Questão 53
CFS 1-
A)
82,3
-
B)
85,5
-
C)
97,6
-
D)
98,2
Ver gabarito comentado
Gabarito: alternativa C
117 questões da prova da EEAR de 2018 resolvidas: leia o enunciado, tente responder e abra o gabarito comentado de cada uma.
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Antonio Cândido
1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]
Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.
http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Antonio Cândido
1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]
Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.
http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
Antonio Cândido
1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]
Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.
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Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Antonio Cândido
1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]
Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.
http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa C
Antonio Cândido
1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]
Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.
http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.
Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.
(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa D
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.
Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.
(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.
Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.
(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa B
Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’ que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.
Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.
(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.
Adélia Prado
https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
1For years, pilot fatigue has been a real issue. Airline pilots, as well as cargo, corporate and charter pilots can all face fatigue while on the job. While pilot fatigue can be common and overlooked, it poses a very troubling threat to 5aviation safety and should be taken seriously.
Pilot fatigue has been a real problem since the beginning of air travel. Charles Lindbergh fought to stay awake on his record-breaking 33.5-hour transatlantic flight from New York to Paris on the Spirit of St. Louis. Long-haul pilots 10have reported falling asleep at the controls. Cargo pilots that fly at night face fatigue from challenging the body's natural internal clock.
The Lindbergh flight provides a great example for the real issue today that fatigue is an acceptable risk and one 15that isn't given enough credit. Lindbergh flew from New York to Paris without falling asleep. Similarly, pilots today get away with flying tired all the time. If you ask an average pilot how much sleep he got the night before a flight, it's probably on a par with the average American, 20which is about six and a half hours.
This might be an acceptable amount of sleep if you have a desk job.
(Source: www.thebalance.com/the-pilot-fatigue-problem)
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
1Our ancestors could spot natural predators from far by their silhouettes. Are we equally aware of the predators in the present-day? Drones are remote-controlled planes that can be used for anything from surveillance, to rescue operations and 5scientific research. Most drones are used today by military powers for remote-controlled surveillance and attack, and their numbers are growing. The Federal Aviation Administration (FAA) predicted in 2012 that within 20 years there could be as many as 30.000 drones flying over U.S. Soil 10alone. As robotic birds will become commonplace in the near future, we should be prepared to identify them.
(Adapted from https://medium.com/looking-up/21st-century-birdwatching)
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
1Our ancestors could spot natural predators from far by their silhouettes. Are we equally aware of the predators in the present-day? Drones are remote-controlled planes that can be used for anything from surveillance, to rescue operations and 5scientific research. Most drones are used today by military powers for remote-controlled surveillance and attack, and their numbers are growing. The Federal Aviation Administration (FAA) predicted in 2012 that within 20 years there could be as many as 30.000 drones flying over U.S. Soil 10alone. As robotic birds will become commonplace in the near future, we should be prepared to identify them.
(Adapted from https://medium.com/looking-up/21st-century-birdwatching)
Gabarito: alternativa B
1We know that dogs are human's best friends. They love us and we love them. However, we're not so sure where they came from. Many scientists think they came from wolves 15,000 years ago. Although wolves are wild and 5dogs are tame, they're still a lot alike. Both wag their tails when happy and put their tails between their legs when scared.
Dogs are easy to educate. Well-educated dogs are sometimes used as watchdogs. A watchdog can stop a 10creature that is five to six times bigger. It is interesting, though, that these dogs, which can become terrifyingly wild in times of danger, pose no harm to their owners. In the face of a threat, they put their lives in danger to save their owners.
(Adapted from http://www.grammarbank.com)
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa C
1 Pilates is a unique combination of ____, ____ and ____.
It improves circulation and body alignment. It engages the powerhouse of the lower abs, hips and lower back in almost every movement. Throughout the workout, practitioners try 5 to stay united from shoulder to shoulder and hip to hip, making sure the neck and limbs are used in long, graceful movements.
(Adapted fromhttp://www.grammarbank.com/paragraphs-fitness)
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
1 Your parents tell you to wear sunscreen when you're outside in the summer. And they are certainly right.
Sunscreen protects your skin from ultraviolet light rays. Too much ultraviolet is bad for your skin. If you spend a long 5 time outside without any sunscreen on, you ____ a sunburn because of the ultraviolet rays.
(Adapted from http://www.grammarbank.com)
Gabarito: alternativa C
The first man drew a small circle in the sand and told the second man, “This is what you know”, and drawing a circle around the small one, “This is what I know”. The second man took the stick and drew an immense ring around both circles: “This is where both of us know nothing”.
(Adapted from Carl Sandburg (1878-1967), american poet)
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa A
1In 2016 significantly less refugees _____in Europe than the year before. The Organization for Migration and the EU border agencyFrontex have reported a notable decline in the number of migrants arriving on Europe’s shores by nearly 5two-thirds. These numbers, however, are by no means an indication of improvement in the international situation of refugees.
It’s evident that something has to change in the international mindset to bring an end to the enduring human 10rights violations concerning millions of people. Surprisingly, a potential wind of change has come from Brazil, a country facing a deep economic and political crisis.
