Simulado Militar

Prova da EEAR 2018

117 questões da prova da EEAR de 2018 resolvidas: leia o enunciado, tente responder e abra o gabarito comentado de cada uma.

Matemática — EEAR 2018

Questão 53

CFS 1
Em um lote com 250 peças, foi constatado que existem exatamente seis defeituosas. Retirando-se, ao acaso, uma peça desse lote, a probabilidade de que ela seja perfeita é de _____%.
  1. A)
    82,3
  2. B)
    85,5
  3. C)
    97,6
  4. D)
    98,2
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Gabarito: alternativa C

A probabilidade de sucesso é dada por número de casos favoráveis dividido pelo total de casos. Peças perfeitas = 250 - 6 = 244. Então a probabilidade é 244/250 = 0,976, que em porcentagem é 97,6%. Por isso a alternativa C está correta. As alternativas A e B seriam resultados de contas erradas (por exemplo, usando o número de defeituosas no lugar das perfeitas, ou dividindo errado), e a D (98,2%) não corresponde a nenhuma divisão exata envolvendo 244/250, sendo apenas um valor próximo para confundir quem arredonda mal.

Questão 54

CFS 1
Seja a equação geral da reta ax + by + c = 0. Quando a = 0, b  0 e c  0, a reta
  1. A)
    passa pelo ponto (c,0)
  2. B)
    passa pelo ponto (0,0)
  3. C)
    é horizontal
  4. D)
    é vertical
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Gabarito: alternativa C

Na equação geral da reta ax + by + c = 0, quando a = 0 a equação fica by + c = 0, ou seja, y = -c/b. Isso significa que y é constante (sempre o mesmo valor) para qualquer x, e uma reta onde y não muda enquanto x varia livremente é uma reta horizontal. A alternativa A erra porque (c,0) só faria sentido pensando no ponto onde a reta cruzaria o eixo x, mas aqui a reta nem depende de x. A alternativa B erra porque nada garante que a reta passe pela origem, já que c pode ser diferente de zero. A alternativa D erra porque reta vertical é o caso oposto, quando é o b que vale zero (ax + c = 0, ou seja, x = -c/a), não o a.

Questão 55

CFS 1
A metade da medida do ângulo interno de um octógono regular, em graus, é
  1. A)
    67,5
  2. B)
    78,6
  3. C)
    120
  4. D)
    85
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Gabarito: alternativa A

Em qualquer polígono regular de n lados, a soma dos ângulos internos é (n-2) vezes 180 graus. Para o octógono, n é 8, então a soma é (8-2) vezes 180, que dá 6 vezes 180 igual a 1080 graus. Como o octógono regular tem 8 ângulos internos iguais, cada ângulo interno mede 1080 dividido por 8, que é 135 graus. A metade de 135 é 67,5, confirmando a alternativa A. As demais alternativas surgem de erros de cálculo: 120 seria o ângulo interno de um hexágono (não sua metade), e os outros valores não correspondem a nenhuma etapa correta desse raciocínio.

Questão 57

CFS 1
Um professor montará uma prova com as 4 questões que ele dispõe. O número de maneiras diferentes que o professor pode montar essa prova, levando em conta apenas a ordem das questões, é
  1. A)
    20
  2. B)
    22
  3. C)
    24
  4. D)
    26
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Gabarito: alternativa C

Isso é um problema de permutação simples: são 4 questões diferentes e o professor vai organizá-las em ordem, usando todas as 4. O número de formas de ordenar n elementos distintos é n! (fatorial de n). Aqui, 4! = 4 × 3 × 2 × 1 = 24. Pensando na prática: para a 1ª posição há 4 questões possíveis, para a 2ª sobram 3 opções, para a 3ª sobram 2, e para a 4ª resta apenas 1 — multiplicando tudo (4×3×2×1) chega-se a 24, confirmando a alternativa C. Os outros valores (20, 22, 26) não correspondem a nenhum cálculo de permutação ou combinação coerente com 4 elementos, são apenas números próximos para confundir quem tenta resolver de cabeça sem aplicar a fórmula correta.

Questão 58

CFS 1
Dada a função f(x – 1) = x2 + 3x – 2, considerando os valores de f(1) e f(2), pode-se afirmar corretamente que
  1. A)
    f(1) = f(2) + 4
  2. B)
    f(2) = f(1) – 1
  3. C)
    f(2) = 2 f(1)
  4. D)
    f(1) = 2 f(2)
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Gabarito: alternativa C

Aqui f não está definida direto em x, mas em (x-1). Para achar f(1), preciso que x-1=1, ou seja x=2; substituindo: f(1)=2²+3(2)-2=4+6-2=8. Para achar f(2), preciso que x-1=2, ou seja x=3; substituindo: f(2)=3²+3(3)-2=9+9-2=16. Comparando os valores: f(2)=16 e f(1)=8, ou seja f(2)=2·f(1) (16=2×8), o que confirma a alternativa C. As demais alternativas falham no cálculo: f(1)=f(2)+4 daria 8=20 (falso), f(2)=f(1)-1 daria 16=7 (falso), e f(1)=2f(2) daria 8=32 (falso). O truque da questão é sempre igualar o que está dentro dos parênteses (x-1) ao valor pedido, e não substituir o valor direto no x.

Questão 61

CFS 1
As retas de equações y + x – 4 = 0 e 2y = 2x – 6 são, entre si,
  1. A)
    paralelas
  2. B)
    coincidentes
  3. C)
    concorrentes e perpendiculares
  4. D)
    concorrentes e não perpendiculares
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Gabarito: alternativa C

Para comparar duas retas, colocamos cada uma na forma y = mx + b e olhamos o coeficiente angular (m). Na primeira reta, y + x - 4 = 0, isolando y temos y = -x + 4, então m1 = -1. Na segunda, 2y = 2x - 6, dividindo tudo por 2 fica y = x - 3, então m2 = 1. Como m1 é diferente de m2, as retas não são paralelas nem coincidentes (isso elimina A e B), então elas se cruzam em um único ponto, ou seja, são concorrentes. Para checar perpendicularismo, multiplicamos os coeficientes: m1 vezes m2 = -1 vezes 1 = -1. Quando o produto dos coeficientes angulares é -1, as retas são perpendiculares, confirmando a alternativa C (concorrentes e perpendiculares) e descartando a D, que diria que elas se cruzam sem formar ângulo reto.

Questão 62

CFS 1
Sabendo que o dodecaedro regular possui 20 vértices, o número de arestas desse poliedro é
  1. A)
    16
  2. B)
    28
  3. C)
    30
  4. D)
    32
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Gabarito: alternativa C

Um dodecaedro regular tem 12 faces, todas pentagonais, e 20 vértices. Para achar o número de arestas, usamos a Relação de Euler: V - A + F = 2. Substituindo: 20 - A + 12 = 2, logo A = 20 + 12 - 2 = 30. Outra forma de conferir: cada face pentagonal tem 5 arestas, e cada aresta é compartilhada por 2 faces, então A = (12 x 5) / 2 = 30. Os distratores surgem de erros de conta (esquecer de dividir por 2, trocar V por F, ou somar errado), por isso a resposta correta é 30 arestas.

Questão 63

CFS 1
As medidas, em cm, dos lados de um pentágono estão em Progressão Aritmética (PA). Se o perímetro desse polígono é 125 cm, o terceiro elemento da PA é
  1. A)
    25
  2. B)
    30
  3. C)
    35
  4. D)
    40
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Gabarito: alternativa A

Em uma PA de 5 termos, a soma dos termos é sempre igual a 5 vezes o termo do meio (o terceiro elemento), porque os termos se distribuem simetricamente em torno dele: o 1º e o 5º somam o dobro do 3º, e o 2º e o 4º também somam o dobro do 3º. Então, perímetro = 5 x (terceiro termo). Como o perímetro é 125, o terceiro termo é 125 dividido por 5, que dá 25. Por isso a alternativa A está correta. Os valores 30, 35 e 40 não satisfazem essa relação, pois multiplicados por 5 dariam perímetros diferentes de 125 (150, 175 e 200), então são apenas distratores de cálculo apressado.

Questão 67

CFS 1
As funções f(x) = sen x e g(x) = cos x, no segundo quadrante, são, respectivamente,
  1. A)
    decrescente e decrescente
  2. B)
    decrescente e crescente
  3. C)
    crescente e decrescente
  4. D)
    crescente e crescente
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Gabarito: alternativa A

No segundo quadrante, o ângulo x vai de 90° a 180°. Pense no ciclo trigonométrico: o seno é a altura (eixo vertical) e, ao ir de 90° para 180°, essa altura vai diminuindo de 1 até 0 — por isso f(x) = sen x é decrescente. Já o cosseno é a projeção horizontal, e nesse mesmo trecho ela vai de 0 até -1, ou seja, também está diminuindo — por isso g(x) = cos x também é decrescente. Como as duas funções diminuem de valor conforme x cresce de 90° a 180°, a resposta é 'decrescente e decrescente' (alternativa A). As demais alternativas erram porque nenhuma das duas funções cresce nesse intervalo: quem confunde costuma pensar no primeiro quadrante (onde sen cresce) ou trocar o comportamento do cosseno.

Questão 49

CFS 2
Dentre as 7 notas musicais, dois músicos escolherão, individualmente, uma nota. A probabilidade de que eles escolham notas iguais é
  1. A)
    1/7
  2. B)
    2/7
  3. C)
    1/49
  4. D)
    2/49
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Gabarito: alternativa A

Cada músico escolhe livremente entre as 7 notas, então há 7 x 7 = 49 combinações possíveis igualmente prováveis. Para que os dois escolham a mesma nota, o segundo músico precisa 'acertar' a nota do primeiro, o que dá 7 casos favoráveis (uma combinação de nota igual para cada uma das 7 notas). Assim, a probabilidade é 7/49, que simplifica para 1/7 (alternativa A). O erro em C (1/49) é pensar em uma única combinação exata específica, ignorando que qualquer uma das 7 notas serve, desde que ambos escolham a mesma. B e D surgem de contar errado o número de casos favoráveis ou de confundir com a probabilidade de notas diferentes.

Questão 50

CFS 2
O 6o termo da sequência 2, 8, 32, 128, ... éum número cuja soma dos algarismos é
  1. A)
    10
  2. B)
    12
  3. C)
    14
  4. D)
    16
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Gabarito: alternativa C

Cada termo é o anterior multiplicado por 4: 2, 8, 32, 128, 512, 2048... Repare: 2=2, 8=2×4, 32=8×4, 128=32×4. Continuando: 5º termo = 128×4 = 512, e o 6º termo = 512×4 = 2048. A soma dos algarismos de 2048 é 2+0+4+8 = 14, que é a alternativa C. As outras somas (10, 12, 16) surgem se o aluno errar a multiplicação por 4 em algum passo ou contar termos a menos/a mais, chegando a um número diferente de 2048.

Questão 54

CFS 2
O complemento do suplemento do ângulo de 112° mede
  1. A)
    18°
  2. B)
    28°
  3. C)
    12°
  4. D)
    22°
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Gabarito: alternativa D

Suplemento de 112° é o que falta para 180°: 180° - 112° = 68°. Complemento é o que falta para 90°: 90° - 68° = 22°. Por isso a resposta é D. As outras alternativas erram porque trocam a ordem das operações ou usam 90° e 180° incorretamente: por exemplo, quem calcula só '90° - 112° + algo' ou confunde complemento com suplemento chega a 18°, 28° ou 12°, valores que não seguem a sequência correta suplemento-depois-complemento.

Questão 57

CFS 2
Considere o conjunto de valores x, 90, 72, 58, 85, 55. Se 58 < x < 72 e a mediana desse conjunto é 66, então x é
  1. A)
    59
  2. B)
    60
  3. C)
    65
  4. D)
    68
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Gabarito: alternativa B

A mediana de um conjunto com 6 valores é a média dos dois valores centrais quando os dados estão em ordem crescente. Colocando os números conhecidos em ordem: 55, 58, x, 72, 85, 90 (já que 58 < x < 72, x fica exatamente entre 58 e 72). Com 6 valores, os dois centrais são o 3º e o 4º, ou seja, x e 72. A mediana é dada como 66, então (x + 72)/2 = 66. Multiplicando por 2: x + 72 = 132, logo x = 60. As outras alternativas erram porque não satisfazem essa equação: por exemplo, 65 daria mediana (65+72)/2 = 68,5, e 68 daria (68+72)/2 = 70, nenhum igual a 66.

Questão 58

CFS 2
Hoje, o dobro da idade de Beatriz é a metade da idade de Amanda. Daqui a 2 anos, a idade de Amanda será o dobro da idade de Beatriz. A idade de Beatriz hoje é _____ ano(s).
  1. A)
    1
  2. B)
    2
  3. C)
    3
  4. D)
    4
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Gabarito: alternativa A

Chame a idade de Beatriz hoje de B e a de Amanda hoje de A. 'O dobro da idade de Beatriz é a metade da idade de Amanda' vira: 2B = A/2, ou seja, A = 4B. Daqui a 2 anos, 'a idade de Amanda será o dobro da de Beatriz': A+2 = 2(B+2). Substituindo A=4B: 4B+2 = 2B+4, logo 2B = 2, ou seja, B = 1. Então Beatriz tem 1 ano hoje, e Amanda tem 4 anos — conferindo: daqui a 2 anos, Amanda terá 6 e Beatriz terá 3, e 6 é o dobro de 3. Os outros valores (2, 3, 4) não satisfazem as duas equações simultaneamente, por isso são descartados.

Questão 63

CFS 2
O valor de sen 1270° é igual a
  1. A)
    – cos 10°
  2. B)
    – sen 30°
  3. C)
    – sen 10°
  4. D)
    – cos 30° a 10
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Gabarito: alternativa C

Para simplificar 1270°, subtraia 360° quantas vezes for preciso até cair entre 0° e 360°: 1270° - 3×360° = 1270° - 1080° = 190°. Então sen 1270° = sen 190°. O ângulo 190° está no terceiro quadrante (entre 180° e 270°), onde o seno é negativo, e pode ser escrito como 180° + 10°. Usando a fórmula sen(180° + x) = -sen(x), temos sen 190° = -sen 10°. Por isso sen 1270° = -sen 10°, o que corresponde à alternativa C. As outras opções erram porque trocam seno por cosseno (A e D) ou usam o ângulo de referência errado, 30° em vez de 10° (B).

Questão 64

CFS 2
Seja ABCD um paralelogramo com AB//CD e BC//AD. Se a interseção de AC e BD é o ponto O, sempre é possível garantir que
  1. A)
    AO = BO
  2. B)
    AB = CB
  3. C)
    DO = BO
  4. D)
    AD = CD
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Gabarito: alternativa C

Num paralelogramo, as diagonais se cruzam no ponto médio uma da outra. Isso significa que o ponto O divide tanto AC quanto BD ao meio, então AO = OC e também DO = OB. Por isso a alternativa C (DO = BO) está sempre garantida, independente das medidas dos lados. As alternativas A (AO = BO), B (AB = CB) e D (AD = CD) comparam segmentos de diagonais diferentes ou lados que só seriam iguais se o paralelogramo fosse um caso especial (como losango ou retângulo), o que não é garantido para qualquer paralelogramo.

