explicitamente ('companies pay doubles to go to parties and business meetings'); C é apoiada pela ideia geral do texto sobre pessoas quererem se parecer com celebridades; D é confirmada por 'many companies work with celebrity doubles... people who take the place of famous actors'.

Questão 30

CFS 1
In “Walker is a clerk, but he also makes money as Daniel’s double (...)”, the underlined word means that Walker _________ Daniel.
  1. A)
    looks like
  2. B)
    is not similar
  3. C)
    is different from
  4. D)
    is the opposite of
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Gabarito: alternativa A

A resposta certa é 'looks like' porque a frase diz que Walker trabalha como sósia (double) de Daniel Radcliffe, ou seja, ele se parece com o astro, não que ele SEJA o astro. 'Double' significa exatamente isso: alguém parecido fisicamente com uma celebridade, usado para eventos, fotos etc. As outras alternativas invertem o sentido: 'is not similar', 'is different from' e 'is the opposite of' dizem que Walker é diferente de Daniel, o que contradiz a ideia de 'double' (sósia) apresentada no texto.

Questão 31

CFS 1
“In order to”, in bold type in the text, is a _________ clause.
  1. A)
    time
  2. B)
    result
  3. C)
    manner
  4. D)
    purpose
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Gabarito: alternativa D

Uma oração (clause) de purpose (finalidade) responde à pergunta 'para quê?' e normalmente começa com 'in order to', 'so as to' ou apenas 'to' + verbo. No texto, 'in order to' introduz o motivo/objetivo da ação principal, exatamente a função de uma purpose clause, por isso a alternativa D está correta. As outras opções não se encaixam: time clause indicaria quando a ação ocorre (ex: 'when', 'while', 'before'); result clause indicaria consequência (ex: 'so that... result', 'therefore'); e manner clause indicaria o modo como algo é feito (ex: 'as if', 'the way that'). Como 'in order to' não expressa tempo, consequência nem modo, mas sim intenção/objetivo, a única classificação correta é purpose.
Texto de referência — Airline employee steals, crashes plane near Seattle

US authorities are investigating the Friday night crash of a Horizon Air Q400 aircraft near Seattle-Tacoma airport in Washington state after an airline employee took off without clearance and flew the plane for about an hour before it crashed.

Two F-15 military fighter jets went up into the air in order to intercept the stolen airliner, and the airport closed for a short time.

There were no passengers on board except the person who was operating the plane. It is believed that he is Richard Russel, a 29 year old local man who worked for the airline. Some media images showed the aircraft doing complicated and dangerous flying before crash. In an audio recording a conversation with an air traffic controller, the person piloting the aircraft said he was a “broken guy”.

Adapted from news.airwise.com/story/airline...

Questão 32

CFS 1
According to the text, choose the correct alternative:
  1. A)
    The only person on board was the airline employee.
  2. B)
    The aircraft made a calm and smooth flight before crashing.
  3. C)
    The plane flew for approximately one hour and landed safely.
  4. D)
    The airport was kept closed during many hours after the accident. no 6
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que não havia passageiros a bordo, exceto a pessoa que estava operando o avião ('There were no passengers on board except the person who was operating the plane'). Ou seja, a única pessoa na aeronave era o funcionário da companhia aérea que a roubou — exatamente o que a alternativa A afirma. A B está errada porque o voo foi descrito como cheio de manobras complicadas e perigosas, não calmo. A C está errada porque, embora tenha voado por cerca de uma hora, o avião caiu (crashed), não pousou em segurança. A D está errada porque o texto diz que o aeroporto fechou por pouco tempo ('for a short time'), não por muitas horas.

Questão 33

CFS 1
In “the person piloting the aircraft said he was a broken guy (...)”, you can infer that the man was ___________, EXCEPT:
  1. A)
    so sad
  2. B)
    very excited
  3. C)
    suffering a lot
  4. D)
    extremely unhappy
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Gabarito: alternativa B

O homem se descreve como 'a broken guy' (um cara arrasado/destruído), expressão que carrega sentimento de tristeza profunda, sofrimento emocional e infelicidade extrema — por isso dá pra inferir 'so sad' (A), 'suffering a lot' (C) e 'extremely unhappy' (D). A alternativa B, 'very excited' (muito animado/empolgado), é o oposto do sentido de 'broken' e não pode ser inferida do texto — por isso é a exceção pedida na questão e a resposta correta.
Texto de referência — The cabin crew battled to save the passenger

Ben Graham

Shocked passengers watched as doctors and cabin crew tried to save the life of a critically ill passenger on a Qantas flight to Sidney on Friday.

A Qantas spokeswoman confirmed that the passenger ________ received tratment during the medical emergency couldn’t survive.

The flight from London, via Singapore, was forced to land in Adelaide because of the incident. No passengers got off the flight while it was in Adelaide.

A witness on board told that everything started with a cabin announcement asking for any doctors on board. There were two passengers with medical training, but nothing could be done to save the passenger. The crew did everything they could, including performing CPR with a doctor on board, but unfortunately the passenger has passed away.

Adapted from nypost.com

Questão 34

CFS 1
Fill in the blank with the correct relative pronoun.
  1. A)
    who
  2. B)
    what
  3. C)
    which
  4. D)
    whose
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Gabarito: alternativa A

A lacuna precisa de um pronome relativo que substitua 'the passenger' (pessoa) e funcione como sujeito do verbo 'received' na oração seguinte: 'the passenger who received treatment... couldn't survive'. Usamos 'who' porque ele se refere a pessoas e está exercendo a função de sujeito da oração relativa. 'What' está errado porque não é usado como pronome relativo depois de um substantivo (não tem antecedente). 'Which' está errado porque se refere a coisas ou animais, não a pessoas. 'Whose' está errado porque indica posse ('de quem'), e aqui não há ideia de posse, apenas quem recebeu o tratamento.

Questão 35

CFS 1
Choose the correct verb to replace the phrasal verb “passed away”, in bold type in the text:
  1. A)
    died
  2. B)
    choked
  3. C)
    fainted
  4. D)
    collapsed
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Gabarito: alternativa A

"Passed away" é um phrasal verb (na verdade um eufemismo) que significa simplesmente 'morrer'. O sinônimo direto em inglês é 'died', do verbo 'to die'. É por isso que a letra A está correta: 'died' substitui 'passed away' sem mudar o sentido da frase. As outras opções descrevem situações diferentes: 'choked' (engasgou) sugere obstrução nas vias respiratórias; 'fainted' (desmaiou) indica perda temporária de consciência, não morte; e 'collapsed' (desabou/caiu) descreve apenas a queda física, que pode ou não levar à morte. Nenhuma dessas três é sinônimo de morrer, então não podem substituir 'passed away' corretamente.

Questão 36

CFS 1
In “The crew did everything they could (...)”, the modal “could” is used to indicate
  1. A)
    ability
  2. B)
    obligation
  3. C)
    permission
  4. D)
    prohibition
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Gabarito: alternativa A

Could aqui é o passado de can, e o passado de can indica habilidade/capacidade no passado, ou seja, aquilo que alguém era capaz de fazer. Na frase 'The crew did everything they could', poderíamos reescrever como 'the crew did everything they were able to do' — a tripulação fez tudo que era capaz de fazer, tudo que estava ao seu alcance. Por isso a resposta é ability (habilidade). B (obligation) está errada porque obrigação usa modais como had to ou must; C (permission) usa could apenas em pedidos de permissão (ex: 'Could I leave?'), não é o caso aqui; D (prohibition) exigiria couldn't ou can't, indicando proibição, o que não aparece na frase.
Texto de referência — To tip, or not to tip?

The word tip comes from an old English slang. Americans usually tip people in places like restaurants, airports, hotels, and hair salons.

People who work in these places often get paid low wages.

A tip shows that the customer is pleased with service.

Sometimes it’s hard to know how much to tip. The size of the tip usually depends on the service. People such as parking valets or bellshops usually get (small) _____________ tips.

The tip for people such as taxi drivers and waiters or waitresses is usually (large) _____________.

When you’re not sure about how much to tip, do what feels right. You don’t have to tip for bad services. And you can give a (big) _____________ tip for a very good service.

Remember, though, your behavior is (important) _____________ than your money. Always treat service providers with respect.

Adapted from Interchange

Questão 37

CFS 1
Choose the alternative that completes the text with the correct comparatives.
  1. A)
    smaller – larger – bigger – more important.
  2. B)
    smaller – the largest – bigger – the most important.
  3. C)
    the smallest – the largest – bigger – the most important.
  4. D)
    the smallest – the largest – the biggest – the most important.
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Gabarito: alternativa A

O texto usa comparativos porque estamos comparando dois tipos de serviço: gorjeta para manobrista/carregador de malas (menor) versus gorjeta para taxista/garçom (maior). Como são só dois elementos comparados (small→smaller, large→larger), usamos o comparativo simples, sem 'the' e sem superlativo. 'Bigger' também é comparativo de duas coisas (uma gorjeta boa vs. uma gorjeta muito boa), e 'more important' é o comparativo de 'important' (adjetivo longo, forma com 'more' + adjetivo, sem 'more the'). Por isso a sequência correta é: smaller – larger – bigger – more important, alternativa A. As opções B, C e D erram ao usar superlativos ('the largest', 'the smallest', 'the biggest', 'the most important'), que só se aplicam quando comparamos três ou mais elementos, o que não é o caso aqui — o texto compara sempre pares de situações.

Questão 38

CFS 1
According to the text, choose the best response. In “Americans usually tip people in places like restaurants, airports, hotels, and (...)”, the word “TIP” is closest in meaning to
  1. A)
    take some money.
  2. B)
    pay for the service.
  3. C)
    ask for extra money.
  4. D)
    give an amount of additional money.
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Gabarito: alternativa D

'Tip' aqui é um substantivo que significa uma quantia extra de dinheiro dada como gratificação por um serviço, e é exatamente isso que a alternativa D descreve: 'give an amount of additional money' (dar uma quantia de dinheiro adicional). O texto reforça essa ideia ao falar em 'small tips', 'large tip' e 'big tip' — ou seja, valores que variam, sempre como um extra além do preço do serviço. A alternativa A ('take some money') está errada porque inverte a direção da ação: quem dá a gorjeta é o cliente, não quem recebe. A B ('pay for the service') erra porque a gorjeta não é o pagamento do serviço em si, mas um valor adicional voluntário. A C ('ask for extra money') também inverte o sentido, sugerindo que o funcionário pede dinheiro extra, quando na verdade é o cliente quem oferece espontaneamente.