Brazil is one of the biggest recipients of refugees in Latin America. In 2013 they introduced a humanitarian visa 15program for Syrians, processing 8.450 humanitarian visas on basis of which more than 2.000 Syrian refugees have already settled in Brazil. Brazil has several reasons to pursue a recipient immigration policy. Receiving immigrants from all over the world helps to boost the country’s international 20reputation and to turn around its negative image regarding a high crime rate and an even higher external debt. Immigrants in Brazil also seem to be perceived as less as a (financial) burden than in many European countries.
Fonte: www.dailymail.com.uk GLOSSARY mindset – atitudes das pessoas enduring – resistente, duradoura financial burden – carga financeira
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa B
Inside Lilium, The World’s First Vertical Takeoff And Landing Private Jet 1Wonder what’s in store for the future of private jet flying?
Here’s a glimpse. A start-up company – hosted in a European Space Agency (ESA) business incubator center in Bavaria – released an idea for an egg-shaped two-seater plane called 5Lilium that’s currently in the works. With a top speed of 250 mph and a range of 300 miles, the plane can travel roughly between Munich and Berlin in about 90 minutes. And according to the ESA, if testing succeeds, this _____ the world’s first vertical takeoff and landing private jet.
10The project came about when Daniel Wiegand – one of the four founders of Lilium – wanted to realize flying for the masses in a fast, inexpensive, efficient and eco-friendly way.
‘Our goal is to develop an aircraft that doesn’t need the complex and expensive infrastructure of an airport, can be 15used close to urban areas, and doesn’t produce too much noise and pollution,’ he said. So to produce this new class of airplanes that could take off and land vertically anywhere with a surface area of 250 square feet by 2018, Wiegand and his team in Germany came up with a design using electric 20engines and incorporated movable fan turbines.
Fonte: www.forbes.com GLOSSARY glimpse – uma ideia para entender melhor algo
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa A
Every one knows that ‘To be or Not to be, that is the question’ comes from Hamlet, but when someone says ‘Neither a borrower nor a lender be’, they are probably unaware that they also quoting from the same play.
Innovations/ Thompson
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa B
1 My little boy came in the other day with a really serious look on his face and said, ‘Dad, do you mind if I ask you a question? Where do I come from?’ I’d been dreading this question for ages, but like a good father, I sat him down and 5 gently told him all about the birds and the bees. When I’d finished, he was very quite. He then got up and went, ‘thank you, Dad’ and headed for the door. I said, ‘So what made you ask me?’ and he turned around and said, ‘I just want to know, because Bobby next door says HE comes from Manchester!’
Fonte: Innovations/ Thompson
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa D
JetBlue ... The crisis? Never heard of it...
1The domestic air transport market in the USA must seem highly unstable to newcomers, including low-cost carriers.
Of the 82 airlines formed in ten years ______ followed deregulation in 1978, only two have survived - America West 5and Mid-west Express. Statistics show that three-quarters of all projects never even get off the ground and that most of the others crash in less than five years.
Paradoxically, Southwest Airlines, the No.1 success story in the US air transport today, was founded before 10deregulation (in 1972), though it did take advantage of it.
Many of those who tried to imitate the Southwest model came to grief. Not JetBlue, ______ just four years after it was formed is continuing to grow at a spectacular rate.
Fonte: Revista Planet Aero-Space GLOSSARY come to grief – falir deregulation – desregulamentação
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
JetBlue ... The crisis? Never heard of it...
1The domestic air transport market in the USA must seem highly unstable to newcomers, including low-cost carriers.
Of the 82 airlines formed in ten years ______ followed deregulation in 1978, only two have survived - America West 5and Mid-west Express. Statistics show that three-quarters of all projects never even get off the ground and that most of the others crash in less than five years.
Paradoxically, Southwest Airlines, the No.1 success story in the US air transport today, was founded before 10deregulation (in 1972), though it did take advantage of it.
Many of those who tried to imitate the Southwest model came to grief. Not JetBlue, ______ just four years after it was formed is continuing to grow at a spectacular rate.
Fonte: Revista Planet Aero-Space GLOSSARY come to grief – falir deregulation – desregulamentação
Gabarito: alternativa D
1The practical impacts of climate change can be hard to predict _____ the large scales of time and geography over which changes are occurring. But more frequent jolts in mid- air could be one way in which individuals will soon literally 5feel the effects.
A new scientific study says that severe turbulence could become two to three times more common later this century when there is twice as much carbon dioxide in the atmosphere.
10‘Our new study paints the most detailed picture yet of how aircraft turbulence will respond to climate change,’ says author Dr. Paul Williams. ‘Even the most seasoned frequent fliers may be alarmed at the prospect of a 149% increase in severe turbulence, which frequently hospitalizes air travelers 15and flight attendants around the world.’ Climate change is expected to lead to stronger vertical wind shears in the jet stream, at the cruising altitude for most jet aircraft. Wind shears can become unstable and cause turbulence.
20Williams used supercomputers simulations that calculate clear-air turbulence along Transatlantic routes in winter and found all turbulence strength levels will increase in a world with twice as much CO2. The computer models show the average amount of light turbulence will increase by 59%, 25light-to-moderate turbulence by 75%, moderate by 94%, moderate-to-severe by 127%, and severe by 149%.
Ironically, or perhaps poetically, aviation has long been recognized as a major contributor of greenhouse gases to the atmosphere.
Fonte:www.forbes.com GLOSSARY jolt – solavanco seasoned – experiente wind shear – tesoura de vento
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