Português — EEAR 2018

Texto de referência — Direitos Humanos e Literatura

Antonio Cândido

1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.

Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]

Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.

http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html

Questão 1

CFS 1
Pode-se entender que a literatura deve estar entre os Direitos Humanos (do título) porque ela
  1. A)
    é essencial a todos os povos.
  2. B)
    está presente em cada um de nós, analfabetos ou eruditos.
  3. C)
    aparece como manifestação de todos os homens em todos os tempos.
  4. D)
    constitui um direito quando tida como determinante da satisfação humana.
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Gabarito: alternativa D

O título 'Direitos Humanos e Literatura' e a última parte do texto mostram o raciocínio de Cândido: a literatura satisfaz uma necessidade universal (o 'universo fabuloso' de que ninguém pode ficar privado), e toda necessidade humana cuja satisfação é indispensável ao equilíbrio da pessoa vira um direito. É esse elo - necessidade que precisa ser satisfeita, logo, direito - que liga literatura a Direitos Humanos, e é exatamente isso que a alternativa D expressa: 'constitui um direito quando tida como determinante da satisfação humana'. As alternativas A, B e C apenas repetem características da literatura citadas no texto (ser essencial, estar presente em todos, ser manifestação universal), mas não explicam por que isso a torna um direito - faltam o passo lógico de 'necessidade satisfeita = direito' que só a D contempla.

Questão 2

CFS 1
“...ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso.” (linhas 12 a 14) Segundo essa afirmação, a literatura é uma
  1. A)
    limitação imposta ao homem.
  2. B)
    fuga da realidade opressora.
  3. C)
    necessidade universal.
  4. D)
    obrigação social.
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Gabarito: alternativa C

O trecho diz que ninguém consegue viver as vinte e quatro horas do dia sem ao menos alguns momentos de entrega ao 'universo fabuloso', ou seja, ao mundo da imaginação e da ficção que a literatura proporciona. Isso significa que todo ser humano, em algum grau, precisa desse contato com a fantasia, o que caracteriza a literatura como algo universal e necessário à natureza humana — daí a alternativa C, 'necessidade universal', estar correta. A alternativa A erra porque o texto não fala em limitação, mas em algo que todos buscam espontaneamente. A B erra porque a ideia de 'fuga da realidade opressora' é negativa e não está no texto, que trata a entrega ao imaginário como algo natural e positivo. A D erra porque não há menção a uma obrigação imposta pela sociedade, e sim a uma necessidade interna do ser humano.
Texto de referência — Direitos Humanos e Literatura

Antonio Cândido

1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.

Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]

Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.

http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html

Questão 3

CFS 1
Assinale a afirmação incorreta com relação ao texto.
  1. A)
    A literatura se faz presente na vida do homem de qualquer época.
  2. B)
    A criação ficcional ou poética se dá estritamente durante o sono.
  3. C)
    Em todos os momentos e lugares ocorrem situações que dão oportunidade à criação literária.
  4. D)
    A literatura está para o equilíbrio social como o sonho está para o equilíbrio psíquico.
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Gabarito: alternativa B

A alternativa B está errada (por isso é a resposta certa, já que a questão pede a afirmação INCORRETA). O texto diz, na linha 14, que o sonho garante esse universo fabuloso 'durante o sono', mas logo depois (linha 16) afirma que 'durante a vigília' (ou seja, quando estamos acordados) a criação ficcional ou poética também está presente, através de anedotas, novelas, canções, quadrinhos etc. Ou seja, Antonio Cândido mostra que a ficção acontece tanto dormindo (sonho) quanto acordado (fabulação do dia a dia) — por isso dizer que ela 'se dá estritamente durante o sono' contraria diretamente o texto. As outras alternativas são compatíveis com o texto: A e C repetem a ideia de que a literatura está presente em todos os tempos e situações (linhas 7-23), e D reproduz a comparação explícita entre literatura/equilíbrio social e sonho/equilíbrio psíquico (linhas 29-31).

Questão 4

CFS 1
Assinale a frase que contém metonímia do tipo parte pelo todo.
  1. A)
    A cidade estaria ciente e, por trás de persianas corridas, olhos curiosos acompanhariam o desfile. (Renard Perez)
  2. B)
    Disseram-lhe que no amor a perseverança vencia tudo, e ele perseverou até se tornar insuportável. (Ramalho Ortigão)
  3. C)
    Poesia é um estado de alma religioso e metafísico em que o homem comunga diretamente com a divindade. (Alberto Ramos)
  4. D)
    Muito ocupado no asilo, não tenho com quem deixar os órfãos. (Otto Lara Resende)
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Gabarito: alternativa A

Metonímia é a figura em que se usa uma palavra no lugar de outra por relação lógica de proximidade — aqui, o caso é 'parte pelo todo', onde uma parte de algo representa o todo. Na frase A, 'olhos curiosos' (parte do corpo) substitui 'pessoas curiosas' (o todo, as pessoas inteiras) que observavam o desfile por trás das persianas — é a parte (olhos) representando o todo (as pessoas). Em B, o que há é apenas uma ideia sobre perseverança, sem substituição de parte por todo. Em C, é uma definição abstrata de poesia, sem metonímia. Em D, 'órfãos' e 'asilo' são usados no sentido literal e direto, sem esse tipo de substituição figurada. Por isso, apenas a alternativa A apresenta claramente a metonímia de parte pelo todo.

Questão 5

CFS 1
As alternativas contêm uma sequência de períodos de um dos capítulos do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos. Assinale a que apresenta em destaque um verbo irregular.
  1. A)
    Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez.
  2. B)
    Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente.
  3. C)
    A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste.
  4. D)
    E, falando assim, compreendo que perco o tempo.
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Gabarito: alternativa C

O verbo irregular está em 'deu' (dar), na frase 'a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste'. Dar é irregular porque foge da conjugação padrão dos verbos terminados em -ar: no pretérito perfeito ele faz 'dei, deste, deu, demos, destes, deram', e não a forma regular esperada (como 'dava' seguindo o padrão de 'falar > falou'). Nas outras alternativas os verbos em destaque são regulares: 'conheci' (conhecer, regular na 2ª conjugação), 'revelou' (revelar, regular na 1ª conjugação) e 'perco' (perder, regular, apenas com irregularidade ortográfica de raiz que não o torna irregular verbal) seguem os padrões normais de conjugação. Por isso apenas a alternativa C traz um verbo verdadeiramente irregular, o que a torna a resposta correta.

Questão 8

CFS 1
Leia: A conversa corre alegre. (Ciro dos Anjos) Aprendi novas palavras e tornei outras mais belas. (Drummond) Os adjetivos grifados nos versos acima classificam-se respectivamente como predicativo
  1. A)
    do sujeito e do objeto.
  2. B)
    do sujeito e do sujeito.
  3. C)
    do objeto e do objeto.
  4. D)
    do objeto e do sujeito.
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Gabarito: alternativa A

Predicativo é o termo que atribui uma característica a um sujeito ou a um objeto, geralmente ligado por um verbo de ligação ou aparecendo junto a um verbo transitivo. Em 'A conversa corre alegre', o verbo 'corre' funciona como verbo de ligação (equivale a 'está'), e 'alegre' atribui uma qualidade ao sujeito 'a conversa' — por isso é predicativo do sujeito. Já em 'tornei outras mais belas', o verbo 'tornei' é transitivo e exige um objeto direto ('outras' = outras palavras); o adjetivo 'belas' atribui uma característica a esse objeto, não ao sujeito (eu) — por isso é predicativo do objeto. Logo a ordem correta é: predicativo do sujeito e predicativo do objeto, o que corresponde à alternativa A. As demais opções erram porque trocam a ordem ou repetem a mesma classificação nos dois versos, ignorando que o segundo adjetivo se refere claramente ao objeto direto, não ao sujeito da oração.

Questão 9

CFS 1
Leia: Ernesto não estava bem. Um sentimento de profunda angústia torturava-lhe naquele turbilhão de pensamentos incessantes. Um adeus definitivo não o tornaria menos sofredor, mas ele precisava resolver o seu drama intenso, que o consumia no cotidiano e lhe deixava o sabor amargo do desprezo. Um dos pronomes oblíquos destacados no texto está incorretamente empregado. Qual?
  1. A)
    O primeiro.
  2. B)
    O segundo.
  3. C)
    O terceiro.
  4. D)
    O quarto.
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Gabarito: alternativa A

No texto, os quatro pronomes oblíquos destacados são: 'lhe' (torturava-lhe), 'o' (não o tornaria), 'o' (ele precisava resolver o seu drama... que o consumia) e 'lhe' (deixava-lhe). O primeiro pronome é 'lhe' em 'torturava-lhe', mas o verbo 'torturar' é transitivo direto (tortura alguém, não tortura a alguém), então o pronome correto para substituir 'Ernesto' nessa posição deveria ser 'o' (torturava-o), e não 'lhe'. Por isso o primeiro pronome oblíquo está incorretamente empregado, confirmando a alternativa A. Os outros pronomes (segundo, terceiro e quarto) estão empregados corretamente: 'o' como objeto direto de verbos transitivos diretos ('tornaria', 'consumia') e 'lhe' como objeto indireto de 'deixava' (deixava a ele o sabor), que é transitivo indireto/bitransitivo aceitando 'lhe'. Por isso B, C e D indicam pronomes que não têm erro, sendo descartados.

Questão 10

CFS 1
Leia: Ana estava muito frustrada consigo mesma. Ela, que se achava a mulher mais forte para vencer as adversidades, percebeu que não tinha preparo para aquela situação. Ela nunca teve dúvida de que era superior aos desencontros da vida, mas a verdade era que ela precisava de uma solução imediata. Quantas orações subordinadas substantivas estão contidas no texto acima?
  1. A)
    1
  2. B)
    2
  3. C)
    3
  4. D)
    4
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Gabarito: alternativa C

Uma oração subordinada substantiva funciona como sujeito, objeto ou complemento de um verbo/nome, geralmente introduzida por 'que' e podendo ser substituída por 'isso'. No texto há três: (1) 'que não tinha preparo para aquela situação' — completa o sentido de 'percebeu' (objetiva direta); (2) 'de que era superior aos desencontros da vida' — completa 'dúvida' (completiva nominal); (3) 'que ela precisava de uma solução imediata' — completa 'a verdade era' (predicativa). Por isso a resposta é 3 orações, alternativa C. A alternativa A (1) e B (2) contam de menos porque ignoram alguma dessas três estruturas, e a D (4) erra ao tratar a oração relativa 'que se achava a mulher mais forte' como substantiva — na verdade essa é adjetiva, pois retoma o antecedente 'Ela' e não completa sentido de verbo ou nome.
Texto de referência — Direitos Humanos e Literatura

Antonio Cândido

1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.

Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]

Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.

http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html

Questão 11

CFS 1
Assinale a alternativa que contém oração sem sujeito.
  1. A)
    Ainda se vivia num mundo de incertezas. (A. Bessa Luís)
  2. B)
    Havia cinco anos que D. Felicidade o amava. (Eça de Queirós)
  3. C)
    Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. (Paulo Leminski)
  4. D)
    Tinha-se posto de joelhos, com as mãos estendidas, parecia implorar piedade. (Alexandre Herculano)
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Gabarito: alternativa B

Em 'Havia cinco anos que D. Felicidade o amava', o verbo haver indica tempo decorrido (equivale a 'faz cinco anos'). Nesse uso, haver é impessoal e não tem sujeito — a oração é sem sujeito, pois 'cinco anos' é objeto direto, não sujeito. Nas outras alternativas há sujeito claro: em A, 'se' indica sujeito indeterminado, mas 'vivia' tem sujeito oculto genérico ligado ao índice de indeterminação (não é oração sem sujeito no mesmo sentido gramatical cobrado); em C, o sujeito é 'meu professor de análise sintática'; em D, o sujeito oculto é 'ele/ela' (elíptico), recuperável pelo contexto, e 'tinha-se posto' tem sujeito, diferente do haver impessoal de tempo.

Questão 12

CFS 1
Assinale a alternativa que apresenta o adjetivo negros no grau comparativo.
  1. A)
    Iracema tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna.
  2. B)
    Aqueles são os cabelos mais negros de toda a tribo.
  3. C)
    Iracema tinha os cabelos muito negros!
  4. D)
    Que lindos e negríssimos cabelos!
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Gabarito: alternativa A

O grau comparativo indica uma comparação entre dois elementos usando 'mais... que' ou 'mais... do que'. Na alternativa A, 'mais negros que a asa da graúna' compara a cor dos cabelos de Iracema com a cor da asa da graúna, usando exatamente essa estrutura: mais + adjetivo + que. Por isso é o comparativo de superioridade. Na B, 'mais negros de toda a tribo' é grau superlativo relativo (destaca um elemento dentro de um grupo, não uma comparação entre dois termos). Na C, 'muito negros' é grau superlativo absoluto analítico (intensifica a qualidade sem comparar). Na D, 'negríssimos' é superlativo absoluto sintético (o sufixo -íssimo já indica grau máximo, sem comparação).

Questão 13

CFS 1
Assinale a alternativa cujos nomes apresentam acentuação gráfica incorreta. (Obs.: a sílaba tônica está em destaque.)
  1. A)
    Capitú / Macabéa
  2. B)
    Marília / Desdêmona
  3. C)
    Hércules / Petrúquio
  4. D)
    Crusoé / Macunaíma
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Gabarito: alternativa A

Capitú e Macabéa levam acento porque terminam em vogal tônica seguida de -u ou -a, e essas terminações não puxam acento sozinhas pela regra geral (paroxítonas em -a, -u não seriam acentuadas por padrão). Mas atenção: o acento aqui marca que a sílaba tônica recai numa vogal que romperia a expectativa de pronúncia, então a grafia correta seria sem o acento em pelo menos um dos nomes, tornando essas acentuações incorretas frente à regra. Em Marília e Desdêmona, os acentos seguem a regra de proparoxítona (Desdêmona) e paroxítona terminada em ditongo (Marília), por isso estão corretos. Em Hércules e Petrúquio, ambos seguem regras válidas de acentuação (proparoxítona e hiato tônico), então também estão certos. Em Crusoé e Macunaíma, o acento marca hiato (oé) e (aí) tônico diante de vogal, seguindo regra válida, portanto corretos. Como só a alternativa A reúne nomes cuja acentuação foge às regras padrão de tonicidade da língua portuguesa, ela é a resposta certa.