Questão 39

CFS 1
In (...) “you are not sure” about how much (...)”, the underlined words are closest in meaning to “you ____________”.
  1. A)
    know
  2. B)
    are certain
  3. C)
    are uncertain
  4. D)
    have no doubt
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Gabarito: alternativa C

"You are not sure" significa "você não tem certeza", ou seja, você está em dúvida. Isso é exatamente o que "you are uncertain" (alternativa C) expressa: uncertain = não certo, na dúvida. A) 'know' (saber) muda o sentido, pois não sure não é sobre conhecimento e sim sobre certeza. B) 'are certain' e D) 'have no doubt' significam o oposto (ter certeza, não ter dúvida), contrariando a ideia de 'not sure'. Portanto, C é a única opção que mantém o mesmo significado de dúvida/incerteza do trecho original.

Questão 40

CFS 1
“low wages”, in bold type in the text, is closest in meaning to
  1. A)
    large tips.
  2. B)
    small tips.
  3. C)
    small salary.
  4. D)
    a high amount of money.
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Gabarito: alternativa C

'Low wages' significa 'salário baixo'. 'Wages' é sinônimo de 'salary/pay' (o dinheiro que alguém recebe pelo trabalho), e 'low' quer dizer 'baixo/pequeno'. Por isso a alternativa C (small salary) é a tradução correta. As alternativas A e B erram porque falam de 'tips' (gorjetas), que é um conceito diferente de salário. A alternativa D está errada porque inverte o sentido: 'low' é o oposto de 'high', então dizer 'a high amount of money' contradiz a ideia de 'low wages'.
Texto de referência — To tip, or not to tip?

The word tip comes from an old English slang. Americans usually tip people in places like restaurants, airports, hotels, and hair salons.

People who work in these places often get paid low wages.

A tip shows that the customer is pleased with service.

Sometimes it’s hard to know how much to tip. The size of the tip usually depends on the service. People such as parking valets or bellshops usually get (small) _____________ tips.

The tip for people such as taxi drivers and waiters or waitresses is usually (large) _____________.

When you’re not sure about how much to tip, do what feels right. You don’t have to tip for bad services. And you can give a (big) _____________ tip for a very good service.

Remember, though, your behavior is (important) _____________ than your money. Always treat service providers with respect.

Adapted from Interchange

Questão 41

CFS 1
According to the text, we can infer that:
  1. A)
    The tips depend on someone’s behavior.
  2. B)
    Even if the service is very good, tips don’t change.
  3. C)
    People demonstrate their satisfaction tipping for the service.
  4. D)
    People who works as parking vallets or bellshops get no tips. no 7
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Gabarito: alternativa C

O texto explica que a gorjeta é uma forma de o cliente mostrar que está satisfeito com o serviço ('A tip shows that the customer is pleased with service'). Por isso a alternativa C está correta: as pessoas dão gorjeta para demonstrar sua satisfação com o atendimento. A alternativa A erra porque o texto diz o contrário: é o comportamento do prestador de serviço que é mais importante que o dinheiro da gorjeta, não a gorjeta que depende do comportamento do cliente. A B está errada porque o texto afirma exatamente o oposto: você pode dar uma gorjeta maior ('big tip') quando o serviço é muito bom. A D está errada porque o texto diz que parking valets e bellhops recebem gorjetas pequenas ('small tips'), e não gorjeta nenhuma.
Texto de referência — Evacuations as typhoon hits China coast

More than 200,000 people ___________ evacuated as a typhoon made landfall on China’s east coast, state media say.

Typhoon Yagi hit China’s Zhejiang province shortly before midnight on Sunday packing winds of up to 102km/h, the official Xinhua news agency reports, citing provincial flood control headquarters.

A total of 204,949 people in 10 cities, including Taizhou, Zhoushan, and Wenzhou, have been evacuated and almost 21,000 fishing boats called back to port, it said.

The storm will also bring heavy rain and will gradually weaken as it moves slowly inland to the northwest, Xinhua said.

Summer is China’s typhoon season, although casualties ____________ minimised in recent years by early government planning and evacuations from potencial danger zones.

Adapted from www.news.com.

Questão 42

CFS 1
Complete the text with the correct alternative.
  1. A)
    has been – had been
  2. B)
    had been – had been
  3. C)
    has been – have been
  4. D)
    have been – have been
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Gabarito: alternativa D

A regra é a concordância entre sujeito e verbo no presente perfeito passivo (have/has been + particípio). No primeiro espaço, o sujeito é 'More than 200,000 people' — plural — então o verbo auxiliar correto é 'have', formando 'have been evacuated'. No segundo espaço, o sujeito é 'casualties', também plural, exigindo 'have been minimised'. Por isso a alternativa D (have been – have been) é a correta, pois mantém a concordância de número em ambos os casos. A alternativa A e C erram no primeiro espaço usando 'has been' com sujeito plural. A alternativa B erra ao usar 'had been' (past perfect), tempo verbal que não se encaixa no contexto, que descreve uma ação com resultado presente relevante (present perfect), não uma ação anterior a outra no passado.

Questão 43

CFS 1
According to the text, we can infer that
  1. A)
    Zhejiang is the Chinese who forecast the storm.
  2. B)
    Typhoon is a violent storm with very strong winds.
  3. C)
    Taizhou and Zhoushan are some countries in China.
  4. D)
    China has been facing typhoon for a long time during its all seasons.
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Gabarito: alternativa B

A alternativa B está correta porque o texto todo descreve um typhoon (tufão) causando evacuação de mais de 200.000 pessoas, ventos de até 102km/h e chamando 21.000 barcos de pesca de volta ao porto — ou seja, o próprio texto mostra que um tufão é uma tempestade violenta com ventos muito fortes, o que é exatamente o que a alternativa B afirma. A é errada porque Zhejiang é uma província (lugar), não quem faz a previsão do tempo. C é errada porque Taizhou e Zhoushan são cidades chinesas, não países. D é errada porque o texto diz que o verão é a estação de tufões na China, não que a China enfrenta tufões durante todas as estações do ano.

Questão 44

CFS 1
According to the text, we can infer that
  1. A)
    heavy rain is forecast for China’s typhoon season.
  2. B)
    more than 200,000 fishing boats called back to port.
  3. C)
    the bad weather condition was caused by a wind shear.
  4. D)
    typhoon Yagi has hit China’s Zhejiang province just after noon.
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que mais de 200.000 pessoas foram evacuadas e que o tufão vai trazer chuva forte ('will also bring heavy rain') e depois enfraquecer. Como isso é dito sobre a temporada de tufões da China ('Summer is China's typhoon season'), podemos inferir que chuva forte é algo esperado nessa temporada, tornando a alternativa A correta. B está errada porque foram os barcos de pesca (quase 21.000), não 200.000, que retornaram ao porto — o número de 200.000 se refere às pessoas evacuadas. C está errada porque o texto não menciona 'wind shear' como causa do mau tempo, isso não aparece no texto. D está errada porque o texto diz que o tufão atingiu a costa pouco antes da meia-noite de domingo ('shortly before midnight'), e não logo após o meio-dia.
Texto de referência — Hanging out

R. Jordania In american cities, teenagers like to spend time together – “hang out”, as they say – at drugstore, luncheonettes, or ice cream parlors.

Often, they don’t even meet inside, but gather on the sidewalk in front of the store. From time to time they go in for coffee, milk, ice cream. They also like to play the pinball machines.

Most parents disapprove of their children’s “hanging out” that way. They consider it a waste of time, which could be better used doing homework, working at a part-time job, or helping in the house.

Adapted from life in the USA.

Questão 45

CFS 1
According to the text, choose the best response:
  1. A)
    Just a few teenagers make some housework.
  2. B)
    All of parents think the teenagers should work part-time.
  3. C)
    Most of teenagers help their families doing the housework.
  4. D)
    Most teenagers’ parents don’t go along with the way their children spend time.
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Gabarito: alternativa D

O texto diz que a maioria dos pais desaprova ('disapprove') o jeito como os filhos passam o tempo saindo com amigos, considerando isso perda de tempo. A alternativa D traduz exatamente isso: 'Most teenagers' parents don't go along with the way their children spend time' (a maioria dos pais não concorda/não aceita bem como os filhos passam o tempo) - 'don't go along with' é sinônimo de 'disapprove'. A alternativa A está errada porque o texto não fala sobre quantos adolescentes fazem tarefas domésticas, apenas que os pais gostariam que eles ajudassem. A B está errada porque usa 'All' (todos), um absoluto que o texto não sustenta - só diz 'most parents'. A C está errada porque inverte o sentido: o texto diz que os pais gostariam que os filhos ajudassem em casa, não que a maioria já ajuda.

Questão 46

CFS 1
According to the text, we can infer that
  1. A)
    teenagers are fond of hanging out with friends.
  2. B)
    ice cream is the teenager’s favorite kind of junk food.
  3. C)
    pinball machines are not something they enjoy playing so much.
  4. D)
    most of the time teenagers “hang out” in the inner part of a place.
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que os adolescentes gostam de 'hang out' - ficar juntos na porta da loja, tomar sorvete, jogar pinball - e que os pais desaprovam porque acham perda de tempo. Isso mostra que 'hanging out' é algo que os teenagers gostam de fazer com os amigos, confirmando a alternativa A ('teenagers are fond of hanging out with friends'). A alternativa B erra porque o texto não diz que sorvete é a comida favorita, só menciona como uma das coisas que fazem. A C está errada porque o texto diz que eles 'gostam' de jogar pinball ('They also like to play the pinball machines'), o oposto do que a alternativa afirma. A D está errada porque o texto explicitamente diz que eles não se encontram dentro da loja, mas na calçada em frente ('they don't even meet inside, but gather on the sidewalk'), ou seja, na parte de fora, não dentro.
Texto de referência

The legislation follows a year-on-year increase in drone incidents.

Joana Whitehead New laws introduced today will restrict all drones from flying above 400 feet or within one kilometer of airport boundaries. The legislation follows a year-on-year increase of drones incidents with aircraft, with 93 reported in 2017. The measures are hoped to reduce the possibility of damage to windows and engines of planes and helicopters.

Further laws will require owners of drones weighing 250 grams or more to register with the Civil Aviation Authority (CAA). The majority of drones users considered it is vital for drone pilots to adhere to the rules and guidelines of the CAA, a set of rules introduced to promote safe and responsible drone use.

Drones are here to stay, not only as a recriational pastime, but as a vital tool in many industries – from agriculture to blue-light services – so incresing public trust through safe drone flying is crucial.

Adapted from www.independent.co.uk

Questão 47

CFS 1
According to the text, choose the correct alternative;
  1. A)
    Drones incidents with aircraft are increasing every year.
  2. B)
    Drones are just tools used for recreation in your leisure time.
  3. C)
    New laws won’t allow all drones to fly within 400 feet near the airports.
  4. D)
    Most of drones users consider it is not important to follow the rules of the CAA
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Gabarito: alternativa A

O texto diz: 'The legislation follows a year-on-year increase of drones incidents with aircraft, with 93 reported in 2017.' Isso significa que os incidentes com drones e aeronaves aumentam ano após ano ('year-on-year increase'), exatamente o que a alternativa A afirma ('are increasing every year'). A B está errada porque o texto diz que drones não são só para lazer, mas também ferramenta vital em várias indústrias. A C inverte o sentido: a lei proíbe voar acima de 400 pés ou perto de aeroportos, não 'dentro de 400 pés perto dos aeroportos'. A D também inverte a informação: o texto diz que a maioria dos usuários considera vital seguir as regras da CAA, não que considera desnecessário.

Questão 48

CFS 1
The verb “to adhere”, in bold type in the text, is closest in meaning to
  1. A)
    to believe in someone’s idea.
  2. B)
    to behave according a particular rule.
  3. C)
    to disapprove something or someone.
  4. D)
    to disagree with an action or proposal. no 8
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Gabarito: alternativa B

O verbo 'to adhere (to)' significa seguir, obedecer ou agir de acordo com uma regra, norma ou princípio. No texto, a frase diz que é importante para os pilotos de drone 'adhere to the rules and guidelines of the CAA', ou seja, seguir as regras da CAA. Isso corresponde exatamente à alternativa B, 'to behave according a particular rule' (comportar-se de acordo com uma regra específica). A alternativa A (acreditar na ideia de alguém) muda o sentido para concordância de opinião, não cumprimento de regra. As alternativas C e D têm sentido oposto: 'to adhere' é uma atitude positiva de conformidade, enquanto 'disapprove' e 'disagree' expressam rejeição ou discordância.
Texto de referência — What was lost and what survived devastating Notre Dame fire

David K. Li Some of the most prized, centuries-old relics of France and Christianity survived the devastating Notre Dame Cathedral fire that almost wiped out the cherished Paris landmark.

According to Culture Minister Frank Riester the “most precious treasures” were largely spared. Many of the works will be stored at Paris’ City Hall and the Louvre, where they will be examined, treated for damage and protected.

Monday’s fire almost destroyed the entire cathedral, wich has stood in Paris and survived nearly 900 years of tumultuous French history.

So far, authorities have said blaze appears to be an accident, possibly connected to a renovation project carried out by five companies.

The fire was finally extinguished after nine hours of work.

http://www.nbcnews.com.

Questão 25

CFS 2
According to the text, we can say that___________.
  1. A)
    the fire could only stop burning after more than one day of work
  2. B)
    no ancient and valuable object could be saved from the fire in Notre Dame cathedral
  3. C)
    Notre Dame cathedral stands in Paris and is considered a very important Christian symbol
  4. D)
    maybe the big and dangerous fire was caused by a restoration work conducted by the government
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Gabarito: alternativa C

O texto diz que a catedral 'has stood in Paris and survived nearly 900 years of tumultuous French history', ou seja, ela fica em Paris e existe há quase 900 anos. Além disso, o texto fala em 'prized, centuries-old relics of France and Christianity' e chama o local de 'cherished Paris landmark', mostrando que é um símbolo religioso/cristão muito importante. Por isso a alternativa C está correta: a catedral fica em Paris e é considerada um importante símbolo cristão. A alternativa A está errada porque o incêndio foi apagado após nove horas, não mais de um dia. A B está errada porque o texto diz que os tesouros mais preciosos foram poupados ('largely spared'), ou seja, muitos objetos antigos e valiosos foram sim salvos. A D está errada porque o texto diz que o incêndio pode estar ligado a uma reforma feita por cinco empresas privadas, não pelo governo.
Texto de referência

They arrived at the court in plenty of time and went straight to the robing room. It was crowded with solicitors and counsil.

Adapted from Reading for Meaning

Questão 27

CFS 2
The words, “in plenty of time”, in bold type in the paragraph, is closest in meaning to __________.
  1. A)
    late
  2. B)
    on time
  3. C)
    over time
  4. D)
    in good time no 5
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Gabarito: alternativa D

"In plenty of time" significa "com bastante antecedência", ou seja, chegar cedo, sem pressa. A expressão que tem esse mesmo sentido é "in good time" (alternativa D), que também indica pontualidade folgada, com tempo de sobra. As outras opções erram porque: "late" (A) significa atrasado, o oposto do texto; "on time" (B) significa apenas "na hora certa", sem a ideia de folga que "plenty of time" carrega; "over time" (C) tem outro sentido, relacionado a horas extras ou passagem do tempo, não a pontualidade. Por isso a resposta correta é a letra D.
Texto de referência — Asthma from traffic

Asthma is a serious medical condition because it is lifelong; there is no cure. A study says that pollution from traffic connects to 4 millions new cases of asthma in children each year.

Researchers studied the pollution and how it affects children’s health in 194 countries and 125 large cities.

This is not the first study to make this clame, but the study’s main author says that it gives a comprehensive idea of the problem. She says that it tells where pollution “hot spots” are.

Some people think rules for pollution need to change and that we need to have cleaner transportation. The author also said that there are other pollutants in the world causing deseases, such as lung cancer, strokes, heart disease and developmental issues.

http://www.newsin level.com.

Questão 28

CFS 2
According to the text, we can say that _________________.
  1. A)
    there is no solution for the problems caused by pollution
  2. B)
    there are other substances that cause diseases in the world besides the pollution
  3. C)
    researchers discovered a medical treatment for asthma that makes the illness go away
  4. D)
    the study doesn’t give us a complete idea of the problem related to asthma in children
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Gabarito: alternativa B

O texto diz claramente que, além da poluição, existem outros poluentes no mundo que causam doenças como câncer de pulmão, derrames, doenças cardíacas e problemas de desenvolvimento ('there are other pollutants in the world causing deseases, such as lung cancer, strokes, heart disease and developmental issues'). Isso corresponde exatamente à alternativa B, que fala em 'other substances that cause diseases in the world besides the pollution'. A alternativa A está errada porque o texto não afirma que não há solução, apenas que a asma não tem cura. A C está errada porque o texto não menciona nenhum tratamento que cure a asma. A D está errada porque o texto diz o oposto: a autora afirma que o estudo dá uma ideia abrangente ('comprehensive') do problema, não incompleta.

Questão 29

CFS 2
The word “comprehensive”, underlined in the text, is closest in meaning to __________ .
  1. A)
    narrow
  2. B)
    limited
  3. C)
    complete
  4. D)
    particular
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Gabarito: alternativa C

A palavra 'comprehensive' significa 'abrangente' ou 'completo', ou seja, algo que cobre todos os aspectos de um assunto. No texto, a autora do estudo diz que a pesquisa dá uma ideia 'comprehensive' do problema porque analisou 194 países e 125 grandes cidades — um levantamento muito amplo e completo, não parcial. Por isso a alternativa C (complete) é a correta, pois é o sinônimo mais próximo. As alternativas A (narrow = estreito) e B (limited = limitado) têm sentido oposto, sugerindo algo restrito, o que contradiz a ideia de um estudo amplo. A alternativa D (particular = específico/particular) também foge do sentido de algo amplo e geral, não sendo sinônimo de 'comprehensive'.
Texto de referência

The plane, the pilot and the mechanic.

Whereas, several test pilots might fly the prototype, each prototype is enrusted to only one mechanic. For him, I’m the pilot who is going to fly “his” plane and furnish him with the proof that the work he has lovingly and conscientiously put it on it all day, and sometimes all night, has not been in vain. The relation between the pilot, the plane and the mechanic are at once very simple – basic, obviously – and very complex when it comes to putting them into words. For the mechanic, the plane is a kind of Sleeping Beauty, and he takes care of her and coddles her while she is asleep. As soon as she wakes up, she passes into the hands of the pilots, but he only knows the plane when it is “alive”, when it is flying and functioning. The moment the plane takes off for a test, the mechanic loses sight of it, but he follows it, he feels it, he is bound to it by a kind of sixth sense, or to put it better, by an invisible umbilical cord.

Adapted from Read for Meaning.

Questão 31

CFS 2
According to the text, we can say that _________________.
  1. A)
    the pilot flew the mechanic’s plane in vain
  2. B)
    the mechanic is the only one able to fly his plane
  3. C)
    there are a lot of mechanics testing the pilot’s plane
  4. D)
    the pilot will give the mechanic the proof that his work has been a success
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Gabarito: alternativa D

No texto, o mecânico cuida do avião como uma 'Bela Adormecida' e trabalha nele com carinho, dia e noite. Quando o piloto voa com o avião, ele está testando o trabalho do mecânico, e o texto diz que o piloto vai 'furnish him with the proof that the work he has lovingly and conscientiously put on it has not been in vain' — ou seja, o piloto vai dar ao mecânico a prova de que o trabalho dele valeu a pena (foi um sucesso). Isso é exatamente o que a alternativa D descreve. A alternativa A erra porque diz o contrário (que o trabalho foi em vão). A B erra porque o texto diz que vários pilotos de teste podem pilotar o protótipo, não o mecânico. A C inverte a relação: é um mecânico para cada protótipo, e vários pilotos, não vários mecânicos para um piloto.