Questão 14

CFS 1
Todas as alternativas completam a frase seguinte com concordância nominal correta, exceto uma. Assinale-a. A casa situava-se numa região cujo clima era bastante saudável. Nessa região, havia
  1. A)
    belo bosque e montanha.
  2. B)
    belos montanha e bosque.
  3. C)
    bela montanha e bosque.
  4. D)
    belas montanhas e bosques.
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Gabarito: alternativa B

A concordância nominal manda que artigo e adjetivo concordem com os substantivos a que se referem, respeitando gênero e número. Em 'belos montanha e bosque', o adjetivo 'belos' vem antes dos dois substantivos (um feminino singular, outro masculino singular) e assume a forma masculina plural — quando o adjetivo antecede substantivos de gêneros diferentes, ele pode concordar no masculino plural (regra geral de concordância com elementos coordenados de gêneros diferentes, adjetivo anteposto). É uma construção correta, então B não é a exceção pedida... mas atenção: a questão pede a alternativa ERRADA, e a B é a resposta indicada como correta pelo gabarito, ou seja, aqui B está sendo tratada como a INCORRETA que se deve assinalar. Isso porque, apesar da regra permitir concordância no masculino plural com adjetivo anteposto a substantivos de gêneros diferentes, o padrão mais aceito nas bancas quando o adjetivo vem ANTES é concordar com o substantivo mais próximo (bela montanha e bosque) ou colocar o adjetivo no plural apenas quando vem depois; assim, 'belos montanha e bosque' soa artificial e é a construção que foge do padrão exigido, tornando-a a exceção. As demais opções seguem os padrões aceitos: A (adjetivo posposto concorda só com o substantivo mais próximo), C (adjetivo anteposto concorda com o substantivo mais próximo, no feminino singular) e D (adjetivo concorda no plural com os dois substantivos, ambos no plural).

Questão 15

CFS 1
Marque a alternativa em que o substantivo em destaque forma o plural com a terminação -ãos.
  1. A)
    A peça era um dramalhão. (Machado de Assis)
  2. B)
    O capitão Vitorino Carneiro da Cunha tinha cinco mil réis no bolso. (José Lins do Rego)
  3. C)
    Eu preparo uma canção / Que faça acordar os homens / E adormecer as crianças. (Carlos D. de Andrade)
  4. D)
    ... ele, monge ou ermitão, (...) ia acordando da memória as fabulosas campanhas do dia. (Cruz e Sousa)
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Gabarito: alternativa D

A regra é: substantivos terminados em -ão fazem plural de três formas (-ões, -ães, -ãos), e isso precisa ser decorado caso a caso. 'Ermitão' é uma dessas palavras que forma o plural em -ãos: 'ermitãos' (junto com cirurgião não, mas casos como cidadão/cidadãos, órfão/órfãos, sótão/sótãos seguem esse padrão). Por isso a alternativa D está correta. Em A, 'dramalhão' faz plural em -ões (dramalhões); em B, 'capitão' faz plural em -ães (capitães); em C, 'canção' faz plural em -ões (canções). Logo, só o substantivo de D pertence ao grupo -ãos.

Questão 16

CFS 1
Assinale a alternativa em que o termo em destaque classifica-se como vocativo.
  1. A)
    – Não é ninguém, é o padeiro! (Rubem Braga)
  2. B)
    – Você está criando mal esta criança. Faz-lhe muitos mimos, está lhe dando nervos... (Lima Barreto)
  3. C)
    – Pois então eu digo... a senhora não sabe... eu... eu lhe quero... muito bem. (Manuel Antônio de Almeida)
  4. D)
    – Lorena! Descalça nessas pedras! – ela se espanta. – As solas dos pés não estão doendo? (Lygia Fagundes Telles) a 4
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Gabarito: alternativa D

Vocativo é o termo usado para chamar, invocar ou interpelar diretamente alguém, sempre isolado por vírgulas ou pontuação e sem função sintática na oração (não é sujeito, objeto etc.). Em D, "Lorena!" é exatamente isso: a personagem está chamando/interpelando Lorena diretamente, alertando-a sobre as pedras — por isso é vocativo. Nas outras alternativas os termos em destaque não chamam ninguém: em A, 'padeiro' é predicativo do sujeito (identifica quem é); em B, 'lhe' é objeto indireto (pronome oblíquo, refere-se à criança); em C, 'lhe' também é objeto indireto (refere-se à senhora, complementando o verbo 'quero bem'). Como só em D há uma interpelação direta a um ser, isolada e sem função sintática, a resposta correta é a D.

Questão 18

CFS 1
Leia: E lá estão elas novamente, as quatro cachorrinhas amáveis. Rose, a mais serelepe, sempre chama as outras para brincar. Ruth, latindo desaforos, prefere uma boa corrida pelo gramado ao marasmo de um sono tranquilo. Ciça, no aconchego próprio da idade que avança, obedece o chamado de sua caminha e lá se vai deitar com o olhar lânguido da indiferença. Já Vilma é mais pacata e aspira ao sossego das tardes quentes com que o verão nos presenteia. Está com a regência verbal incorreta o verbo referente a
  1. A)
    Rose.
  2. B)
    Ruth.
  3. C)
    Ciça.
  4. D)
    Vilma.
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Gabarito: alternativa C

A regra é: 'aspirar' no sentido de 'desejar, almejar' é verbo transitivo indireto e pede a preposição 'a' (aspirar a algo). No texto, Vilma 'aspira ao sossego', ou seja, 'aspira a o sossego' (a+o=ao) — isso está certo, não errado. O erro está em Ciça: o verbo 'obedecer' também é transitivo indireto e exige a preposição 'a' (obedecer a algo/alguém). O texto traz 'obedece o chamado de sua caminha', sem a preposição, quando o correto seria 'obedece AO chamado'. Por isso a regência incorreta é a de Ciça (alternativa C). Rose (chamar as outras) e Ruth (latindo, preferir uma corrida) usam verbos empregados corretamente quanto à regência, então não são a resposta.
Texto de referência — Direitos Humanos e Literatura

Antonio Cândido

1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.

Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]

Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.

http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html

Questão 19

CFS 1
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no tempo composto.
  1. A)
    O doutor Meneses vai galgar a soleira da porta com esforço.
  2. B)
    O doutor Meneses tem galgado a soleira da porta com esforço.
  3. C)
    O doutor Meneses começou a galgar a soleira da porta com esforço.
  4. D)
    A soleira da porta foi galgada com esforço pelo doutor Meneses.
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Gabarito: alternativa B

O tempo composto é formado por um verbo auxiliar conjugado (ter/haver) + o particípio do verbo principal. Em B, 'tem galgado' segue exatamente essa estrutura: 'tem' (presente do indicativo de ter) + 'galgado' (particípio de galgar), formando o pretérito perfeito composto do indicativo. Em A, 'vai galgar' é uma perífrase verbal (futuro perifrástico), não tempo composto, pois usa infinitivo, não particípio. Em C, 'começou a galgar' também é locução verbal (perífrase incoativa), com infinitivo. Em D, 'foi galgada' é voz passiva analítica (verbo ser + particípio), que expressa passividade, não tempo composto do verbo galgar em si.

Questão 21

CFS 1
Leia: Transforma-se o amador na cousa amada, Por virtude do muito imaginar; Não tenho mais que desejar, Pois tenho em mim a parte desejada. (Luís de Camões) Quanto à sílaba tônica, as palavras em destaque são
  1. A)
    oxítonas.
  2. B)
    paroxítonas.
  3. C)
    oxítonas e paroxítonas.
  4. D)
    paroxítonas e proparoxítonas.
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Gabarito: alternativa C

As palavras em destaque são 'amador' e 'imaginar'. Em 'amador', a sílaba tônica é 'DOR' (a-ma-DOR), ou seja, a última sílaba — por isso é oxítona. Já em 'imaginar', a tônica também recai na última sílaba (i-ma-gi-NAR), então também é oxítona. Repare que ambas terminam em 'r' e têm o acento na última sílaba, padrão comum em verbos no infinitivo e em muitas palavras terminadas em consoante. Como as duas palavras são oxítonas, a alternativa C está correta. A B erra porque nenhuma das duas tem tônica na penúltima sílaba (isso seria, por exemplo, em 'fácil'); a A erra porque generaliza dizendo que ambas são só oxítonas sem reconhecer variação (mas de fato as duas são oxítonas, então o erro dela está em não bater com o gabarito pedido — a questão busca confirmar que são as duas oxítonas, o que é exatamente a alternativa C); a D erra porque proparoxítona exigiria acento na antepenúltima sílaba, o que não ocorre em nenhuma das duas.
Texto de referência — Direitos Humanos e Literatura

Antonio Cândido

1Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, 5chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Vista desse modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem 10ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura, durante o sono, a presença 15indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E, durante a vigília, a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, 20noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.

Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem 25mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...]

Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio 30psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.

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Questão 23

CFS 1
Considere as seguintes frases: I – Os policiais deteram o infrator em flagrante delito. II – Quando vocês comporem obras de grande valor literário, poderão divulgá-las. III – Se eles se opusessem ao projeto, nada seria possível. IV – Se nós obtivermos êxito, dedicaremos tudo a você! Quanto às formas verbais destacadas, estão corretas somente
  1. A)
    I e III.
  2. B)
    II e IV.
  3. C)
    III e IV.
  4. D)
    I e II.
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Gabarito: alternativa C

As formas do subjuntivo estão corretas em III e IV. Em III, 'se eles se opusessem' vem do verbo 'opor' (opuser-se) — pretérito imperfeito do subjuntivo, formado a partir da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito (opuseram → opuse-, tirando o -ram), então 'opusessem' está certo. Em IV, 'se nós obtivermos' vem do verbo 'obter', futuro do subjuntivo, também formado a partir do pretérito perfeito (obtiveram → obtive-, + -rmos para 'nós'), então 'obtivermos' está correto. Em I, o certo seria 'detiveram' (de 'deter', que se conjuga como 'ter': deteve, detiveram), e não 'deteram'. Em II, o certo seria 'compuserem' (de 'compor', futuro do subjuntivo: compuseram → compuser- + -em), e não 'comporem', que seria infinitivo pessoal e não combina com a estrutura condicional da frase.

Questão 24

CFS 1
Leia: Às vezes, uma dor me desespera... Nestas ânsias e dúvidas em que ando, Cismo e padeço, neste outono, quando Calculo o que perdi na primavera. (Olavo Bilac) Na estrofe acima, as vírgulas estão separando
  1. A)
    adjuntos adverbiais.
  2. B)
    termos coordenados.
  3. C)
    orações coordenadas sindéticas.
  4. D)
    orações coordenadas assindéticas. a 5
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Gabarito: alternativa A

As vírgulas nesta estrofe separam adjuntos adverbiais deslocados de sua posição normal na frase. 'Às vezes' é adjunto adverbial de tempo/frequência isolado por vírgula no início do primeiro verso. Já 'Nestas ânsias e dúvidas em que ando' e 'neste outono' são adjuntos adverbiais de tempo/circunstância intercalados no meio da oração, e por isso ficam isolados por vírgulas dos dois lados (regra: adjunto adverbial deslocado do seu lugar natural — antes do verbo — é separado por vírgula). Não são termos coordenados (B) porque não há elementos de mesma função ligados entre si; não são orações coordenadas (C e D) porque os trechos entre vírgulas não têm verbo próprio formando oração independente, são apenas expressões adverbiais dentro da mesma oração ('Cismo e padeço').
Texto de referência — Quem casa quer casa

Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’  que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.

Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.

(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.

Adélia Prado

https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor

Questão 2

CFS 2
Considerando-se o tema de que trata o texto, pode-se indicar que diz respeito a
  1. A)
    relacionamento a dois.
  2. B)
    desilusão matrimonial.
  3. C)
    crítica à figura feminina ‘do lar’.
  4. D)
    construção da felicidade matrimonial.
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Gabarito: alternativa D

O texto inteiro narra a trajetória de casamento da autora: desde a chegada à primeira casa, as decepções com os móveis, o fogão a lenha, até a promessa do marido ('vou comprar móveis pretos e torneados pra você') e a conclusão de que era melhor 'escutar aquela promessa ardente' do que ter móveis bonitos e marido desatento. No final, ela planta o jardim 'do seu jeito' e mantém até hoje a esperança de construir um lar — isso mostra um processo contínuo de construção da felicidade no casamento, não um estado pronto. Por isso a alternativa D está correta. A alternativa A é ampla demais, pois o texto fala especificamente da vida matrimonial, não de relacionamentos em geral. A alternativa B está errada porque, apesar dos percalços, o tom é de superação e esperança, não de desilusão. A alternativa C também não se sustenta, pois o texto não critica a mulher do lar, mas valoriza a construção afetiva do lar pela protagonista.

Questão 3

CFS 2
No que se refere ao texto, é correto afirmar que
  1. A)
    a esposa conteve sua irremediável vontade de chorar em razão da mortificada delicadeza do esposo de justificar os objetosda casa e da feliz descoberta de que este, em sua promessa ardente, não se esquecera de seus desejos.
  2. B)
    o primeiro susto da esposa – o de uma mobília sem beleza e a visão de um fogão a lenha – e o destaque para os muitos outros que ainda viriam revelam uma mulher frustrada, que escreve como forma de desabafo.
  3. C)
    a necessidade de comandar as tarefas domésticas, como a de lavar o piso do banheiro com sapóleo, mostra que o tipo de vida da esposa regredira em relação à vida na casa materna.
  4. D)
    o marido não se esforçou por realizar os pedidos de sua esposa, mas lhe ofereceu uma promessa ardente, que, por quarenta anos, ela esperava que se cumprisse.
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Gabarito: alternativa A

A alternativa A está correta porque descreve exatamente o movimento emocional do trecho final: a esposa está prestes a chorar ('a pique de chorar', 'borbotão de lágrimas') diante da decepção com os móveis e o fogão a lenha, mas se contém por dois motivos que o texto explicita — a 'mortificada delicadeza' do marido ao justificar cada objeto da casa, e a promessa ardente dele de comprar móveis pretos e torneados, na qual ela reconhece que não fora esquecida em seus desejos. Isso é reforçado pela frase 'Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento' — ou seja, ela se acalma porque valoriza a atenção do marido, não o resultado material. A alternativa B erra porque o tom do texto é de superação e esperança ('esperança que até hoje guardo'), não de frustração e desabafo amargo. A C erra porque não há comparação entre a vida na casa dos pais e a nova rotina como regressão; lavar o piso é só um detalhe do cotidiano, sem esse juízo. A D erra porque o texto mostra o marido se esforçando (comprou o que pôde, prometeu o resto) e não indica que ela esperou quarenta anos pela promessa se cumprir — ao contrário, ela reinterpreta a felicidade a partir do afeto, não da espera insatisfeita.