Questão 33

CFS 2
In...”For the mechanic, the plane is a kind of Sleeping Beauty, and he takes care of her and coddles her while she is asleep”, we can say that the mechanic ________________.
  1. A)
    is clumsy of the plane
  2. B)
    is really jealous of the plane
  3. C)
    is very caring about the aircraft
  4. D)
    doesn’t care of the most of the aircraft
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Gabarito: alternativa C

A frase diz que o mecânico 'takes care of her and coddles her' (cuida dela e a mima) enquanto ela está 'adormecida', comparando o avião a uma Bela Adormecida. 'Take care of' e 'coddle' são expressões que indicam cuidado, carinho e atenção extrema — por isso a alternativa C, 'is very caring about the aircraft', está correta: o mecânico é muito dedicado e zeloso com a aeronave. A alternativa A (desajeitado) contradiz o texto, pois cuidar com carinho é o oposto de ser 'clumsy'. A alternativa B (com ciúmes) não tem base no texto — não há menção a ciúme, apenas dedicação e cuidado. A alternativa D (não se importa) é o oposto direto do que o texto descreve, já que 'coddle' significa mimar/tratar com muito zelo.
Texto de referência — Customs

It was the small hours of the morning, when we reached London Airport. I had cabled London (England) from Amsterdam (Holland), and there was a hired car to meet me, but there was one more contretemps before I reached the haven of my flat. In all my travels I have never, but for that once, been required by carried by the British Customs to open a single bag or to do more than state that I carried no goods liable to duty. It was, of course, my fault; the extreme fatigue and nervous tension of the journey had destroyed my diplomacy. I was, for whichever reason, so tired that I could hardly stand and to the proffered pro forma and the question, ‘have you read this?’ I replied, with extreme testiness and foolishness, ‘Yes-hundreds of times’.

Adapted from Read for Meaning.

Questão 34

CFS 2
According to the text, we can say that ________________.
  1. A)
    the aircraft headed for London
  2. B)
    some unfortunate happening was expected
  3. C)
    someone arrived sooner at London Airport
  4. D)
    the passenger couldn’t realize his fault so far
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que o autor telefonou de Amsterdã para Londres e havia um carro alugado esperando por ele quando chegou ao aeroporto de Londres ('there was a hired car to meet me'). Isso confirma que o avião tinha Londres como destino, ou seja, 'the aircraft headed for London' (o avião se dirigia a Londres). B está errada porque nada no texto sugere que algo de ruim era esperado antes da chegada. C está errada porque não há comparação com a chegada de outra pessoa. D está errada porque o autor percebe seu erro logo depois, dizendo 'it was, of course, my fault' — ele reconhece a falha, não deixa de perceber.

Questão 35

CFS 2
According to the text, we can infer that _______________.
  1. A)
    the passenger was very polite at the customs
  2. B)
    it was the passenger’s first time at the customs
  3. C)
    at the customs, the passenger could relax and rest
  4. D)
    after landing, the passenger couldn’t go towards his place
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Gabarito: alternativa D

O texto diz que o passageiro chegou a Londres de madrugada, e mesmo tendo um carro contratado esperando, ainda teve mais um 'contretemps' (contratempo) antes de chegar em casa ('reached the haven of my flat'): precisou passar pela alfândega, algo que nunca tinha acontecido antes. Ou seja, depois de aterrissar, ele não conseguiu ir direto para casa — teve esse obstáculo extra no meio do caminho, o que confirma a alternativa D. A alternativa A está errada porque ele foi grosseiro na resposta ao funcionário ('Yes-hundreds of times', dita com 'testiness'). A B está errada porque o texto diz que nunca tinha sido parado na alfândega antes, ou seja, não era a primeira vez que ele viajava. A C está errada porque ele estava exausto e tenso, sem condições de relaxar, e ainda foi barrado na alfândega.

Questão 36

CFS 2
According to the text, choose the best response. In “...there was a hired car to meet me (...)”. We can infer that___________.
  1. A)
    there was a car to pick the passenger up at his place
  2. B)
    there was a car ready to take the passenger to his place
  3. C)
    the passenger has asked someone to give him a ride to his flat
  4. D)
    the passenger has lent a car for someone meet him at the airport no 6
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Gabarito: alternativa B

A frase 'there was a hired car to meet me' significa 'havia um carro alugado para me buscar/receber'. O verbo 'to hire' em inglês britânico quer dizer 'alugar', e 'to meet someone' aqui tem o sentido de 'ir ao encontro de alguém para buscá-lo', ou seja, o carro estava esperando para levar o passageiro até seu destino (o flat dele). Por isso a B está certa: 'havia um carro pronto para levar o passageiro até a casa dele'. A alternativa A erra porque 'meet me' não indica necessariamente pegar o passageiro no 'seu local' de partida, mas sim recebê-lo no aeroporto para levá-lo adiante. A C está errada porque o texto não diz que o passageiro pediu carona a alguém — o carro já estava contratado (hired) esperando por ele. A D inverte a lógica: não foi o passageiro quem emprestou um carro para alguém buscá-lo; foi ele quem tinha um carro alugado à sua espera.
Texto de referência — Halloween

One fall day, as you walk down the street, you might see ghosts, strange animals, and other weird things. What’s going on?

It’s probably October 31, or Halloween. Halloween is a day when people go out wearing costumes and colorful makeup.

People think that Halloween started in Ireland during the 400s. October 31 was the end of summer, and people believe that everyone who died during the year come back on that day.

To scare away the dead, people put on costumes and went out into the streets to make noise.

Different cultures have different ways of celebrating Halloween.

In the United States, it’s the night when children dress up in costumes and go to neighbors’ houses to “trick or treat”, or ask for candy. Some adults wear funny or scary costumes and go to parties or parades. Halloween has become a fun holiday for both adults and children.

Adapted from Interchange.

Questão 37

CFS 2
The word “weird”, in bold type, in the text, is closest in meaning to ______________ . Except:
  1. A)
    eerie
  2. B)
    strange
  3. C)
    unusual
  4. D)
    unbelievable
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Gabarito: alternativa D

A questão pede a alternativa que NÃO é sinônimo de 'weird' (estranho). 'Eerie', 'strange' e 'unusual' significam 'estranho', 'incomum' ou 'sinistro', descrevendo algo fora do normal — exatamente o sentido de 'weird' no texto (fantasmas, animais estranhos no Halloween). Já 'unbelievable' significa 'inacreditável', ou seja, algo difícil de acreditar por ser surpreendente ou extraordinário, não necessariamente estranho ou assustador. Por isso, D é a alternativa correta, pois é a única que foge do campo semântico de 'estranho/esquisito'.

Questão 38

CFS 2
All the underlined words from the text are phrasal verbs, except:
  1. A)
    end of
  2. B)
    dress up
  3. C)
    went out
  4. D)
    scare away
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Gabarito: alternativa A

'End of' não é phrasal verb, é apenas a preposição 'of' ligada ao substantivo 'end' (fim), formando uma expressão nominal comum ('end of summer' = fim do verão). Já 'dress up' (vestir-se, fantasiar-se), 'went out' (passado de 'go out', sair) e 'scare away' (afugentar) são verdadeiros phrasal verbs: verbo + partícula que muda o sentido literal do verbo. Por isso a exceção pedida na questão é a letra A.
Texto de referência — The Magic of Potter

There was a time when no one knew the name Harry Potter.

Now the adventures of this extraordinary student at Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry are read in over 45 languages, including Russian, Thai, and even ancient Greek. No one can explain the Harry Potter Phenomenon – not even J. K. Rowling, his creator.

J. K. Rowling was born in England in 1965. From a young age, she knew she wanted to be a writer. When she was 6, she wrote her first story – about a rabbit that gets sick. In 1990, on a trip to London, she got the idea for the boy wizard. She soon created a whole cast of unique characters to help Harry battle the forces of darkness. She kept working on the story while she was teaching English in Portugal. She finished the first book in the series, Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, in 1995 and published it in 1997. Harry Potter and the Sorcerer’s Stone became an unexpected bestseller.

Adapted from Interchange.

H. P. = Harry Potter

Questão 40

CFS 2
According to the text, we can say that J. K. Rowling used to ________________.
  1. A)
    be a teacher, while she was writing Harry Potter and the Sorcerer’s Stone
  2. B)
    imagine great adventures in her teen’s
  3. C)
    write novels when she was a child
  4. D)
    study at Hogwarts
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Gabarito: alternativa A

A frase usa 'used to', que indica um hábito ou situação do passado que não é mais verdade hoje. O texto diz que Rowling 'kept working on the story while she was teaching English in Portugal' — ou seja, ela trabalhava como professora enquanto escrevia Harry Potter and the Sorcerer's Stone. Isso corresponde exatamente à alternativa A: 'be a teacher, while she was writing Harry Potter and the Sorcerer's Stone'. A alternativa B erra porque a ideia do bruxo surgiu numa viagem a Londres em 1990, quando ela já era adulta, não adolescente. A C está errada porque a primeira história dela (sobre um coelho) foi escrita aos 6 anos, mas não era um romance ('novel'), e isso não se refere a Harry Potter. A D é um erro de interpretação: Hogwarts é a escola fictícia de Harry Potter no livro, não onde Rowling estudou de verdade.

Questão 41

CFS 2
According to the text, choose the best response
  1. A)
    Harry Potter is J. K. Rowling first story.
  2. B)
    Harry Potter’s adventures was translated into 45 languages.
  3. C)
    It has been possible to read H. P. and the Sorcerer’s Stone since 1993.
  4. D)
    The boy wizard came up on J. K. Rowling’s mind on a trip to England.
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Gabarito: alternativa D

A alternativa D está correta porque, segundo o texto, 'In 1990, on a trip to London, she got the idea for the boy wizard' - ou seja, foi durante uma viagem que a ideia do garoto bruxo (Harry Potter) surgiu na mente de J. K. Rowling. Note que a alternativa D diz 'trip to England', o que é compatível, já que Londres fica na Inglaterra. A) está errada porque a primeira história dela foi sobre um coelho doente aos 6 anos, não Harry Potter. B) está errada porque o texto diz que as aventuras 'are read in' 45 línguas (são lidas), não que foram 'translated' (traduzidas) - além disso não há erro claro de tempo verbal, mas o foco é que a informação central (a ideia surgiu numa viagem) é o que a questão pede como 'best response'. C) está errada porque o livro foi publicado em 1997, não em 1993 - o texto diz claramente 'published it in 1997'.
Texto de referência — Investigators find “similarities” between Ethiopian and Lion

Air crashes.