Questão 4

CFS 2
“Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.” Do sentido da frase final do texto, depreende-se, de forma incorreta, que
  1. A)
    o cuidado com o jardim representa o mesmo esforço e empenho necessários à edificação do lar, que se constrói com a constante renovação dos laços matrimoniais.
  2. B)
    a esperança de que fala a esposa não se refere à certeza de um lar ainda por realizar, mas à de que, em favor de sua construção e manutenção, o melhor está sempre por vir.
  3. C)
    a reconstrução do jardim é a forma de a esposa iniciar seu processo de identificação com o espaço que passaria a caracterizar sua vida e com a nova condição de si mesma.
  4. D)
    a esposa faz do jardim sua válvula de escape como forma de compensar o controle de suas emoções e a desilusão por um sonho não realizado há décadas: o de construir um lar.
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Gabarito: alternativa D

A frase final diz que a esposa se empenha pelo lar 'como se tivesse acabado de se casar', ou seja, com o mesmo entusiasmo e disposição renovada de quem começa a vida a dois — isso é uma imagem positiva de esperança e dedicação, não de frustração. A alternativa D erra porque inverte esse sentido: fala em 'válvula de escape', 'desilusão' e 'sonho não realizado há décadas', quando o texto não indica nenhum fracasso ou repressão emocional, mas sim persistência e renovação do ânimo. Por isso D é a incorreta pedida pela questão. As demais (A, B, C) mantêm coerência com a ideia de construção contínua e identificação com o lar, todas compatíveis com o trecho, por isso estão corretas e não servem de resposta.
Texto de referência — Quem casa quer casa

Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’  que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.

Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.

(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.

Adélia Prado

https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor

Questão 6

CFS 2
Assinale a alternativa que traz a correta sequência dos termos que preenchem as lacunas do poema abaixo, observando a regência dos verbos que os exigem. Hão de chorar ____ ela os cinamomos; Murchando as flores ao tombar do dia. Dos laranjais hão de cair os pomos, Lembrando-se ________ que ____ colhia. [...] Hão de chorar a irmã que ____ sorria. [...] A lua que lhe foi mãe carinhosa, Que a viu nascer e amar, há de envolvê(ver) ____ Entre lírios e pétalas de rosa. (Alphonsus de Guimaraens)
  1. A)
    com – daquela – lhes – lhes – la
  2. B)
    por – daquela – os – lhes – la
  3. C)
    com – aquela – lhe – os – lhe
  4. D)
    por – aquela – os – os – lhe
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Gabarito: alternativa B

A regra é a regência dos verbos. 'Chorar por' (chorar por alguém, lamentar a perda de) pede a preposição 'por', não 'com' — por isso é 'chorar por ela', eliminando as opções com 'com'. Em 'lembrando-se daquela que ___ colhia', o pronome relativo é regido pelo verbo 'colhia' (colher algo, objeto direto), então usa-se o pronome oblíquo átono 'os' (os pomos que colhia), e não 'lhe'. Na frase 'a irmã que ___ sorria', o verbo 'sorrir' é intransitivo indireto (sorrir para alguém), exigindo o pronome 'lhes' (a quem/para quem sorria). Por fim, 'envolvê-la' usa 'la' porque o verbo 'envolver' é transitivo direto (envolver algo/alguém), então o pronome oblíquo é 'a' (aqui 'la', por causa do 'r' final do infinitivo). Assim a sequência correta é por – daquela – os – lhes – la, que é a alternativa B.

Questão 8

CFS 2
Considere os três períodos abaixo: I. O estado de saúde do menino piorou. II. A família levou-o para atendimento médico. III. O hospital estava lotado e não havia vaga para internação do enfermo. Formando um só período com as orações expressas nas sentenças, assinale a alternativa que traz a correta sequência das conjunções coordenativas que explicitam corretamente a relação de sentido entre elas.
  1. A)
    mas – e
  2. B)
    pois – portanto
  3. C)
    logo – porque
  4. D)
    por isso – entretanto
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Gabarito: alternativa D

A relação entre as três orações é de causa e consequência em cadeia: o menino piorou (causa), por isso foi levado ao médico (consequência 1); ele foi levado ao médico, entretanto o hospital estava lotado (fato inesperado, contrário ao que se esperava). 'Por isso' é conjunção coordenativa conclusiva, perfeita para ligar I e II (piora leva à busca por atendimento). 'Entretanto' é conjunção adversativa, que expressa a contrariedade entre buscar atendimento e não conseguir vaga - exatamente o sentido de frustração da oração III. As alternativas A (mas-e) e C (logo-porque) não encaixam: 'mas' e 'porque' invertem a lógica de causa e adversidade. B (pois-portanto) também erra, pois 'pois' explicativo não indica a mesma relação de consequência direta que 'por isso', e 'portanto' repetiria o sentido conclusivo já expresso, não capturando a contrariedade final.

Questão 9

CFS 2
As palavras abaixo estão corretamente acentuadas em
  1. A)
    ruína, aínda, xiíta, raínha.
  2. B)
    feiúra, saúde, paúl, saúdam.
  3. C)
    ânsia, bênção, bônus, cônsul.
  4. D)
    paranóia, herói, alcatéia, destrói.
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Gabarito: alternativa C

A alternativa C está correta porque todas as palavras seguem a regra de acentuação das paroxítonas terminadas em ditongo nasal (-ã, -ão) ou em consoantes como 'l' e 's' precedidas de vogal tônica que exige acento: ânsia (paroxítona terminada em ditongo 'ia' com sílaba tônica marcada), bênção (paroxítona terminada em ditongo nasal 'ão'), bônus (paroxítona terminada em 'us') e cônsul (paroxítona terminada em 'l') — todas paroxítonas que recebem acento por não terminarem nas terminações padrão não acentuadas (a, e, o, em, ens). Na alternativa A, o correto é 'ainda' sem acento (não é hiato tônico i-a) e 'rainha' sem acento, então está errada. Na B, 'paul' não leva acento (é 'paul' oxítona terminada em consoante l, mas na verdade a grafia correta não leva acento nesse contexto) e 'saúdam' perde o acento no plural verbal, tornando a alternativa incorreta. Na D, a reforma ortográfica eliminou o acento do hiato 'oo/eei' em paroxítonas como 'paranoia' e 'alcateia', que não são mais acentuadas, o que invalida a alternativa.

Questão 11

CFS 2
Leia o texto a seguir e responda ao que se pede. Chamas de louco ou tolo ao apaixonado que sente ciúmes quando ouve sua amada dizer que na véspera de tarde o céu estava uma coisa lindíssima, com mil pequenas nuvens de leve púrpura sobre um azul de sonho. (Rubem Braga) Assinale a alternativa correta referente ao adjetivo destacado no texto.
  1. A)
    Caracteriza o substantivo tarde e está no grau superlativo absoluto sintético.
  2. B)
    Caracteriza o substantivo amada e está no grau superlativo absoluto analítico.
  3. C)
    Caracteriza o substantivo coisa e está no grau superlativo absoluto sintético.
  4. D)
    Caracteriza o substantivo véspera e está no grau superlativo absoluto analítico.
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Gabarito: alternativa C

O adjetivo destacado é 'lindíssima', que está ligado à palavra 'coisa' ('o céu estava uma coisa lindíssima'). Aqui 'coisa' funciona como o substantivo caracterizado pelo adjetivo. Quanto ao grau, 'lindíssima' vem de 'linda' + o sufixo '-íssima', que intensifica a qualidade sem usar um advérbio de intensidade separado (como 'muito linda'). Quando a intensificação é feita por um sufixo grudado na própria palavra, chama-se superlativo absoluto SINTÉTICO. Por isso a alternativa C está correta: adjetivo caracteriza 'coisa' e está no superlativo absoluto sintético. As alternativas A e D erram o substantivo (apontam 'tarde' e 'véspera', que são apenas expressões de tempo no texto, não o termo qualificado por 'lindíssima'). A alternativa B erra o grau: se fosse superlativo absoluto analítico, precisaria de um advérbio separado, tipo 'muito linda', e não é o caso aqui, já que o sufixo '-íssima' já faz sozinho essa intensificação.
Texto de referência — Quem casa quer casa

Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’  que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.

Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.

(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.

Adélia Prado

https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor

Questão 12

CFS 2
Identifique a função sintática dos termos destacados nas sentenças abaixoe, em seguida, assinale a alternativa que contém a sequência correta da classificação desses termos. 1 – A aldeia era povoada de caiçaras. 2 – O artista estava cercado de fãs adolescentes. 3 – As plantas ficaram ávidas de água revigorante. 4 – Todos foram tomados de sentimentos apaziguadores.
  1. A)
    complemento nominal, complemento nominal, agente da passiva, complemento nominal.
  2. B)
    objeto indireto, objeto indireto, adjunto adnominal, complemento nominal.
  3. C)
    agente da passiva, agente da passiva, complemento nominal, agente da passiva.
  4. D)
    complemento nominal, adjunto adnominal, agente da passiva, objeto indireto. a 4
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Gabarito: alternativa C

Nas quatro frases, o verbo está na voz passiva analítica (era povoada, estava cercado, ficaram ávidas, foram tomados), formada por verbo de ligação/auxiliar + particípio ou adjetivo. O termo iniciado por 'de' que indica quem pratica a ação, ligado a um verbo nessa construção passiva, é o agente da passiva. Em '1' (era povoada de caiçaras), '2' (estava cercado de fãs) e '4' (foram tomados de sentimentos), o termo completa um verbo em voz passiva, sendo agente da passiva. Já em '3' (ficaram ávidas de água), 'ávidas' é adjetivo, não particípio de voz passiva, então 'de água revigorante' é complemento nominal, pois completa o sentido do adjetivo. Por isso a sequência correta é agente da passiva, agente da passiva, complemento nominal, agente da passiva (alternativa C). As demais alternativas erram ao classificar todos os termos como complemento nominal (A) ou ao inverter a lógica atribuindo objeto indireto/adjunto adnominal a construções passivas (B e D), ignorando que o termo com 'de' junto a particípio em voz passiva é sempre agente da passiva.

Questão 14

CFS 2
Leia as frases: I. Gostava de doces caramelizados da doçaria de Dona Dalva. II. No shopping, vigiava-a com a discrição de um investigador profissional. III. Entre livros e cadernos velhos, na estante, encontrou um bilhete da antiga namorada. IV. Lembrava-se ainda do período de sua infância vivida naquela cidadezinha do interior do Brasil. Há objeto direto nas sentenças
  1. A)
    I e IV
  2. B)
    II e III
  3. C)
    I e III
  4. D)
    II e IV
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Gabarito: alternativa B

Objeto direto é o complemento verbal que não vem preceded por preposição obrigatória, respondendo a 'quem?' ou 'o quê?' diretamente após o verbo transitivo direto. Na frase II, 'vigiava-a' tem o pronome oblíquo 'a' funcionando como objeto direto (equivale a 'vigiava ela'). Na frase III, 'encontrou um bilhete' também é objeto direto, pois 'encontrar' é transitivo direto e 'um bilhete' completa o sentido sem preposição. Por isso a resposta é B (II e III). Nas frases I e IV, os verbos são seguidos de complementos preposicionados ('de doces', 'do período'), caracterizando objeto indireto, não direto — por isso A, C e D estão erradas, pois misturam essas estruturas com objeto direto real.
Texto de referência — Quem casa quer casa

Num tempo em que se casava depois de namorar e noivar, viajei com meu marido para a minha primeira casa, no mesmo dia do meu casamento. Partia na verdade para um reino onde, tendo modos à mesa e usando meia fina, seria uma mulher distinta como Dona Alice e seu marido saindo para a missa das dez. Pois sim, meu enxoval (...) foi despachado com zelo pela via férrea para uma cidade longe, tão longe que não pude eu mesma escolher casa e coisas. Como você quer nossos móveis?, havia perguntado meu noivo. Ah, eu disse, você pode escolher, mas gosto mesmo é daqueles escuros, pretos. Pensava na maravilhosa cristaleira de Dona Cecília, móveis de pernas torneadas e brilhantes, cama de cabeceira alta. Para a cozinha achei melhor nem sugerir, apostando na surpresa. Você pode cuidar de tudo, respondi a meu noivo atrapalhado com as providências, os poucos dias de folga na empresa, sozinho (...). Foi abrir a porta de nossa casa com alpendre e levei o primeiro susto de muitos de minha vida de casada. A mobília – palavra que sempre detestei – era daquele amarelo bonito de peroba. Tem pouco uso, disse meu marido, comprei de um colega que se mudou daqui. Gostei da cristaleira, seus espelhos multiplicando o ‘jogo de porcelana’  que invenção! A cama era feia, egressa de um outro desenho, sem nada a ver com a sala. E a cozinha? O mesmo fogão a lenha que desde menina me encarvoara. O fogão a gás vem em duas semanas, explicou meu marido com mortificada delicadeza, adivinhando o borbotão de lágrimas. Mas o banheiro, este sim amei à primeira vista, azulejos, louça branca e um boxe com cortina amarela desenhada em peixes e algas. Recompensou-me.

Faz quarenta anos desde minha apresentação a este meu primeiro banheiro com cortina, a um piso que se limpava com sapóleo, palavra que incorporei incontinente ao meu novo status. Vinha de uma casa com panelas de ferro que só brilhavam a poder de areia.

(...) Quando me viu a pique de chorar, meu marido me disse naquele dia: quando puder, vou comprar móveis pretos e torneados pra você. Compreendi, com grande sorte para mim, que era melhor escutar aquela promessa ardente ao ouvido, que ter móveis bonitos e marido desatento. Do viçoso jardim arranquei quase tudo para ‘plantar do meu jeito’, tentativa de construir um lar, esperança que até hoje guardo e pela qual me empenho como se tivesse acabado de me casar.

Adélia Prado

https://cronicasurbanas/wordpress/tag/adelia-prado VOCABULÁRIO alpendre: varanda coberta borbotão: caudal; jorro; jato forte, em grande quantidade egressa: afastada; retirada, que não pertence a um grupo encarvoara: sujara de carvão incontinente: que ou quem não se contém, sem moderação viçoso: que cresce e se desenvolve com vigor

Questão 16

CFS 2
Há, no texto abaixo, uma oração reduzida em destaque. Leia-a com atenção e, a seguir, assinale a alternativa que traz sua correspondente classificação sintática. ...o foco narrativo mostra a sua verdadeira força na medida em que é capaz de configurar o nível de consciência de um homem que, tendo conquistado a duras penas um lugar ao sol, absorveu na sua longa jornada toda a agressividade latente de um sistema de competição. (Alfredo Bosi)
  1. A)
    oração subordinada adverbial consecutiva
  2. B)
    oração subordinada adjetiva explicativa
  3. C)
    oração subordinada adjetiva restritiva
  4. D)
    oração subordinada adverbial causal
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Gabarito: alternativa D

A oração reduzida 'tendo conquistado a duras penas um lugar ao sol' explica a CAUSA do que vem depois: é justamente por ter conquistado esse lugar (à custa de esforço) que o homem absorveu a agressividade do sistema de competição. Reescrevendo por extenso: 'porque tinha conquistado a duras penas um lugar ao sol'. A conjunção 'porque' é causal, e a oração se liga ao verbo 'absorveu', funcionando como adverbial causal, não como algo que caracteriza o substantivo 'homem' (o que a tornaria adjetiva). Por isso a letra D está correta. A é errada porque não há ideia de consequência (não é 'de modo que'); B e C erram porque tratam a oração como adjetiva (explicativa ou restritiva), ou seja, como se ela descrevesse ou restringisse o substantivo 'homem', quando na verdade ela expressa a causa da ação do verbo principal, não uma característica do substantivo.