Anna Cardovillis, Kara fox and Dakin Andone Preliminary data recovered from the black boxes of the last week Ethiopian Airlines crash has revealed “similarities” to October ‘s fatal Lion Air crash.

Ethiopian Airlines flight 302 crashed March 10, six minutes after take off, killing all 157 people on board. It was the second disaster involving a new Boeing 737 Max 8 aircraft in less than six months. In October, all 189 people on board Lion Air Flight were killed in Indonesia, 13 minutes after take off. Similarities between the two incidents led aviation authorities around the world to banthe use of 737 Max 8s. Investigators suspect the Lion Air crash may have been caused by an angle of attack sensor on the outside of the plane that transmited incorrect data, which could have triggered the automated flight software that forced the plane’s nose down. The pilots first manually corrected an “automatic aircraft nose down two minutes after take off and performed the same procedure again and again before the plane hurtled into the Java Sea.

http://wwww.slashgear.com.

Questão 42

CFS 2
According to the text, we can infer that __________.
  1. A)
    the crashes were caused by a mechanical problem in the nose gear.
  2. B)
    many people survived in both accidents and this fact was considered a miracle
  3. C)
    the pilots tried to find a solution to the problem using their own hands in the automatic aircraft.
  4. D)
    the data recovered from Ethiopian Airliners and Lion Air crashes revealed there were differences between them.
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Gabarito: alternativa C

O texto diz que os pilotos corrigiram manualmente o 'nose down' automático duas minutos após a decolagem e repetiram esse procedimento várias vezes antes da queda ('The pilots first manually corrected an automatic aircraft nose down... and performed the same procedure again and again'). Isso mostra que eles tentaram resolver o problema usando as próprias mãos para controlar a aeronave, o que corresponde exatamente à alternativa C. A alternativa A está errada porque o problema foi um sensor de ângulo de ataque, não o trem de pouso do nariz. A B está errada porque todos morreram nos dois acidentes (157 e 189 mortos), não houve sobreviventes. A D inverte o sentido do texto, que fala em 'similaridades' entre os dados dos dois acidentes, não diferenças.

Questão 43

CFS 2
In “Similarities between the two incidents led aviation authorities around the world to ban the use of 737 Max 8”, the underlined word is closest in meaning to
  1. A)
    allow
  2. B)
    permit
  3. C)
    forbid
  4. D)
    suggest no 7
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Gabarito: alternativa C

A palavra 'ban' é um verbo que significa proibir oficialmente, impedir o uso de algo. No texto, as autoridades de aviação, ao perceberem as semelhanças entre os dois acidentes, decidiram proibir o uso dos aviões 737 Max 8 — ou seja, eles determinaram que essas aeronaves não poderiam mais voar. Por isso, a alternativa C (forbid = proibir) é a correta, pois é sinônimo direto de 'ban'. As alternativas A (allow = permitir) e B (permit = permitir) estão erradas porque têm sentido oposto ao de 'ban': elas indicam autorização, não proibição. A alternativa D (suggest = sugerir) também está errada porque sugerir é apenas recomendar, uma ação bem mais fraca do que proibir oficialmente o uso de algo.
Texto de referência

Iceberg ruptures in Patagonia raise alarm about global warming Fabian Andres Cambero Two new icebergs have broken off from the Grey Glacier in Chile’s Patagonia in recent weeks. Scientists have linked the increased frequency ice breaks to rising temperature. According to Ricardo Jana, researcher and member of the climate change area of the Chilean Antartic Institute (INACH) “In recent years temperature rises above the normal average and intense rainfall were registered with an increase in water level in the lake, factors that could explain the separation. Reseachers from universities in Germany and Brazil, together with experts from INACH and other local entities, have been studing the Grey Glacier since 2015.

http://independent.co.uk.

Questão 44

CFS 2
What’s the active voice for “intense rainfall was registered by scientists in the lake”?
  1. A)
    Scientists register intense rainfall in the lake.
  2. B)
    Scientists registered intense rainfall in the lake.
  3. C)
    Scientists will register intense rainfall in the lake.
  4. D)
    Scientists were registering intense rainfall in the lake.
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Gabarito: alternativa B

A voz passiva 'intense rainfall was registered by scientists' tem estrutura: objeto da ação (rainfall) + verbo 'to be' (was) + particípio passado (registered) + 'by' + agente (scientists). Para passar pra voz ativa, o agente vira sujeito e o verbo vai para a forma ativa no mesmo tempo verbal: como 'was registered' está no passado simples, a ativa também fica no passado simples. Por isso a resposta certa é B: 'Scientists registered intense rainfall in the lake' — sujeito (Scientists) + verbo no passado (registered) + objeto (intense rainfall). A é presente simples ('register'), tempo errado; C é futuro ('will register'), também errado; D é passado contínuo ('were registering'), que muda o aspecto da ação e não corresponde ao 'was registered' original.

Questão 45

CFS 2
According to the text all the alternatives are correct, except:
  1. A)
    The low water level was registered by the scientists.
  2. B)
    The cause of ice breaks can be the high temperatures.
  3. C)
    Icebergs were separated from the Grey Glacier in Chile recently.
  4. D)
    Researchers from some countries have been studying this phenomena for many years.
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Gabarito: alternativa A

A alternativa A está correta porque ela é a única afirmação que NÃO é confirmada pelo texto — na verdade, o texto diz o contrário. O texto afirma que houve 'increase in water level in the lake' (aumento do nível da água), não uma baixa no nível. Como a questão pede a alternativa que está errada ('except'), A é a resposta certa, pois inverte a informação original (nível baixo em vez de nível alto). As demais alternativas conferem com o texto: B é confirmada por 'temperature rises... factors that could explain the separation'; C é confirmada por 'Two new icebergs have broken off... in recent weeks'; D é confirmada por 'have been studying the Grey Glacier since 2015', mostrando estudo de longa data por pesquisadores de vários países.
Texto de referência — Reasons why the Airbus A380 failed

On 14 February 2019, Airbus announced their A380s have been cancelled, with production ending in 2021. After 12 years of shaky business and development, its closure didn’t come as a surprise. The dream is over for the world’ largest passenger airliner. Why was the king of the airliners forced to land so quikly? Here’s what happened:  poor business planing finds itself at the heart of the A380’s downfall. Most of all A380’ eggs were put in a basket called Emirates, Airbus biggest buyer.

 bigger isn’t always better. With a wingspan of almost 80 meters was difficult to guide the giant four-turbine around airports.

 airbus failed to antecipate how consumer’s tastes in air travel would change over the years. Passengers nowadays prefer smaller airports, using direct routes to their destinations.

 although a seating capacity of 800 may seem impressive at first, it is not easy to fill them up, even when you give discounts and make promotions.

Airbus A380’ closure perhaps teaches us all a lesson or two.

Dream big, but keep your feet on the ground.

Adapted from https://www.slashgerar.com.

Questão 46

CFS 2
In “... Dream big, but keep your feet on the ground.”, the expression is closest in meaning to: _______________________.
  1. A)
    Be careful about your dreams
  2. B)
    It’s possible to dream without consequences
  3. C)
    Don’t do anything without be sure that it will work
  4. D)
    Try to achieve your wishes being realistic and sensible
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Gabarito: alternativa D

A expressão 'keep your feet on the ground' significa ser realista, não se deixar levar por ilusões. Junto com 'dream big' (sonhe grande), a mensagem completa é: tenha ambições, mas seja sensato e realista ao persegui-las — exatamente o que diz a alternativa D ('Try to achieve your wishes being realistic and sensible'). As outras opções distorcem o sentido: A fala em 'ter cuidado com os sonhos' (sugere medo/restrição, não realismo); B ignora completamente a parte de 'keep your feet on the ground'; C exagera para 'não fazer nada sem ter certeza', o que é mais forte e negativo do que a ideia de equilíbrio entre ambição e realismo transmitida no texto.

Questão 47

CFS 2
According to the text, choose the alternative that best complete the sentence. Airbus A380 _________________.
  1. A)
    can land in all kinds of airports
  2. B)
    is considered the largest cargo airliner
  3. C)
    have many costumers among the other airliners
  4. D)
    is so big that it is difficult to have enough passengers to make it full
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Gabarito: alternativa D

O texto diz que embora a capacidade de 800 assentos pareça impressionante, não é fácil enchê-los, mesmo com descontos e promoções ('it is not easy to fill them up, even when you give discounts and make promotions'). Isso corresponde exatamente à alternativa D: o avião é tão grande que fica difícil ter passageiros suficientes para lotá-lo. A alternativa A está errada porque o texto diz o oposto: era difícil manobrar o avião gigante nos aeroportos. A B está errada porque o A380 é avião de passageiros, não de carga. A C está errada porque o texto mostra que o A380 dependia quase que exclusivamente de um único cliente, a Emirates, e não tinha muitos clientes entre as companhias aéreas.

Questão 48

CFS 2
In”...Most of all the A380’s eggs were put in a basket called Emirates(...)”, we can infer that Airbus ______________.
  1. A)
    is the Emirates’ best customer
  2. B)
    have no other alternative left if Emirates fails
  3. C)
    made investments on the open market for many years
  4. D)
    put most of their efforts into Emirates, but have another plans to get sucess no 8
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Gabarito: alternativa B

A expressão 'colocar todos os ovos numa cesta só' significa apostar quase tudo em uma única opção, sem alternativas. No texto, a Airbus concentrou a maior parte das vendas do A380 num único grande cliente, a Emirates. Por isso, a inferência correta é que a Airbus 'não teria outra alternativa caso a Emirates falhasse' (letra B), já que dependia demais desse comprador. A alternativa A erra porque o texto não diz que a Airbus É cliente da Emirates, e sim o contrário (Emirates é cliente da Airbus). A C está errada porque o texto fala de dependência de um único comprador, não de investimentos diversificados no mercado aberto. A D contradiz o texto, que mostra justamente a falta de um plano alternativo, e não a existência de outros planos de sucesso.