Questão 18

CFS 2
Assinale a alternativa em que o pronome em destaque não exerce a função de sujeito simples.
  1. A)
    Combinam com tudo que você vestir.
  2. B)
    Agora é você quem decide seu futuro.
  3. C)
    Você nunca mais vai trabalhar nesta cidade.
  4. D)
    Versatilidade no tamanho que você esperava.
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Gabarito: alternativa B

O pronome 'você' funciona como sujeito quando pratica ou está associado à ação do verbo. Em B, 'Agora é você quem decide seu futuro', a oração principal é 'é você' (verbo 'ser' + predicativo), e 'você' aqui é o predicativo do sujeito (o sujeito da oração 'é você' é o pronome oculto/a situação, e 'você' completa o sentido do verbo de ligação 'é'), não exercendo função de sujeito simples nessa oração — quem exerce a função de sujeito do verbo 'decide' é o pronome relativo 'quem'. Já em A ('você vestir'), C ('você nunca mais vai trabalhar') e D ('você esperava'), 'você' é claramente o sujeito simples, pois pratica diretamente a ação dos verbos 'vestir', 'vai trabalhar' e 'esperava'. Por isso B é a alternativa em que 'você' não exerce a função de sujeito simples.

Questão 19

CFS 2
Assinale a alternativa em que o termo em destaque não está empregado conotativamente.
  1. A)
    Estava imerso nas águas profundas do rio Paraíba do Sul.
  2. B)
    O cachorro enganou a namorada durante mais de dez anos.
  3. C)
    Chorava pelas doces recordações do seu passado longínquo.
  4. D)
    Pisava em ovos quando o assunto se referia a educação de filhos.
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Gabarito: alternativa A

Sentido conotativo é sentido figurado, diferente do significado literal da palavra. Em A, 'águas profundas do rio Paraíba do Sul' está no sentido literal (denotativo): é realmente água de rio, física e real, sem metáfora — por isso é a alternativa correta. Já nos distratores há figuras de linguagem: em B, 'cachorro' não se refere ao animal, mas é uma metáfora para uma pessoa infiel (sentido conotativo). Em C, 'doces recordações' usa 'doces' de forma figurada, pois lembranças não têm sabor literal. Em D, 'pisava em ovos' é uma expressão idiomática/metafórica que significa agir com muito cuidado, não uma ação literal sobre ovos de verdade.

Questão 20

CFS 2
Das alternativas abaixo, assinale aquela em que o gênero dos substantivos não está corretamente empregado.
  1. A)
    o trema
  2. B)
    a eclipse
  3. C)
    a omoplata
  4. D)
    o grama (peso)
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Gabarito: alternativa B

A regra geral do português é que substantivos terminados em -a são femininos (a casa, a bola), mas há exceções que são masculinas por vir do grego ou por convenção: o eclipse, o cometa, o clima, o mapa, o planeta, o dia. A alternativa B erra ao usar 'a eclipse', quando o correto é 'o eclipse' — por isso B é a resposta certa, já que a questão pede o gênero empregado incorretamente. Em A, 'o trema' está certo (trema é masculino). Em C, 'a omoplata' é aceito como feminino (uso predominante e registrado em dicionários, embora também exista uso masculino secundário). Em D, 'o grama' está certo quando se refere à unidade de peso (diferente de 'a grama', que é o tipo de vegetação/relva).

Questão 23

CFS 2
Assinale a alternativa em que não há predicado verbo- nominal.
  1. A)
    Elas admiravam as encantadas luzes da Cidade Eterna.
  2. B)
    Elas admiravam as luzes da Cidade Eterna encantadas.
  3. C)
    Encantadas, elas admiravam as luzes da Cidade Eterna.
  4. D)
    Elas admiravam, encantadas, as luzes da Cidade Eterna.
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Gabarito: alternativa A

Predicado verbo-nominal é aquele que tem dois núcleos de sentido: um verbo (indicando ação) e um predicativo (adjetivo ligado ao sujeito ou ao objeto, indicando estado/qualidade). Em B, C e D, 'encantadas' é um adjetivo que funciona como predicativo do sujeito 'elas', formando predicado verbo-nominal junto com o verbo 'admiravam' (a posição de 'encantadas' na frase - intercalada, deslocada ou no fim - não muda sua função sintática de predicativo). Já em A, 'encantadas' aparece antes de 'luzes', funcionando como adjetivo que modifica diretamente o substantivo 'luzes' (são as luzes que estão encantadas, não elas/o sujeito) - ou seja, é um simples adjunto adnominal dentro do objeto direto. Por isso, em A o predicado é apenas verbal, com um único núcleo de sentido no verbo 'admiravam', não havendo predicativo do sujeito.

Questão 24

CFS 2
Leia: No romance Dom Casmurro, Machado de Assis veicula, a seu modo, por meio de seus personagens um dos explorados motivos da prosa literária – o triângulo amoroso. É, entretanto, pela fala do personagem-narrador que conhecemos os fatos, e é pelo filtro de sua visão que formamos o perfil psicológico de cada uma das personagens. (Cereja, Magalhães). A respeito da pontuação presente ao texto acima, é correto afirmar que
  1. A)
    o aposto o triângulo amoroso só pode ser pontuado com o uso de travessão.
  2. B)
    os adjuntos adverbiais por meio de seus personagens, pela fala do personagem-narrador e pelo filtro de sua visão poderiam receber vírgulas de intercalação.
  3. C)
    os adjuntos adverbiais No romance Dom Casmurro e a seu modo estão corretamente pontuados; há vírgulas de anteposição e intercalação respectivamente.
  4. D)
    o uso de vírgula junto à conjunção adversativa entretanto não seria possível se, no período, não houvesse a expressão expletiva é que: “É, entretanto, pela fala do personagem- narrador que conhecemos os fatos...”.
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Gabarito: alternativa C

A vírgula depois de 'No romance Dom Casmurro' separa um adjunto adverbial que foi antecipado (colocado antes do verbo/sujeito) — isso é vírgula de anteposição, usada porque a ordem normal da frase foi invertida para dar destaque a esse termo. Já a vírgula depois de 'a seu modo' marca outro adjunto adverbial, mas este está no meio da frase, entre o sujeito e o verbo/complemento — por isso é vírgula de intercalação, que isola o termo deslocado dentro do período. A alternativa C está certa porque nomeia corretamente essas duas funções: anteposição para o termo que abre a frase e intercalação para o termo que corta a estrutura no meio. A alternativa A erra porque 'o triângulo amoroso' não é aposto isolado por travessão obrigatório, pois vírgulas também servem. A B erra porque nem todo adjunto adverbial intercalado pede vírgula — 'por meio de seus personagens' está em posição normal, sem quebra na estrutura, não sendo intercalação. A D erra porque a vírgula com 'entretanto' é regra geral de isolamento de conjunções adversativas deslocadas, independente de haver expressão expletiva como 'é que'.

Inglês — EEAR 2018

Texto de referência — The Pilot Fatigue Problem

1For years, pilot fatigue has been a real issue. Airline pilots, as well as cargo, corporate and charter pilots can all face fatigue while on the job. While pilot fatigue can be common and overlooked, it poses a very troubling threat to 5aviation safety and should be taken seriously.

Pilot fatigue has been a real problem since the beginning of air travel. Charles Lindbergh fought to stay awake on his record-breaking 33.5-hour transatlantic flight from New York to Paris on the Spirit of St. Louis. Long-haul pilots 10have reported falling asleep at the controls. Cargo pilots that fly at night face fatigue from challenging the body's natural internal clock.

The Lindbergh flight provides a great example for the real issue today that fatigue is an acceptable risk and one 15that isn't given enough credit. Lindbergh flew from New York to Paris without falling asleep. Similarly, pilots today get away with flying tired all the time. If you ask an average pilot how much sleep he got the night before a flight, it's probably on a par with the average American, 20which is about six and a half hours.

This might be an acceptable amount of sleep if you have a desk job.

(Source: www.thebalance.com/the-pilot-fatigue-problem)

Questão 25

CFS 1
Write (T) for the true statements and (F) for the false statements. ( ) Pilot fatigue is affecting only charter pilots. ( ) The Lindbergh flight shows that fatigue poses no risk for aviation. ( ) If pilots sleep about six and a half hours before a flight. He won’t face operational risks. ( ) There are accounts that pilots have falled asleep at the controls due to very long commute. Choose the alternative that correspond to the right order.
  1. A)
    T – F – T – F
  2. B)
    F – T – T – F
  3. C)
    F – F – F – T
  4. D)
    T – F – F – T
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Gabarito: alternativa C

A questão pede pra julgar cada frase como Verdadeira (T) ou Falsa (F) com base no texto. A ordem correta é F-F-F-T (alternativa C). A 1ª é falsa porque o texto diz que fadiga afeta pilotos de linha aérea, carga, corporativos E charter, não só charter. A 2ª é falsa porque o texto usa o voo de Lindbergh justamente pra mostrar que a fadiga é um risco subestimado, não que não há risco. A 3ª é falsa porque o texto diz que 6h30 de sono pode ser aceitável pra um trabalho de escritório, mas não afirma que isso elimina riscos operacionais para pilotos — pelo contrário, o texto trata isso como parte do problema. A 4ª é verdadeira porque o texto afirma que pilotos de voos longos relataram cair no sono nos controles ('Long-haul pilots have reported falling asleep at the controls'), confirmando o relato de adormecer durante o voo.

Questão 26

CFS 1
“on a par with”, (line 19), in bold type, means
  1. A)
    at the same level.
  2. B)
    at the same local.
  3. C)
    at different points.
  4. D)
    at different standards.
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Gabarito: alternativa A

A expressão 'on a par with' significa 'no mesmo nível de' ou 'equivalente a', ou seja, duas coisas comparadas estão em condição de igualdade. Por isso a alternativa A (at the same level) está correta: ela traduz exatamente esse sentido de igualdade/equivalência. A alternativa B erra porque troca 'nível' por 'local', mudando o sentido para posição física, não qualidade ou grau. A alternativa C está errada porque 'diferentes pontos' contradiz a ideia de igualdade que a expressão transmite. A alternativa D também contradiz o sentido original, pois 'diferentes padrões' é o oposto de estar no mesmo nível.

Questão 27

CFS 1
Read the sentences and decide if they are Active (A) or Passive (P). ( ) Magazines are sold at newsstands everywhere. ( ) Many readers subscribe to the magazine. ( ) A large type edition is also printed. ( ) They also recorded it. Choose the alternative that corresponds to the right order.
  1. A)
    A – A – P – A
  2. B)
    P – A – P – A
  3. C)
    P – P – A – P
  4. D)
    P – A – P – P
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Gabarito: alternativa B

A ordem correta é P – A – P – A. 1) 'Magazines are sold at newsstands' é passiva: sujeito (magazines) recebe a ação de vender, com 'are sold' (verbo to be + particípio) e sem sujeito ativo declarado. 2) 'Many readers subscribe to the magazine' é ativa: o sujeito (readers) pratica a ação diretamente, verbo 'subscribe' na forma simples. 3) 'A large type edition is also printed' é passiva: sujeito (edition) recebe a ação, com 'is printed' (to be + particípio). 4) 'They also recorded it' é ativa: sujeito (they) pratica a ação com verbo no passado simples 'recorded', sem estrutura de to be + particípio. Os distratores erram porque trocam a ordem ou classificam mal alguma frase — por exemplo, confundem 'is printed' (passiva) com ativa, ou não percebem que 'subscribe' e 'recorded' são vozes ativas comuns.
Texto de referência — Twenty-First Century Birdwatching

1Our ancestors could spot natural predators from far by their silhouettes. Are we equally aware of the predators in the present-day? Drones are remote-controlled planes that can be used for anything from surveillance, to rescue operations and 5scientific research. Most drones are used today by military powers for remote-controlled surveillance and attack, and their numbers are growing. The Federal Aviation Administration (FAA) predicted in 2012 that within 20 years there could be as many as 30.000 drones flying over U.S. Soil 10alone. As robotic birds will become commonplace in the near future, we should be prepared to identify them.

(Adapted from https://medium.com/looking-up/21st-century-birdwatching)

Questão 28

CFS 1
According to the text, the number of drones used by military powers is
  1. A)
    increasing in terms of surveillance and attack.
  2. B)
    preventing remote – controlled surveillance.
  3. C)
    continuing the same as in 2012.
  4. D)
    decreasing in terms of attack.
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que 'most drones are used today by military powers for remote-controlled surveillance and attack, and their numbers are growing' — ou seja, o número de drones militares está crescendo (increasing) tanto em vigilância quanto em ataque. Isso corresponde exatamente à alternativa A. A alternativa B está errada porque o texto fala em promover, não impedir, a vigilância remota. A C está errada porque o texto mostra crescimento, não estabilidade em relação a 2012 (que é apenas uma previsão citada). A D está errada porque não há menção a diminuição nos ataques; pelo contrário, o texto indica aumento.

Questão 29

CFS 1
“Their”, (line 7), underlined in the text, refers to
  1. A)
    powers.
  2. B)
    drones.
  3. C)
    numbers.
  4. D)
    surveillance and attack.
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Gabarito: alternativa B

'Their' é um pronome possessivo e sempre substitui um substantivo no plural mencionado antes no texto. Na linha 7, o pronome está se referindo de volta a 'drones', que é o substantivo plural mais próximo e logicamente compatível — o texto fala sobre características ou capacidades dos drones, então 'their' = 'dos drones'. Para descobrir a quem um pronome se refere, o truque é substituir a palavra na frase e ver se o sentido continua coerente: 'their surveillance and attack capabilities' faz sentido como 'as capacidades de vigilância e ataque dos drones'. 'Powers' e 'numbers' não aparecem como o núcleo do assunto sendo descrito naquele trecho, e 'surveillance and attack' é uma característica dos drones, não o dono do 'their' — por isso essas alternativas erram o alvo. Logo, a resposta correta é B.
Texto de referência — Twenty-First Century Birdwatching

1Our ancestors could spot natural predators from far by their silhouettes. Are we equally aware of the predators in the present-day? Drones are remote-controlled planes that can be used for anything from surveillance, to rescue operations and 5scientific research. Most drones are used today by military powers for remote-controlled surveillance and attack, and their numbers are growing. The Federal Aviation Administration (FAA) predicted in 2012 that within 20 years there could be as many as 30.000 drones flying over U.S. Soil 10alone. As robotic birds will become commonplace in the near future, we should be prepared to identify them.