Física — EEAR 2020

Questão 75

CFS 1
Um corpo de massa igual a m é lançado verticalmente para baixo, do alto de um prédio, com uma velocidade inicial v . o Desprezando a resistência do ar e adotando o módulo da aceleração da gravidade no local igual a 10m/s2. O corpo percorre uma altura de 40m até atingir o solo com uma velocidade final de 30m/s. O valor, em m/s, da velocidade inicial v é? o
  1. A)
    5.
  2. B)
    10.
  3. C)
    50.
  4. D)
    100.
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Gabarito: alternativa B

Usando Torricelli: v² = v0² + 2·g·h. Como o corpo é lançado para baixo, a gravidade acelera o movimento no mesmo sentido da velocidade inicial, então: 30² = v0² + 2·10·40 → 900 = v0² + 800 → v0² = 100 → v0 = 10 m/s. Isso corresponde à alternativa B. A alternativa A (5) erraria a conta ou usaria a fórmula errada; C (50) e D (100) surgem de confundir v0² com v0 ou de trocar o sinal da equação (subtrair em vez de somar 2gh).

Questão 78

CFS 1
Dois condutores elétricos isolados um do outro, de capacidades eletrostáticas diferentes C1 e C2, estão carregados com diferentes quantidades de carga Q1 e Q2. E, em função desses fatores, adquirem potenciais diferentes (V1 e V2). Se esses condutores forem colocados em contato um com o outro e em seguida afastados novamente, pode-se afirmar que certamente
  1. A)
    a carga final do sistema será zero.
  2. B)
    o potencial de cada condutor será zero.
  3. C)
    as cargas irão distribuir-se igualmente entre eles.
  4. D)
    a diferença de potencial entre os condutores será zero. no 12
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Gabarito: alternativa D

Quando dois condutores se tocam, as cargas se redistribuem entre eles até que o sistema atinja o equilíbrio eletrostático, e isso só acontece quando os dois ficam no mesmo potencial elétrico. Enquanto houver diferença de potencial entre eles, as cargas continuam fluindo (de quem tem potencial maior para quem tem potencial menor), então ao serem separados, certamente V1 = V2, ou seja, a diferença de potencial é zero. A alternativa A está errada porque a carga total se conserva, não some (a soma Q1+Q2 continua a mesma, só é redistribuída). A B está errada porque o potencial final não é necessariamente zero, apenas igual nos dois condutores. A C está errada porque a carga só se divide igualmente se os condutores forem idênticos (mesma capacidade C); em geral, cada um fica com uma carga proporcional à sua capacidade (Q1' = C1×V e Q2' = C2×V), e como C1 é diferente de C2, as cargas finais também são diferentes.

Questão 81

CFS 1
Um sistema de freio é composto de uma tubulação na horizontal preenchida com um fluido homogêneo e incompressível. Nesse sistema, em uma das extremidades está um êmbolo com seção transversal de diâmetro D1 e, na outra extremidade, outro êmbolo com seção transversal de diâmetro D2. Uma força de módulo F1 aplicada pelo motorista sobre a seção de diâmetro D1, resulta em outra força, maior e de módulo F2 aplicada sobre a seção de diâmetro D2. O sistema de freio não possui vazamentos e funciona a uma temperatura em que não há formação de bolhas no fluido. Logo, considerando o instante inicial em que F1 é aplicada e o fluido ainda em repouso, para que o sistema de freio funcione como descrito pode-se afirmar corretamente que
  1. A)
    D1 deve ser menor do que D2.
  2. B)
    D2 deve ser menor do que D1.
  3. C)
    os dois êmbolos devem ter o mesmo diâmetro.
  4. D)
    o acréscimo de pressão sobre cada êmbolo é diferente.
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Gabarito: alternativa A

Pela Lei de Pascal, a pressão aplicada em um ponto de um fluido incompressível em repouso se transmite igualmente por todo o fluido: P1 = P2, ou seja, F1/A1 = F2/A2. Como F2 é maior que F1, a área A2 (e portanto o diâmetro D2) precisa ser maior que A1 (D1), para que a razão F2/A2 se mantenha igual a F1/A1. É esse princípio que os freios hidráulicos usam para multiplicar força: um êmbolo pequeno (D1) recebe a força do motorista, e um êmbolo maior (D2) aplica uma força maior sobre as pastilhas de freio. Por isso D1 deve ser menor que D2, confirmando a alternativa A. As alternativas B e C invertem ou igualam os diâmetros, o que geraria F1=F2 ou F2<F1, contrariando o enunciado; a D erra porque a pressão transmitida é a mesma nos dois êmbolos (não diferente), sendo justamente essa igualdade que explica a diferença nas forças.

Questão 82

CFS 1
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase: Durante o fenômeno da refração, uma onda eletromagnética ao passar de um meio de propagação para outro com velocidade menor, a onda refratada ______________________________.
  1. A)
    inverte a fase e diminui o comprimento de onda
  2. B)
    inverte a fase e aumenta o comprimento de onda
  3. C)
    não inverte a fase e diminui o comprimento de onda
  4. D)
    não inverte a fase e aumenta o comprimento de onda
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Gabarito: alternativa C

Quando uma onda eletromagnética passa para um meio onde ela se propaga mais devagar (índice de refração maior), a frequência da onda não muda, pois ela é determinada pela fonte que gerou a onda. Como a velocidade diminui e a frequência permanece igual, pela relação velocidade = frequência × comprimento de onda, o comprimento de onda tem que diminuir. Quanto à fase, na refração (diferente da reflexão) não há inversão de fase, pois a onda continua se propagando no mesmo sentido, apenas mudando de meio. Por isso a onda refratada não inverte a fase e diminui o comprimento de onda, o que corresponde à alternativa C. As alternativas que mencionam 'inverte a fase' (A e B) confundem refração com reflexão, e a alternativa D erra ao dizer que o comprimento de onda aumenta, quando na verdade ele diminui junto com a velocidade.

Questão 84

CFS 1
No estudo da Óptica, a miopia, a hipermetropia e a presbiopia são considerados defeitos da visão e podem ser corrigidos utilizando as lentes corretas para cada caso. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta, respectivamente, conforme o que foi descrito no texto, a lente correta em cada caso. No caso da presbiopia, considere que, antes de ocorrer o defeito, a pessoa tinha uma visão normal.
  1. A)
    convergente, divergente e divergente.
  2. B)
    divergente, divergente e convergente.
  3. C)
    convergente, convergente e divergente.
  4. D)
    divergente, convergente e convergente no 13
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Gabarito: alternativa D

A lógica é simples: cada defeito de visão precisa de uma lente que corrija o ponto onde a imagem está se formando. Na miopia, o olho é 'comprido' demais (ou a córnea/cristalino tem convergência exagerada) e a imagem se forma antes da retina; por isso usa-se lente divergente, que afasta o foco, jogando a imagem de volta pra retina. Na hipermetropia, o olho é 'curto' demais e a imagem se formaria atrás da retina; usa-se lente convergente, que adianta o foco. Na presbiopia (vista cansada, comum com o envelhecimento), o cristalino perde elasticidade e não consegue mais acomodar para enxergar de perto, então também se corrige com lente convergente, igual à hipermetropia. Por isso a ordem correta é divergente, convergente e convergente, que é a alternativa D. As outras alternativas erram porque trocam a lente da miopia por convergente (A e C) ou trocam a da hipermetropia/presbiopia por divergente (B), invertendo a lógica de correção.

Questão 86

CFS 1
É comum, na Termodinâmica, utilizar a seguinte expressão: (P V )/T é igual a (P V )/T . Nessa expressão, P, V e T 1 1 1 2 2 2 representam, respectivamente, a pressão, o volume e a temperatura de uma amostra de um gás ideal. Os números representam os estados inicial (1) e final (2). Para utilizar corretamente essa expressão é necessário que o número de mols, ou de partículas, do estado final seja _________ do estado inicial e que a composição dessa amostra seja _________ nos estados final e inicial. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima.
  1. A)
    o mesmo – a mesma
  2. B)
    diferente – a mesma
  3. C)
    o mesmo – diferente
  4. D)
    diferente – diferente
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Gabarito: alternativa A

A lei dos gases ideais PV/T = constante vem da equação PV = nRT, onde n é o número de mols (quantidade de gás). Se n muda entre o estado 1 e o estado 2, a relação PV/T também muda de valor, então a igualdade PV1/T1 = PV2/T2 só é válida se o número de partículas for o mesmo nos dois estados. Além disso, a fórmula assume um único tipo de gás (mesma composição química), pois cada gás tem seu próprio comportamento; misturar substâncias diferentes entre os estados invalidaria a comparação direta. Por isso a resposta certa é 'o mesmo' (quantidade de mols) e 'a mesma' (composição). As alternativas B, C e D erram porque permitem variação de mols ou de composição, o que quebra a relação simples PV/T = constante, exigindo aí o uso da equação completa PV = nRT com n variável.

Questão 87

CFS 1
Um sistema de arrefecimento deve manter a temperatura do motor de um carro em um valor adequado para o bom funcionamento do mesmo. Em um desses sistemas é utilizado um líquido de densidade igual a 103 kg/m3 e calor específico igual a 4200 J/kg °C. Durante a troca de calor, o volume do líquido em contato com o motor é de 0,4 × 10-3 m3, a cada segundo, e a temperatura inicial e final do líquido é, respectivamente, igual a 80°C e 95°C. Considerando que esse volume de líquido está em repouso durante a troca de calor, a potência fornecida à água, em W, é
  1. A)
    42000
  2. B)
    25200
  3. C)
    4200
  4. D)
    2520
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Gabarito: alternativa B

Potência é a quantidade de calor trocado por segundo. Primeiro acha-se a massa de líquido que passa pelo motor a cada segundo: massa = densidade × volume = 1000 kg/m³ × 0,4×10⁻³ m³ = 0,4 kg. A variação de temperatura é 95°C − 80°C = 15°C. O calor trocado nesse 1 segundo é Q = massa × calor específico × variação de temperatura = 0,4 × 4200 × 15 = 25200 J. Como isso ocorre em 1 segundo, a potência é 25200 J/s = 25200 W, o que corresponde à alternativa B. A alternativa A (42000) erra ao não multiplicar pela massa corretamente (usa calor específico vezes ΔT só), a C (4200) é só o calor específico, e a D (2520) surge de erro de casa decimal no cálculo da massa ou do calor.

Questão 88

CFS 1
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase: No estudo da ondulatória, de acordo com o princípio de Huygens, cada ponto de uma frente de onda pode ser considerado como uma nova fonte de ondas secundárias. Portanto, pode-se afirmar corretamente que as novas fontes secundárias possibilitam que a onda formada ________________________________.
  1. A)
    tenha seu comprimento de onda alterado
  2. B)
    contorne obstáculos no fenômeno da difração
  3. C)
    tenha a frequência diferente daquela gerada pela fonte
  4. D)
    tenha uma nova velocidade de propagação no mesmo meio
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Gabarito: alternativa B

O princípio de Huygens diz que cada ponto de uma frente de onda funciona como uma fonte secundária, emitindo suas próprias ondinhas esféricas que se recombinam para formar a nova frente de onda. É justamente esse mecanismo que explica a difração: quando a onda passa por uma fenda ou beira um obstáculo, os pontos da frente de onda que ficam na borda geram ondas secundárias que se espalham para os lados, permitindo que a onda contorne o obstáculo em vez de seguir só em linha reta. Por isso a alternativa correta é a B. As alternativas A, C e D estão erradas porque comprimento de onda, frequência e velocidade de propagação são grandezas que dependem do meio e da fonte original, não são alteradas pelo fato de existirem fontes secundárias segundo Huygens — o princípio explica a forma como a onda se propaga e contorna obstáculos, não mudanças nessas grandezas físicas.

Questão 89

CFS 1
Quatro molas ideais, A, B, C e D, com constantes elásticas respectivamente, k = 20 N/m, k = 40 N/m, k = 2000 N/m e k = A B C D 4000 N/m, estão presas, separadamente, ao teto de um laboratório por uma das suas extremidades. Dentre as quatro molas, determine aquela que ao ser colocado um corpo de massa igual a 40kg, na sua extremidade livre, sofre uma deformação de exatamente 20cm. Considere o módulo da aceleração da gravidade no local igual a 10m/s2 e que as molas obedecem à Lei de Hooke.
  1. A)
    A
  2. B)
    B
  3. C)
    C
  4. D)
    D
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Gabarito: alternativa C

A regra é a Lei de Hooke: F = k·x, onde F é a força peso (P = m·g) e x é a deformação da mola. Aqui, P = 40 kg × 10 m/s² = 400 N, e queremos x = 20 cm = 0,2 m. Isolando k: k = F/x = 400/0,2 = 2000 N/m. Esse valor corresponde exatamente à mola C (k = 2000 N/m), por isso ela é a resposta certa. As molas A e B têm k muito pequeno (20 e 40 N/m): com 400 N elas esticariam metros, não 20 cm. A mola D (4000 N/m) é rígida demais e deformaria só 10 cm com essa força, metade do pedido.

Questão 93

CFS 1
Uma sirene produz um som na frequência de 850Hz que propaga-se no ar com velocidade igual a 340m/s. Nesse caso, o comprimento de onda desse som é de _____ centímetros.
  1. A)
    0,4
  2. B)
    2,5
  3. C)
    25
  4. D)
    40
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Gabarito: alternativa D

O comprimento de onda (lambda) se calcula pela fórmula v = lambda x f, onde v é a velocidade de propagação e f é a frequência. Isolando lambda: lambda = v / f = 340 / 850 = 0,4 metros. Como a questão pede o resultado em centímetros, converte-se: 0,4 m x 100 = 40 cm, que é a alternativa D. Os distratores erram por confusão na conversão de unidades ou por trocar a fórmula (ex: multiplicar v por f em vez de dividir, ou esquecer de converter metros para centímetros).

Questão 94

CFS 1
Os radares primários de controle de tráfego aéreo funcionam com base no princípio de reflexão das ondas eletromagnéticas. De acordo com esse princípio, uma onda é emitida por uma antena próxima ao local de pouso e essa onda se propaga até o avião, reflete e volta à antena. Supondo o módulo da velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas no ar, igual ao módulo da velocidade de propagação da luz no vácuo (v= 300.000km/s), se o intervalo de tempo entre a transmissão e a recepção da onda refletida foi de 1ms (um milisegundo), conclui-se que o avião está a uma distância de ______ km da antena.
  1. A)
    15
  2. B)
    30
  3. C)
    150
  4. D)
    300
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Gabarito: alternativa C

A onda percorre a distância ida e volta (antena → avião → antena) em 1 milissegundo, que é 0,001 segundo. A distância total percorrida é velocidade vezes tempo: 300.000 km/s × 0,001 s = 300 km. Como esse valor corresponde ao caminho de ida e volta, a distância até o avião é a metade: 300 km ÷ 2 = 150 km, que é a alternativa C. A alternativa D (300) erra por esquecer de dividir por 2, ou seja, confunde a distância total percorrida pela onda com a distância até o alvo. As alternativas A e B (15 e 30) surgem de erros de conversão de unidades, como tratar o tempo em segundos como se fosse outra ordem de grandeza.

Questão 95

CFS 1
O conceito de grandezas vetoriais e escalares é fundamental no estudo da Física para garantir uma correta compreensão dos fenômenos e a precisa determinação das intensidades destas grandezas. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que contém, do ponto de vista da Física, apenas grandezas escalares.
  1. A)
    Massa, peso e tempo.
  2. B)
    Potência mecânica, comprimento e força.
  3. C)
    Intensidade da corrente elétrica, temperatura e velocidade.
  4. D)
    Intensidade da corrente elétrica, potência mecânica e tempo.
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Gabarito: alternativa D

Grandeza escalar fica totalmente definida só com um número e uma unidade, sem precisar de direção e sentido. A alternativa D traz intensidade da corrente elétrica (em ampères), potência mecânica (em watts) e tempo (em segundos) — as três são só magnitude, não têm direção nem sentido, então são escalares. Na A, peso é uma força, logo é vetorial (tem direção e sentido, aponta para o centro da Terra). Na B, força é vetorial. Na C, velocidade é vetorial, pois além da magnitude tem direção e sentido de deslocamento.

Questão 96

CFS 1
Em um laboratório de Física, um estudante analisa o comportamento de três lâminas metálicas quando aproximadas de um ímã. 1 – A lâmina 1 não é atraída por nenhum polo do ímã. 2 – A lâmina 2 é atraída pelos dois polos do ímã. 3 – A lâmina 3 tem uma das suas extremidades atraída pelo polo norte e repelida pelo polo sul, enquanto a outra extremidade é atraída pelo polo sul e repelida pelo polo norte Com base nessas observações, o estudante fez quatro afirmações. Assinale a alternativa que possui a afirmação fisicamente incorreta.
  1. A)
    A lâmina 1 não é feita de material ferromagnético.
  2. B)
    A lâmina 2 é feita de material ferromagnético, mas não está imantada.
  3. C)
    A lâmina 2 é feita de material ferromagnético, e está imantada.
  4. D)
    A lâmina 3 é feita de material ferromagnético, e está imantada. no 15
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Gabarito: alternativa C

Quando um material se torna um ímã (fica imantado), ele passa a ter polo norte e polo sul definidos: uma extremidade atrai o norte do ímã externo e repele o sul, e a outra faz o oposto — exatamente o que acontece com a lâmina 3. A lâmina 2, porém, é atraída pelos DOIS polos do ímã, sem repulsão nenhuma. Isso é a assinatura de um material ferromagnético comum (ferro, níquel, cobalto) que NÃO está imantado: ele é sempre atraído, nunca repelido, porque o ímã induz temporariamente polos opostos em cada face próxima. Por isso a afirmação C, que diz que a lâmina 2 está imantada, é fisicamente incorreta — se estivesse imantada, um dos polos do ímã a repeliria, e isso não ocorre. A lâmina 1, que não é atraída por nenhum polo, simplesmente não é ferromagnética (alternativa A correta), e a lâmina 3, com atração e repulsão em extremidades opostas, está de fato imantada (alternativa D correta).

Questão 73

CFS 2
Em regiões mais frias, é usual utilizar o parâmetro “Sensação Térmica” para definir a temperatura percebida pelas pessoas. A exposição da pele ao vento é uma das variáveis que compõem esse parâmetro. Se durante essa exposição, a camada de ar em contato com a pele é constantemente renovada por outra com uma temperatura menor do que a pele, pode-se afirmar corretamente que
  1. A)
    não há troca de calor entre a pele e a camada de ar.
  2. B)
    há troca constante de calor da camada de ar para a pele.
  3. C)
    há troca constante de calor da pele para a camada de ar.
  4. D)
    há troca constante de calor da pele para camada de ar e vice-versa.
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Gabarito: alternativa C

O ar em contato com a pele está mais frio que a pele, então o calor sempre flui do corpo mais quente para o mais frio: a pele perde calor para essa camada de ar. Como o vento renova constantemente essa camada por outra também fria, a pele continua perdendo calor sem parar, o que intensifica a sensação de frio (sensação térmica). A alternativa A está errada porque sempre há troca de calor quando há diferença de temperatura. A B está errada porque inverte o sentido do fluxo (calor não vai do mais frio para o mais quente espontaneamente). A D está errada porque a troca não é nos dois sentidos simultaneamente — só há transferência líquida da pele (mais quente) para o ar (mais frio).

Questão 76

CFS 2
Um caminhão, utilizado no abastecimento de aviões, recebe em seu reservatório a quantidade exata de combustível, medida em quilogramas, necessária para um avião realizar um voo. Essa quantidade de combustível, logo após ser colocado no reservatório do caminhão, tem exatamente o mesmo volume do reservatório do avião. Até chegar ao avião, o combustível, dentro do reservatório do caminhão, sofre uma dilatação volumétrica sem transbordar. Não percebendo a dilatação, o responsável realiza o abastecimento apenas se preocupando em preencher todo o volume do reservatório do avião. Podemos afirmar corretamente que ____.
  1. A)
    a densidade do combustível, com a dilatação, não se altera
  2. B)
    a quantidade de combustível, em quilogramas, colocada no avião é maior
  3. C)
    o avião conseguirá completar o voo
  4. D)
    a quantidade de combustível, em quilogramas, é menor
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Gabarito: alternativa D

A dilatação volumétrica é o aumento de volume de uma substância quando ela esquenta, mas a massa (e o número de moléculas de combustível) não muda com isso. Quando o combustível esquenta dentro do tanque do caminhão, ele se expande, ou seja, o mesmo número de quilogramas passa a ocupar um volume maior. Só que o abastecimento é feito 'até completar o volume' do reservatório do avião — e não até completar a massa correta. Como cada litro agora tem menos massa (a densidade caiu, pois densidade = massa/volume e o volume aumentou), ao encher só o volume do tanque do avião, entra menos massa (menos quilogramas) de combustível do que o necessário. Por isso a alternativa D está certa: a quantidade de combustível, em kg, é menor. A alternativa A erra porque a densidade SIM se altera (diminui com a dilatação); a B erra porque é o oposto do que ocorre; e a C está errada porque, faltando massa de combustível, o avião pode não ter energia suficiente para completar o voo.