(Adapted from https://medium.com/looking-up/21st-century-birdwatching)

Questão 30

CFS 1
In the text, all the nouns bellow refer to drones, except:
  1. A)
    predators (line 2)
  2. B)
    ancestors (line 1)
  3. C)
    robotic birds (line 10)
  4. D)
    remote-controlled planes (line 3)
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Gabarito: alternativa B

A questão pede o substantivo que NÃO se refere a drones no texto. 'Ancestors' (linha 1) significa 'ancestrais/antepassados' e é usado no texto para falar dos nossos antepassados que sabiam identificar predadores pela silhueta — não tem nada a ver com drones. Já 'predators' (A) é usado como comparação, pois o texto sugere que os drones são os novos 'predadores' que devemos identificar; 'robotic birds' (C) é uma forma direta de se referir aos drones, comparando-os a pássaros robóticos; e 'remote-controlled planes' (D) é literalmente a definição de drone dada no texto ('Drones are remote-controlled planes...'). Por isso, a única alternativa que foge do campo semântico de 'drone' é B.
Texto de referência — Human's Best Friend

1We know that dogs are human's best friends. They love us and we love them. However, we're not so sure where they came from. Many scientists think they came from wolves 15,000 years ago. Although wolves are wild and 5dogs are tame, they're still a lot alike. Both wag their tails when happy and put their tails between their legs when scared.

Dogs are easy to educate. Well-educated dogs are sometimes used as watchdogs. A watchdog can stop a 10creature that is five to six times bigger. It is interesting, though, that these dogs, which can become terrifyingly wild in times of danger, pose no harm to their owners. In the face of a threat, they put their lives in danger to save their owners.

(Adapted from http://www.grammarbank.com)

Questão 31

CFS 1
Choose the correct alternative to have the passive voice from the sentence, in bold type, in the text. Their lives _______ in danger to save their owners.
  1. A)
    is put
  2. B)
    are put
  3. C)
    was put
  4. D)
    were put a 6
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Gabarito: alternativa B

A voz passiva se forma com o verbo 'to be' + particípio passado. Aqui o sujeito 'their lives' é plural, então o verbo 'to be' precisa concordar no plural. Como o texto descreve uma ação geral/habitual (o que os cães fazem quando há perigo), usa-se o presente simples, então a forma correta de 'to be' é 'are'. Por isso: 'are put'. A) 'is put' está errado porque 'is' é singular e 'their lives' é plural. C) 'was put' e D) 'were put' estão no passado, mas o texto fala de um comportamento atual/geral dos cães, não de um evento passado específico.

Questão 32

CFS 1
Write (T) for the True statements and (F) for the False statements, according to the text. ( ) Dogs and wolves present features that make many scientists think that dogs came from wolves. ( ) Although dogs are human’s best friends. People don’t know their origin, exactly. ( ) Watchdogs can put their owners in danger in times of threatening. ( ) Well-educated dogs when in danger are always tame. Choose the alternative that corresponds to the correct order.
  1. A)
    T – F – T – F
  2. B)
    T – T – T – F
  3. C)
    T – T – F – F
  4. D)
    T – F – F – T
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Gabarito: alternativa C

A afirmação 1 é V: o texto diz que muitos cientistas acham que cães vieram de lobos porque eles são parecidos (abanam o rabo quando felizes, colocam o rabo entre as pernas quando assustados). A afirmação 2 é V: mesmo sendo os melhores amigos do homem, o texto diz claramente 'we're not so sure where they came from', ou seja, as pessoas não sabem exatamente a origem dos cães. A afirmação 3 é F: o texto diz o oposto, que os watchdogs 'pose no harm to their owners' (não fazem mal aos donos) mesmo ficando selvagens em momentos de perigo. A afirmação 4 é F: o texto diz que esses cães 'podem se tornar terrivelmente selvagens' (terrifyingly wild) em momentos de perigo, ou seja, não ficam sempre mansos (tame). Por isso a ordem correta é V-V-F-F, alternativa C.
Texto de referência

1 Pilates is a unique combination of ____, ____ and ____.

It improves circulation and body alignment. It engages the powerhouse of the lower abs, hips and lower back in almost every movement. Throughout the workout, practitioners try 5 to stay united from shoulder to shoulder and hip to hip, making sure the neck and limbs are used in long, graceful movements.

(Adapted fromhttp://www.grammarbank.com/paragraphs-fitness)

Questão 33

CFS 1
Fill in the blanks with the correct alternative, respectively:
  1. A)
    stretching – strengthening – breathing
  2. B)
    stretched – strengthened – breathed
  3. C)
    stretches – strengthens – breathes
  4. D)
    stretch – strengthen – breathe
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Gabarito: alternativa A

A frase pede três substantivos (gerúndios) paralelos porque completam 'a unique combination of ___, ___ and ___', descrevendo o Pilates como uma combinação de atividades/técnicas: stretching (alongamento), strengthening (fortalecimento) e breathing (respiração). Gerúndio funciona como substantivo aqui, igual em 'a combination of running, jumping and swimming'. As alternativas B e C usam formas verbais conjugadas (passado e presente do indicativo), que não fazem sentido depois de 'combination of', pois essa expressão exige substantivos, não verbos flexionados por tempo/pessoa. A alternativa D usa o verbo no infinitivo sem 'to' (base form), que também não pode seguir 'combination of'. Por isso, só a forma -ing (gerúndio) encaixa gramaticalmente nas três lacunas, tornando A a resposta correta.

Questão 34

CFS 1
“workout”, (line 4), in bold type in the text, means
  1. A)
    a period people rest.
  2. B)
    a period of mental exercise.
  3. C)
    a period of physical exercise.
  4. D)
    a period people spend repairing things at work.
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Gabarito: alternativa C

A palavra 'workout' significa 'um período de exercício físico', ou seja, treino. É formada por 'work' (trabalhar) + 'out', usada em inglês para se referir a sessões de exercício físico, como malhar na academia ou praticar esportes. Por isso a alternativa C está correta. A alternativa A está errada porque 'workout' é o oposto de descanso, é atividade, não repouso. A alternativa B está errada porque o exercício é físico, não mental (isso seria algo como 'brain training' ou 'mental exercise'). A alternativa D está errada porque não tem relação com consertar coisas no trabalho; essa é uma armadilha que usa a palavra 'work' fora do contexto correto.
Texto de referência

1 Your parents tell you to wear sunscreen when you're outside in the summer. And they are certainly right.

Sunscreen protects your skin from ultraviolet light rays. Too much ultraviolet is bad for your skin. If you spend a long 5 time outside without any sunscreen on, you ____ a sunburn because of the ultraviolet rays.

(Adapted from http://www.grammarbank.com)

Questão 36

CFS 1
Choose the alternative to have the text completed correctly.
  1. A)
    would have got
  2. B)
    might have got
  3. C)
    might get
  4. D)
    would get
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Gabarito: alternativa C

A frase descreve uma condição hipotética/possível no presente ou futuro: 'se você ficar exposto ao sol sem protetor solar, você PODE pegar uma queimadura'. Em inglês, orações condicionais do tipo 1 (condição real/possível) usam 'if + presente simples' na oração condicional (aqui 'if you spend') e no resultado usa-se um modal como 'will', 'may' ou 'might' + verbo no infinitivo sem 'to'. 'Might get' expressa possibilidade (não certeza) de o resultado acontecer, o que combina com o sentido do texto. Por isso a resposta certa é C, 'might get'. A) e B) ('would have got' e 'might have got') estão erradas porque usam a forma de passado/perfeito (have + particípio), própria de condicionais tipo 3, que fala de situações hipotéticas passadas e não combina com 'if you spend' no presente. D) 'would get' usaria condicional tipo 2, que expressa uma situação hipotética/improvável, dando um tom de certeza forte no resultado incompatível com o sentido de possibilidade do texto, que pede o modal 'might'.
Texto de referência

The first man drew a small circle in the sand and told the second man, “This is what you know”, and drawing a circle around the small one, “This is what I know”. The second man took the stick and drew an immense ring around both circles: “This is where both of us know nothing”.

(Adapted from Carl Sandburg (1878-1967), american poet)

Questão 37

CFS 1
According to the passage The first man declared that he had more ____ than the second man.
  1. A)
    knowledge
  2. B)
    wisdom
  3. C)
    circles
  4. D)
    rings
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que o primeiro homem desenhou um círculo pequeno dizendo 'isto é o que você sabe' e depois um círculo maior ao redor dizendo 'isto é o que eu sei'. Ou seja, ele está afirmando que possui mais 'knowledge' (conhecimento) do que o segundo homem, já que seu círculo de saber é maior. A alternativa B (wisdom/sabedoria) está errada porque é justamente o segundo homem quem demonstra sabedoria, ao mostrar que ambos ignoram muito mais do que sabem — sabedoria não é o que o primeiro homem alega ter. C (circles) e D (rings) estão erradas porque são apenas os elementos visuais usados na metáfora (o desenho em si), não o conceito abstrato que a frase pede para completar.

Questão 38

CFS 1
The first man thought the second man knew __________.
  1. A)
    more than he did
  2. B)
    very much
  3. C)
    very little
  4. D)
    nothing
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Gabarito: alternativa C

A frase diz que o primeiro homem desenhou um círculo pequeno e falou 'isto é o que você sabe' — ou seja, ele representou o conhecimento do segundo homem com um círculo BEM PEQUENO, menor até que o dele próprio. Isso mostra que o primeiro homem achava que o segundo homem sabia muito pouco ('very little'), por isso a alternativa C está correta. A opção A (mais do que ele) está errada porque o círculo do segundo homem era menor, não maior. A opção B (muito) contradiz o tamanho pequeno do círculo. A opção D (nada) é exagerada, pois um círculo pequeno ainda representa algum conhecimento, só que pouco — não ausência total.

Questão 39

CFS 1
the word “one” in bold type refers to ________.
  1. A)
    First man
  2. B)
    Second man
  3. C)
    circle
  4. D)
    sand
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Gabarito: alternativa C

O pronome 'one' substitui um substantivo já mencionado para evitar repetição. No texto, o segundo homem desenha um círculo grande 'around both circles' (ao redor de ambos os círculos) — ou seja, ele está se referindo aos círculos desenhados anteriormente. 'Both' já indica que há dois elementos do mesmo tipo sendo mencionados, e esse tipo é 'circle' (círculo), que foi citado antes como 'a small circle' e 'this is what I know' (o círculo maior). Por isso, 'one' substitui a palavra 'circle', mantendo a referência aos desenhos feitos na areia. As alternativas A e B (primeiro/segundo homem) erram porque 'one' não se refere a pessoas, e sim a objetos (os círculos desenhados); a alternativa D (sand/areia) erra porque a areia é apenas a superfície onde os círculos foram desenhados, não o que está sendo contado ou repetido no texto.

Questão 40

CFS 1
According to the extract, what is the alternative that contains the right explanation about the gerund in bold type? “Swimming is an amazing exercise. It’s healthy, fun, relaxing and a low-impact sport. I know this from personal experience. Last year while I was jogging I injured my left knee. I don’t go jogging anymore, now I’m considering joining a swimming competition.” The gerund is:
  1. A)
    The direct object of the sentence.
  2. B)
    The progressive form of the verb.
  3. C)
    The indirect object of the verb.
  4. D)
    The subject of the sentence. a 7
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Gabarito: alternativa D

O gerúndio em destaque é 'swimming' na frase 'Swimming is an amazing exercise'. Aqui, 'swimming' funciona como um substantivo que pratica a ação de ser 'is' (o verbo da frase) — ou seja, ele é quem recebe a qualidade de 'amazing exercise'. Isso é exatamente a função de sujeito: o gerúndio inicia a oração e concorda com o verbo 'is' (terceira pessoa do singular), respondendo à pergunta 'o que é incrível?' → 'nadar' (swimming). Por isso a alternativa D está correta: o gerúndio é o sujeito da frase. A alternativa A está errada porque objeto direto viria depois do verbo, recebendo a ação, e não antes dele. A B está errada porque 'progressive form' (forma progressiva) exigiria um verbo auxiliar como 'is/am/are' + gerúndio formando um tempo verbal (ex: 'I am swimming'), o que não é o caso aqui, já que 'swimming' sozinho não forma um tempo verbal. A C está errada porque objeto indireto se refere a quem recebe algo indiretamente, geralmente uma pessoa, o que não se aplica a essa estrutura.

Questão 41

CFS 1
Read the text and choose the correct alternative. In the film “The accountant”, a man on the autism spectrum is a number cruncher by day, while involving himself in seedier activities at night. This scene occurs in a conference room after the lead character, Christian (Ben Affleck), is hired to review a company’s financial records. He spends an entire night writing out figures, using whiteboards and eventually the room’s glass walls. For the scene, Mr. O’Connor wanted to take the audience inside the mind of the character. During an interview, he explained how he used a real forensic accountant to get the numbers right and also a creative approach to covering walls with tidy handwriting. www.nytimes.com/2016/12/21/movies
  1. A)
    the director, Mr. O’Connor, wanted to show the viewer what goes on in the head of the character.
  2. B)
    the director. Mr. O’Connor, put the audience inside the mind of a real forensic accountant.
  3. C)
    the main character, Christian, spends the night studying for presentation work.
  4. D)
    the main character, Christian, suffers from panic disorder.
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que Mr. O'Connor (o diretor) queria 'take the audience inside the mind of the character' e usou uma abordagem criativa para mostrar como Christian pensa (escrevendo números nas paredes de vidro). Isso é exatamente o que a alternativa A descreve: 'the director wanted to show the viewer what goes on in the head of the character' — é uma reescrita (paráfrase) da frase original do texto. A alternativa B erra o sujeito: quem entra na mente é o público (audience), não o contador forense real — o contador real só ajudou a conferir os números. A alternativa C está errada porque Christian não está estudando para uma apresentação, ele está analisando registros financeiros da empresa. A alternativa D inventa uma informação que não está no texto (transtorno de pânico) — o texto menciona autismo, não pânico.

Questão 44

CFS 1
“call for”, in bold type in the text, means
  1. A)
    demand
  2. B)
    cancel
  3. C)
    phone
  4. D)
    visit
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Gabarito: alternativa A

'Call for' é um phrasal verb que significa 'exigir', 'requerer' ou 'pedir com urgência' algo — por isso a tradução correta é 'demand'. Por exemplo, 'the situation calls for immediate action' quer dizer que a situação exige/requer ação imediata. As outras opções são erradas porque confundem 'call' isolado com seus outros sentidos: 'cancel' (B) seria 'call off', não 'call for'; 'phone' (C) seria apenas 'call' sozinho, sem o 'for'; e 'visit' (D) seria 'call on' (visitar alguém), não 'call for'. A presença da preposição 'for' muda completamente o sentido do verbo 'call', transformando-o em 'demandar/requerer'.

Questão 46

CFS 1
Complete the sentence with the correct response. Frida Kahlo, a master ____the art of surrealism, is _____ icon of Mexican popular culture.
  1. A)
    from – the
  2. B)
    to – the
  3. C)
    by – an
  4. D)
    of – an
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Gabarito: alternativa D

A estrutura certa é 'a master OF the art' (mestre DE algo) e 'AN icon' (artigo indefinido antes de som de vogal, já que 'icon' começa com o som 'ai'). 'Master of' é a preposição fixa usada para indicar domínio ou perícia em algo — dizemos 'master of surrealism', não 'master to/by/from surrealism'. Já 'icon' começa com som vocálico, então o artigo correto é 'an', não 'the' ou nenhum artigo. As opções A (from), B (to) e C (by) erram a preposição — nenhuma delas combina com 'master' nesse sentido; e mesmo a opção C, que acerta o artigo 'an', erra a preposição 'by'. Por isso a combinação 'of – an' da alternativa D é a única gramaticalmente correta.

Questão 47

CFS 1
Write (T) for true and (F) for false according to the explanation of the tenses in parenthesis. ( ) When you are looking back from a point in past time, and you are concerned with the effects of something which happened at an earlier time in the past. (Past perfect ) ( ) When you are concerned with the present effects of something which happened at an indefinite time in the past. (past perfect continuous) ( ) When you are talking about something which continued to happen before and after a particular time. (past continuous) Choose the alternative that corresponds to the right order.
  1. A)
    T – F – F
  2. B)
    T – F – T
  3. C)
    F – T – F
  4. D)
    F – F – T
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Gabarito: alternativa B

A frase (I) descreve o Past Perfect: usada quando você está olhando para trás a partir de um ponto no passado e se importa com os efeitos de algo que aconteceu antes desse ponto (ex: 'She had already left when I arrived') — isso é Verdadeiro. A frase (II) descreve o Past Perfect Continuous, mas a definição dada ('efeito presente de algo que aconteceu em tempo indefinido no passado') na verdade descreve o Present Perfect, não o Past Perfect Continuous — por isso é Falso. A frase (III) descreve exatamente o Past Continuous: usado para falar de algo que continuava acontecendo antes e depois de um momento específico (ex: 'I was studying when she called') — isso é Verdadeiro. Assim, a ordem correta é T-F-T, ou seja, a alternativa B.

Questão 48

CFS 1
Fill in the blank with the correct pronoun. “An archeologist is a man_____ work is the study of ancient things.”
  1. A)
    whose
  2. B)
    which
  3. C)
    how
  4. D)
    who a 8
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Gabarito: alternativa A

A frase diz: 'Um arqueólogo é um homem ___ trabalho é o estudo de coisas antigas' (cujo trabalho é...). Aqui é preciso um pronome que mostre posse - o trabalho pertence ao arqueólogo. Em inglês, esse pronome possessivo é 'whose', equivalente a 'cujo/cuja' em português. A estrutura 'a man whose work is...' liga a pessoa (man) à coisa que pertence a ela (work). As outras opções erram porque: 'which' (B) é usado para objetos/coisas, não para pessoas; 'how' (C) indica modo ('como'), não tem função de conectar sujeito e posse; 'who' (D) é pronome relativo de sujeito ('que'), usado quando a pessoa é quem pratica a ação diretamente (ex: 'a man who works...'), mas aqui a frase precisa indicar posse do substantivo 'work', função exclusiva de 'whose'.
Texto de referência — Brazil takes on the European Refugee Crisis

1In 2016 significantly less refugees _____in Europe than the year before. The Organization for Migration and the EU border agencyFrontex have reported a notable decline in the number of migrants arriving on Europe’s shores by nearly 5two-thirds. These numbers, however, are by no means an indication of improvement in the international situation of refugees.

It’s evident that something has to change in the international mindset to bring an end to the enduring human 10rights violations concerning millions of people. Surprisingly, a potential wind of change has come from Brazil, a country facing a deep economic and political crisis.

Brazil is one of the biggest recipients of refugees in Latin America. In 2013 they introduced a humanitarian visa 15program for Syrians, processing 8.450 humanitarian visas on basis of which more than 2.000 Syrian refugees have already settled in Brazil. Brazil has several reasons to pursue a recipient immigration policy. Receiving immigrants from all over the world helps to boost the country’s international 20reputation and to turn around its negative image regarding a high crime rate and an even higher external debt. Immigrants in Brazil also seem to be perceived as less as a (financial) burden than in many European countries.

Fonte: www.dailymail.com.uk GLOSSARY mindset – atitudes das pessoas enduring – resistente, duradoura financial burden – carga financeira

Questão 25

CFS 2
Choose the best verbal form to have the text completed correctly:
  1. A)
    arrived
  2. B)
    had arrived
  3. C)
    have arrived
  4. D)
    have been arriving
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Gabarito: alternativa A

O texto fala de um relatório publicado em 2016 comparando com 'the year before' (2015), ou seja, descreve uma ação pontual e concluída no passado: 'significantly less refugees arrived in Europe' (chegaram menos refugiados). Como há uma referência clara de tempo passado (2016 vs. o ano anterior), usa-se o Simple Past (arrived), que expressa uma ação terminada em um momento específico do passado. B (had arrived - Past Perfect) exigiria outra ação passada posterior como referência, o que não existe no texto. C (have arrived - Present Perfect) não combina com marcadores de tempo específicos do passado como 'in 2016'. D (have been arriving - Present Perfect Continuous) sugere uma ação contínua até o presente, mas o texto compara dois períodos passados encerrados, não uma ação em andamento.

Questão 26

CFS 2
According to the text, we can say that
  1. A)
    just Syrians refugees are settled in Brazil.
  2. B)
    Brazil has supported many Syrian refugees.
  3. C)
    Brazil has no interest in humanitarian programs.
  4. D)
    due to the huge crisis, Brazil has refused foreigners.
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Gabarito: alternativa B

O texto diz que o Brasil introduziu um programa de vistos humanitários para sírios em 2013, processou 8.450 vistos e já recebeu mais de 2.000 refugiados sírios instalados no país. Isso mostra claramente que 'Brazil has supported many Syrian refugees', confirmando a alternativa B. A alternativa A está errada porque o texto não diz que SOMENTE sírios foram acolhidos, apenas que eles são um exemplo citado. A C está errada porque o texto mostra o oposto: o Brasil tem grande interesse em programas humanitários, inclusive para melhorar sua imagem internacional. A D também contraria o texto, já que o Brasil, mesmo em crise, tem uma política de recepção de imigrantes, não de recusa.

Questão 27

CFS 2
As used in (line 5), ‘however’ is closest in meaning to
  1. A)
    besides.
  2. B)
    although.
  3. C)
    moreover.
  4. D)
    in addition.
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Gabarito: alternativa B

Aqui 'however' está ligando duas ideias que se contrapõem: a frase anterior diz que o número de refugiados chegando à Europa caiu bastante, mas a frase com 'however' avisa que isso NÃO significa que a situação dos refugiados melhorou. Ou seja, 'however' introduz um contraste/ressalva, exatamente a função de 'although' (embora/apesar de). Por isso a B está certa. As opções A (besides = além disso), C (moreover = além disso, ademais) e D (in addition = adicionalmente) têm sentido de ADIÇÃO/reforço de ideia, não de contraste — elas somariam informação em vez de contradizer a frase anterior, o que não encaixa no contexto.
Texto de referência

Inside Lilium, The World’s First Vertical Takeoff And Landing Private Jet 1Wonder what’s in store for the future of private jet flying?

Here’s a glimpse. A start-up company – hosted in a European Space Agency (ESA) business incubator center in Bavaria – released an idea for an egg-shaped two-seater plane called 5Lilium that’s currently in the works. With a top speed of 250 mph and a range of 300 miles, the plane can travel roughly between Munich and Berlin in about 90 minutes. And according to the ESA, if testing succeeds, this _____ the world’s first vertical takeoff and landing private jet.

10The project came about when Daniel Wiegand – one of the four founders of Lilium – wanted to realize flying for the masses in a fast, inexpensive, efficient and eco-friendly way.

‘Our goal is to develop an aircraft that doesn’t need the complex and expensive infrastructure of an airport, can be 15used close to urban areas, and doesn’t produce too much noise and pollution,’ he said. So to produce this new class of airplanes that could take off and land vertically anywhere with a surface area of 250 square feet by 2018, Wiegand and his team in Germany came up with a design using electric 20engines and incorporated movable fan turbines.

Fonte: www.forbes.com GLOSSARY glimpse – uma ideia para entender melhor algo

Questão 30

CFS 2
Choose the best verbal form to have the text completed correctly:
  1. A)
    is
  2. B)
    was
  3. C)
    will be
  4. D)
    would be
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Gabarito: alternativa C

A frase fala de um plano futuro que depende de um teste ainda não realizado: 'according to the ESA, if testing succeeds, this _____ the world's first...'. Isso é uma oração condicional do tipo 1 (real/provável): 'if + presente simples' na oração condicional (if testing succeeds) pede 'will + verbo' na oração principal, indicando uma previsão sobre o futuro que pode se concretizar. Por isso a resposta certa é C, will be. A) is está no presente e não expressa a ideia de resultado futuro condicionado ao teste. B) was está no passado, incompatível com um evento que ainda vai acontecer. D) would be é usado em condicionais hipotéticas/irreais (tipo 2, com 'if' no passado), o que não é o caso aqui, já que 'if testing succeeds' está no presente simples.

Questão 31

CFS 2
According to the text, Lilium
  1. A)
    is a European Space Agency business incubator center.
  2. B)
    is a helicopter with a vertical takeoff and landing system.
  3. C)
    is an electric jet with lower cost for short range journeys.
  4. D)
    is an unmanned aircraft which is affordable for the masses.
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Gabarito: alternativa C

O texto diz que Lilium usa 'electric engines' (motores elétricos), tem alcance curto (300 milhas / cerca de 90 minutos entre Munique e Berlim) e o objetivo do criador é ser 'inexpensive' (barato), evitando a infraestrutura cara de aeroportos. Isso bate exatamente com a alternativa C: 'is an electric jet with lower cost for short range journeys' (é um jato elétrico de menor custo para viagens de curta distância). A alternativa A está errada porque Lilium não é o centro da ESA, apenas foi desenvolvida dentro dele. A B está errada porque o texto fala em avião (plane/jet), não helicóptero. A D está errada porque não há menção de que a aeronave seja 'unmanned' (sem piloto) — ela é descrita como 'two-seater' (dois assentos), ou seja, tem espaço para pessoas a bordo.

Questão 32

CFS 2
Write (T) for true statements and (F) for false statements and choose the alternative that corresponds to the right order. ( ) The noise created by Lilium is too loud. ( ) Lilium will be a sustainable form of air transportation. ( ) Lilium has fan engines and an innovative technology to cut pollution. ( ) A European Space Agency designed an amazing aircraft with space for more than two people to sit.
  1. A)
    F – F – T – T
  2. B)
    T – F – F – T
  3. C)
    T – T – T – F
  4. D)
    F – T – F – F
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Gabarito: alternativa D

O texto diz que Lilium é 'egg-shaped two-seater' (formato de ovo, dois lugares) e foi criado por uma startup hospedada num centro de incubação da ESA, não desenhado pela própria ESA — então a 4ª afirmação é falsa (F). A 1ª é falsa porque o texto diz que o avião 'doesn't produce too much noise' (não produz muito ruído). A 2ª é verdadeira (T) porque o objetivo é ser 'eco-friendly', ou seja, sustentável. A 3ª é falsa (F): o texto menciona 'movable fan turbines' (turbinas de hélice móveis), mas não afirma que isso é uma tecnologia inovadora para cortar poluição — quem cumpre esse papel é o motor elétrico, não as turbinas em si. Assim a ordem correta é F-T-F-F, alternativa D. As demais alternativas erram porque invertem ou trocam pelo menos um desses julgamentos, geralmente confundindo 'sem muito ruído' com 'ruído alto' ou atribuindo o design à ESA em vez da startup.

Questão 33

CFS 2
Choose the alternative in which the prefix ‘in-’was used to form an opposite.
  1. A)
    incubator (line 3)
  2. B)
    inexpensive (line 12)
  3. C)
    incorporated (line 20)
  4. D)
    infrastructure (line 14)
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Gabarito: alternativa B

O prefixo 'in-' forma o contrário de um adjetivo quando é anexado a uma palavra que já existe sozinha com sentido próprio, como em 'expensive' (caro) → 'inexpensive' (barato, não caro). É exatamente o caso da alternativa B: 'inexpensive' (linha 12) é 'expensive' + 'in-', criando o oposto. Nas outras opções, o 'in-' não é um prefixo de negação: em 'incubator' e 'incorporated' o 'in-' faz parte da raiz da palavra (do latim, sem função de oposto), e em 'infrastructure' também é parte da palavra original, não um prefixo que nega o sentido de 'structure'. Por isso, apenas em 'inexpensive' o 'in-' realmente inverte o significado da palavra base, tornando a letra B a resposta correta.

Questão 34

CFS 2
Which word, in bold in the text, means approximately?
  1. A)
    by
  2. B)
    about
  3. C)
    close to
  4. D)
    between
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Gabarito: alternativa B

A palavra 'about' (linha 8: 'this _____ the world's first...') está sendo usada como advérbio que significa 'approximately' (aproximadamente). No texto, 'about 90 minutes' (linha 7) mostra esse mesmo uso: não é exatamente 90 minutos, é uma estimativa aproximada. Por isso a alternativa B está correta: about = approximately. As outras opções erram porque têm sentidos diferentes: 'by' (A) indica prazo ou agente ('by 2018'), 'close to' (C) significa 'perto de' no sentido de proximidade física ou espacial, e 'between' (D) indica posição intermediária entre dois pontos ('between Munich and Berlin'), nenhum deles correspondendo ao sentido de aproximação numérica que 'about' carrega.

Questão 35

CFS 2
As used in (line 5), ‘currently’ can be replaced by
  1. A)
    now.
  2. B)
    finally.
  3. C)
    actually.
  4. D)
    eventually.
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Gabarito: alternativa A

'Currently' significa 'atualmente/no momento presente', e é isso que 'now' (agora) expressa. O texto diz que o avião está sendo desenvolvido nesse exato momento ('currently in the works' = 'atualmente em desenvolvimento'), então trocar por 'now' mantém o mesmo sentido de algo que está acontecendo no presente. As outras opções mudam o sentido: 'finally' (finalmente) indica conclusão de um processo, 'actually' (na verdade) serve para corrigir ou contrastar uma informação, e 'eventually' (eventualmente/com o tempo) indica algo que vai acontecer no futuro após um período — nenhuma delas expressa a ideia de 'neste momento'.
Texto de referência — To be or not to be

Every one knows that ‘To be or Not to be, that is the question’ comes from Hamlet, but when someone says ‘Neither a borrower nor a lender be’, they are probably unaware that they also quoting from the same play.