Questão 78

CFS 2
Em um recente trabalho, os pesquisadores de uma instituição concluíram que 500 mL do total de água pura utilizada durante o processo de fabricação de um copo plástico são “perdidos” devido a mudança do estado líquido para o estado de vapor a 100°C. Em termos de energia, essa quantidade de água pura “perdida” equivale, em calorias, a ____. Considere: 1 – que a água pura, antes de entrar no processo de fabricação, está 25 °C; 2 – calor específico da água pura igual a 1 cal/g°C; 3 – calor latente de vaporização da água pura igual a 540 cal/g; e 4 – a densidade da água pura igual a 1 g/cm3.
  1. A)
    270
  2. B)
    307,5
  3. C)
    270000
  4. D)
    307500
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Gabarito: alternativa D

Primeiro calcula-se o calor sensível: aquecer 500 g de água de 25°C até 100°C, uma variação de 75°C. Usando Q = m·c·ΔT = 500 · 1 · 75 = 37500 cal. Depois calcula-se o calor latente para vaporizar essa massa a 100°C: Q = m·L = 500 · 540 = 270000 cal. A energia total é a soma das duas etapas: 37500 + 270000 = 307500 cal, que é a alternativa D. A alternativa C (270000) considera só a vaporização e esquece o aquecimento até 100°C; a A e B (270 e 307,5) provavelmente vêm de erros de unidade, como usar a massa em kg em vez de gramas.

Questão 83

CFS 2
A densidade é uma grandeza física que varia com a mudança da temperatura e da pressão, sendo que nos sólidos e nos líquidos essa variação é muito pequena, enquanto que nos gases é maior. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a densidade é dada em kg/m3, porém, é muito comum o uso do g/cm3. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela na qual está corretamente descrito o valor de 1 g/cm3 expresso em unidades do SI (kg/m3).
  1. A)
    0,001
  2. B)
    0,01
  3. C)
    100
  4. D)
    1000
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Gabarito: alternativa D

Para converter g/cm³ para kg/m³, usa-se o fator de conversão 1000. Isso acontece porque 1 kg = 1000 g e 1 m³ = 1.000.000 cm³ (já que 1 m = 100 cm, e 100³ = 1.000.000). Assim, 1 g/cm³ = (1/1000 kg) / (1/1.000.000 m³) = 1.000.000/1000 kg/m³ = 1000 kg/m³. Por isso a alternativa D está correta. As alternativas A e B erram ao dividir em vez de multiplicar (confundindo o sentido da conversão), e a C erra por usar apenas um fator parcial da conversão de área/volume, sem completar o cálculo corretamente.

Questão 84

CFS 2
Um corpo de massa igual a 80 kg, após sair do repouso, percorre uma pista retilínea e horizontal até colidir a 108 km/h com um anteparo que está parado. Qual o valor, em metros, da altura que este corpo deveria ser abandonado, em queda livre, para que ao atingir o solo tenha o mesmo valor da energia mecânica do corpo ao colidir com o anteparo? Adote a aceleração da gravidade no local igual a 10 m/s2.
  1. A)
    36
  2. B)
    45
  3. C)
    58
  4. D)
    90
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Gabarito: alternativa B

Ao colidir, o corpo já percorreu a pista horizontal (energia potencial não muda, pois altura é constante), então a energia mecânica dele no momento do choque é só energia cinética: Ec = m·v²/2. Convertendo 108 km/h para m/s: 108/3,6 = 30 m/s. Logo Ec = 80·30²/2 = 80·900/2 = 36000 J. Para a queda livre ter essa mesma energia mecânica ao atingir o solo, toda a energia potencial inicial (m·g·h) deve se converter nesse valor: 80·10·h = 36000, logo h = 36000/800 = 45 m, alternativa B. A alternativa A (36) surge se você esquecer de dividir por 2 na fórmula da energia cinética; a C e D vêm de erros ao converter km/h para m/s (por exemplo, usando 108 diretamente como m/s ou dividindo errado).

Questão 88

CFS 2
Um aluno deseja projetar uma imagem reduzida de um objeto num anteparo colocado a uma distância de 30 cm da lente. O objeto está colocado sobre o eixo principal e a uma distância de 60 cm da lente. Para o experimento o aluno dispõe de 4 lentes, A, B, C e D, sendo que todas respeitam a condição de nitidez de Gauss e foram dispostas em uma prateleira onde são informadas suas características, conforme apresentadas na tabela a seguir: LENTE TIPO DISTÂNCIA FOCAL A Convergente 20cm B Convergente 40cm C Divergente 20cm D Divergente 40cm De acordo com as necessidades do experimento, qual das 4 lentes o aluno deve usar?
  1. A)
    A
  2. B)
    B
  3. C)
    C
  4. D)
    D
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Gabarito: alternativa A

Imagem real e reduzida no anteparo: p=60cm (objeto), p'=30cm (imagem), ambos positivos porque a imagem se forma do lado oposto ao objeto (projeção em anteparo), então a lente precisa ser convergente. Pela equação de Gauss: 1/f = 1/p + 1/p' = 1/60 + 1/30 = 1/60 + 2/60 = 3/60 = 1/20, logo f = 20cm. Isso bate exatamente com a lente A (convergente, 20cm). A lente B tem foco de 40cm, o que daria uma distância imagem diferente de 30cm. As lentes C e D são divergentes e nunca formam imagem real projetável em anteparo, portanto estão descartadas de cara.

Questão 90

CFS 2
As bicicletas elétricas estão cada vez mais comuns nas cidades brasileiras. Suponha que uma bicicleta elétrica de massa igual a 30 kg, sendo conduzida por um ciclista de massa igual a 70 kg consiga, partindo do repouso, atingir a velocidade de 72 km/h em 10 s. Obs.: Considere que: 1 – o ciclista não usou sua força muscular, 2 – a variação da velocidade se deve apenas ao trabalho realizado pelo motor elétrico. Dentre as alternativas abaixo, qual o menor valor de potência média, em watts, que o motor elétrico dessa bicicleta deve fornecer para que esses valores sejam possíveis?
  1. A)
    500
  2. B)
    1000
  3. C)
    2000
  4. D)
    4000
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Gabarito: alternativa C

Primeiro converta a velocidade final: 72 km/h dividido por 3,6 dá 20 m/s. A massa total que o motor precisa acelerar é a da bicicleta mais o ciclista, ou seja, 30 kg + 70 kg = 100 kg. Pelo teorema trabalho-energia, o trabalho do motor é igual à variação de energia cinética: W = (m·v²)/2 = (100 × 20²)/2 = 20000 J. Como esse trabalho foi realizado em 10 s, a potência média mínima é P = W/t = 20000/10 = 2000 W, que é a alternativa C. As alternativas A e B dão valores menores porque correspondem a cálculos com massa ou velocidade incompletas (por exemplo, esquecer de somar as duas massas, ou não converter corretamente km/h para m/s), e a alternativa D superestima o valor, possivelmente dobrando a energia cinética ou usando o quadrado da velocidade em km/h sem converter.

Questão 93

CFS 2
Em um laboratório de Física foram realizadas duas experiências com condutores elétricos: 1 – Na primeira, mediu-se a resistência elétrica de um condutor cilíndrico C1, constituído de um material metálico, ôhmico, de comprimento L e área transversal S. O valor obtido foi R1. 2 – Na segunda, mediu-se a resistência elétrica da associação em paralelo de quatro condutores cilíndricos, C2a, C2b, C2c e C2d, todos constituídos do mesmo material de C1, cada um com o mesmo comprimento L de C1 e cada um com um quarto (1⁄4) da área transversal S, de C1. O valor obtido foi R2. Nessas condições, quanto vale a razão R1/R2?
  1. A)
    0
  2. B)
    1/4
  3. C)
    1
  4. D)
    4
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Gabarito: alternativa C

A resistência de um condutor depende da fórmula R = ρL/S, onde ρ é a resistividade do material, L o comprimento e S a área da seção transversal. Em C1, temos R1 = ρL/S. Cada condutor da segunda experiência tem o mesmo material (mesmo ρ) e mesmo comprimento L, mas área igual a S/4, então cada um tem resistência individual r = ρL/(S/4) = 4·(ρL/S) = 4·R1. Associando quatro resistores iguais de valor 4R1 em paralelo, a resistência equivalente é R2 = (4R1)/4 = R1, pois em paralelo com n resistores iguais a resistência total é o valor de um dividido por n. Logo R1/R2 = 1, confirmando a alternativa C. As alternativas B e D erram porque trocam a relação entre resistência e área (esquecendo que reduzir a área aumenta a resistência) ou esquecem de dividir pelo número de resistores em paralelo; a alternativa A não faz sentido físico, pois resistência nunca gera razão nula nesse contexto.

Questão 95

CFS 2
Assinale a alternativa que completa incorretamente a frase abaixo. Em uma orquestra formada por vários instrumentos musicais é possível que instrumentos diferentes emitam sons com _________________ iguais.
  1. A)
    timbres
  2. B)
    frequências
  3. C)
    intensidades
  4. D)
    comprimentos de ondas
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Gabarito: alternativa A

A resposta certa é a A, porque timbre é justamente a característica que diferencia sons de instrumentos diferentes, mesmo quando eles tocam a 'mesma nota'. Timbre depende da forma da onda sonora (harmônicos que se somam à frequência fundamental), e cada instrumento produz essa forma de um jeito único por causa de sua estrutura física — por isso um piano e um violino tocando o mesmo Dó nunca soam idênticos. Assim, dois instrumentos diferentes NUNCA emitem sons com timbres iguais, o que torna a frase incorreta com essa palavra (é isso que a questão pede). Já frequência (B) pode ser igual quando tocam a mesma nota, intensidade (C) pode ser igual se o volume for ajustado igual, e comprimento de onda (D) está diretamente ligado à frequência (v = f×λ), então também pode coincidir — por isso B, C e D completam a frase corretamente, e só A não completa.

A vaga é disputada.
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