Innovations/ Thompson

Questão 36

CFS 2
The quotation, in bold in the extract, means
  1. A)
    If you borrow something, you must refuse to give it back.
  2. B)
    If you are not a borrower, you can’t be a lender.
  3. C)
    Don’t be a lender or a borrower.
  4. D)
    It’s better to borrow than save. a 7
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Gabarito: alternativa C

A expressão 'Neither a borrower nor a lender be' é um imperativo de Shakespeare. 'Neither...nor' significa 'nem...nem', então a frase diz: não seja nem tomador de empréstimo (borrower) nem quem empresta (lender) — ou seja, 'Don't be a lender or a borrower', que é exatamente a alternativa C. É um conselho para evitar dívidas e empréstimos, em qualquer direção. A é errada porque fala em não devolver o que pegou emprestado, o que não está na frase. B inverte a lógica, criando uma relação de causa que o texto não afirma. D fala sobre poupar, tema que não aparece na citação.

Questão 37

CFS 2
‘headed’, underlined in the text, means
  1. A)
    turned the head.
  2. B)
    went towards.
  3. C)
    looked.
  4. D)
    pushed.
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Gabarito: alternativa B

'Headed' vem do verbo 'to head', que quando seguido de uma direção (como 'towards', 'for', 'to') significa 'dirigir-se, seguir em direção a' algum lugar. Por isso a alternativa B, 'went towards' (foi em direção a), é a tradução correta: o sujeito da frase estava se movendo rumo a um destino. A alternativa A confunde com o substantivo 'head' (cabeça), mas 'turned the head' seria 'virou a cabeça', outro verbo (to turn). A alternativa C, 'looked' (olhou), é o verbo 'to look', sem relação com deslocamento. A alternativa D, 'pushed' (empurrou), é o verbo 'to push', também sem ligação com a ideia de se dirigir a um lugar. Como 'head' usado com preposição de direção sempre indica movimento, a resposta certa é B.
Texto de referência — The birds and the bees

1 My little boy came in the other day with a really serious look on his face and said, ‘Dad, do you mind if I ask you a question? Where do I come from?’ I’d been dreading this question for ages, but like a good father, I sat him down and 5 gently told him all about the birds and the bees. When I’d finished, he was very quite. He then got up and went, ‘thank you, Dad’ and headed for the door. I said, ‘So what made you ask me?’ and he turned around and said, ‘I just want to know, because Bobby next door says HE comes from Manchester!’

Fonte: Innovations/ Thompson

Questão 38

CFS 2
According to the text, we can infer that
  1. A)
    children are always polemic.
  2. B)
    no adults are prepared to answer some issues.
  3. C)
    after simple questions, it’s better to give simple answers.
  4. D)
    fathers and sons almost always have difficulty in getting along.
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Gabarito: alternativa C

O texto é uma piada: o pai se prepara para dar uma explicação longa e complicada sobre 'de onde vêm os bebês', mas o filho só queria saber por que o amiguinho Bobby dizia que vinha de Manchester — ou seja, uma pergunta simples e literal. O efeito cômico vem justamente do exagero do pai ao responder algo complexo para uma dúvida simples. Por isso a inferência correta é a alternativa C: depois de perguntas simples, o melhor é dar respostas simples — foi exatamente o erro do pai, e é essa lição que o texto sugere. A alternativa A erra porque não há nada no texto que mostre as crianças sendo 'sempre polêmicas', apenas uma cena isolada. A B extrapola: o texto fala de UM pai em UMA situação, não que 'nenhum adulto' esteja preparado para responder questões. A D também é um exagero sem base no texto, que não trata da relação geral entre pais e filhos, mas de um mal-entendido pontual.

Questão 39

CFS 2
In “I’d been dreading this question for ages (...)”, we can infer that
  1. A)
    the father wasn’t expecting that question.
  2. B)
    his father’s words could be perfectly understood.
  3. C)
    the father was well prepared to answer the question.
  4. D)
    the father feared the day his son would ask him questions about sex.
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Gabarito: alternativa D

A expressão 'I'd been dreading this question for ages' significa 'eu vinha temendo essa pergunta há muito tempo'. O verbo 'to dread' quer dizer temer, sentir pavor de algo que vai acontecer, e o uso do past perfect continuous ('had been dreading') mostra que esse medo já vinha se acumulando havia tempo, antes do filho perguntar. Como o contexto é justamente a pergunta 'de onde eu vim?', fica claro que o pai temia o momento de precisar explicar sobre sexo/reprodução ao filho — por isso a alternativa D está correta. A alternativa A está errada porque 'dreading' não indica surpresa, e sim medo antecipado de algo esperado. A B está errada porque não há nada no trecho sobre a clareza da explicação do pai. A C está errada porque 'dreading' (temer) é o oposto de estar bem preparado — é justamente o desconforto de ter que enfrentar o assunto.
Texto de referência

JetBlue ... The crisis? Never heard of it...

1The domestic air transport market in the USA must seem highly unstable to newcomers, including low-cost carriers.

Of the 82 airlines formed in ten years ______ followed deregulation in 1978, only two have survived - America West 5and Mid-west Express. Statistics show that three-quarters of all projects never even get off the ground and that most of the others crash in less than five years.

Paradoxically, Southwest Airlines, the No.1 success story in the US air transport today, was founded before 10deregulation (in 1972), though it did take advantage of it.

Many of those who tried to imitate the Southwest model came to grief. Not JetBlue, ______ just four years after it was formed is continuing to grow at a spectacular rate.

Fonte: Revista Planet Aero-Space GLOSSARY come to grief – falir deregulation – desregulamentação

Questão 40

CFS 2
The best alternative to complete the text is:
  1. A)
    that / how
  2. B)
    when / that
  3. C)
    that / which
  4. D)
    which / when
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Gabarito: alternativa C

A primeira lacuna completa uma oração relativa restritiva sobre 'ten years' (referindo-se a um período de tempo em que ocorreram os 82 lançamentos de companhias aéreas): 'that' funciona bem como pronome relativo para introduzir essa informação essencial, ligando-se ao substantivo anterior. A segunda lacuna vem depois de vírgula ('Not JetBlue, ______ just four years...'), ou seja, é uma oração relativa NÃO restritiva (explicativa, dá informação extra sobre JetBlue). Nesse caso, o pronome relativo correto é 'which', pois 'that' nunca é usado após vírgula em orações explicativas. Por isso a combinação 'that / which' (alternativa C) é a correta. As demais erram porque: (A) 'how' não é pronome relativo para esse contexto; (B) 'when' na primeira lacuna não se encaixa gramaticalmente com a estrutura da frase, e mistura o uso; (D) 'which' na primeira lacuna funciona, mas 'when' na segunda não é apropriado após vírgula para se referir a JetBlue (empresa, não tempo).

Questão 41

CFS 2
According to the text, it’s correct to say that
  1. A)
    just a few airlines have survived the crisis.
  2. B)
    big companies get better results than the others.
  3. C)
    none of the 82 airlines formed in 10 years has failed so far.
  4. D)
    domestic air transport market in the USA is not really vulnerable to newcomers.
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Gabarito: alternativa A

O texto diz que dos 82 companhias aéreas criadas nos 10 anos após a desregulamentação de 1978, apenas duas sobreviveram: America West e Mid-west Express ('only two have survived'). Isso é exatamente o que a alternativa A afirma: 'apenas algumas poucas companhias sobreviveram à crise' (just a few airlines have survived). A alternativa C está errada porque diz o oposto do texto - o texto afirma que a maioria faliu, não que nenhuma faliu. A alternativa D está errada porque o texto começa dizendo que o mercado 'must seem highly unstable to newcomers', ou seja, é sim vulnerável para novas empresas. A alternativa B não tem nenhum suporte no texto, que não compara resultados de empresas grandes com outras.

Questão 42

CFS 2
‘Paradoxically’, in bold in the text was used to express
  1. A)
    similar ideas.
  2. B)
    opposite features.
  3. C)
    additional information.
  4. D)
    negative consequences.
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Gabarito: alternativa B

'Paradoxically' é um advérbio usado para introduzir uma ideia que contrasta ou parece contraditória em relação ao que foi dito antes — ele sinaliza uma oposição entre duas informações do texto, por isso a resposta é B (opposite features / características opostas). Palavras como 'paradoxically', 'however' e 'although' sempre marcam contraste, nunca continuidade de ideia. A alternativa A está errada porque 'similar ideas' pediria conectivos de adição/comparação como 'similarly' ou 'likewise'. C está errada porque informação adicional seria marcada por 'moreover' ou 'furthermore', não por um termo que indica paradoxo. D está errada porque 'negative consequences' seria introduzido por conectivos de causa-efeito, como 'therefore' ou 'as a result', não por 'paradoxically'.
Texto de referência

JetBlue ... The crisis? Never heard of it...

1The domestic air transport market in the USA must seem highly unstable to newcomers, including low-cost carriers.

Of the 82 airlines formed in ten years ______ followed deregulation in 1978, only two have survived - America West 5and Mid-west Express. Statistics show that three-quarters of all projects never even get off the ground and that most of the others crash in less than five years.

Paradoxically, Southwest Airlines, the No.1 success story in the US air transport today, was founded before 10deregulation (in 1972), though it did take advantage of it.

Many of those who tried to imitate the Southwest model came to grief. Not JetBlue, ______ just four years after it was formed is continuing to grow at a spectacular rate.

Fonte: Revista Planet Aero-Space GLOSSARY come to grief – falir deregulation – desregulamentação

Questão 43

CFS 2
According to the text, all alternatives are correct, EXCEPT:
  1. A)
    there’s no crisis for JetBlue.
  2. B)
    JetBlue has been growing for four years.
  3. C)
    crisis is something never heard by JetBlue.
  4. D)
    JetBlue sales are going down at a spectacular rate.
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Gabarito: alternativa D

O texto diz que a turbulência severa deve ficar de duas a três vezes mais comum, ou seja, vai AUMENTAR com a mudança climática — o estudo fala em um aumento de 149% na turbulência severa (linhas 12-14 e 24-26). A alternativa D afirma o oposto do que o texto descreve para esse contexto (JetBlue), mas no caso desta questão específica sobre turbulência, o padrão da prova pede a afirmação INCORRETA/contrária ao texto: dizer que algo está 'indo para baixo' quando o texto mostra crescimento/aumento é o erro. Assim, D contraria diretamente a informação do texto, que fala em aumento (crescimento), tornando-a a exceção correta a ser marcada.
Texto de referência

1The practical impacts of climate change can be hard to predict _____ the large scales of time and geography over which changes are occurring. But more frequent jolts in mid- air could be one way in which individuals will soon literally 5feel the effects.

A new scientific study says that severe turbulence could become two to three times more common later this century when there is twice as much carbon dioxide in the atmosphere.

10‘Our new study paints the most detailed picture yet of how aircraft turbulence will respond to climate change,’ says author Dr. Paul Williams. ‘Even the most seasoned frequent fliers may be alarmed at the prospect of a 149% increase in severe turbulence, which frequently hospitalizes air travelers 15and flight attendants around the world.’ Climate change is expected to lead to stronger vertical wind shears in the jet stream, at the cruising altitude for most jet aircraft. Wind shears can become unstable and cause turbulence.

20Williams used supercomputers simulations that calculate clear-air turbulence along Transatlantic routes in winter and found all turbulence strength levels will increase in a world with twice as much CO2. The computer models show the average amount of light turbulence will increase by 59%, 25light-to-moderate turbulence by 75%, moderate by 94%, moderate-to-severe by 127%, and severe by 149%.

Ironically, or perhaps poetically, aviation has long been recognized as a major contributor of greenhouse gases to the atmosphere.

Fonte:www.forbes.com GLOSSARY jolt – solavanco seasoned – experiente wind shear – tesoura de vento

Questão 44

CFS 2
Choose the best word to have the text completed correctly:
  1. A)
    because of
  2. B)
    a major cause
  3. C)
    one good reason
  4. D)
    for the purpose of a 8
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Gabarito: alternativa A

A lacuna pede uma expressão que introduza a CAUSA de algo ser difícil de prever. 'Because of' significa 'por causa de' e é seguido por um substantivo ('the large scales of time and geography'), exatamente o que a frase precisa: 'hard to predict because of the large scales...' (difícil de prever por causa das grandes escalas de tempo e geografia). Gramaticalmente, 'because of' é uma preposição composta que se conecta diretamente a um substantivo, encaixando perfeitamente na estrutura da frase. As outras opções não funcionam: 'a major cause' e 'one good reason' são substantivos que precisariam de outra estrutura gramatical (como 'is a major cause of'), não se encaixando na frase como conectivo; 'for the purpose of' indica finalidade/objetivo, não causa, o que não faz sentido no contexto (a imprevisibilidade não existe 'com o propósito de' as escalas de tempo).

Questão 45

CFS 2
As used in (line 16), ‘lead to’ can be replaced by
  1. A)
    result in.
  2. B)
    forecast.
  3. C)
    encounter.
  4. D)
    accompany.
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Gabarito: alternativa A

'Lead to' significa 'levar a', 'resultar em' — é usado para indicar que uma causa produz um efeito. No texto, 'Climate change is expected to lead to stronger vertical wind shears' quer dizer que a mudança climática vai CAUSAR/RESULTAR EM ventos mais fortes. 'Result in' tem exatamente esse mesmo sentido de causa e efeito, por isso é o substituto correto (alternativa A). 'Forecast' significa 'prever', que é diferente de causar algo. 'Encounter' significa 'encontrar/deparar-se com', não se encaixa no sentido de causalidade. 'Accompany' significa 'acompanhar', sugerindo que duas coisas acontecem juntas, sem uma causar a outra — o que não é o caso aqui, já que a mudança climática é apresentada como a causa direta dos ventos mais fortes.

Questão 46

CFS 2
According to the text,
  1. A)
    Aviation is a contributory factor in 20 % of all carbon dioxide emissions.
  2. B)
    there used to be three times more severe turbulence than nowadays.
  3. C)
    an increase in all categories of turbulence will occur in the years to come.
  4. D)
    it will take a considerable time to people experience the effects of climate change.
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Gabarito: alternativa C

A alternativa C está correta porque o texto diz claramente que 'all turbulence strength levels will increase' e depois lista o aumento em cada categoria: light (59%), light-to-moderate (75%), moderate (94%), moderate-to-severe (127%) e severe (149%). Ou seja, todas as categorias de turbulência vão aumentar, exatamente o que a alternativa C afirma. A alternativa A está errada porque o texto não fala em 20% das emissões de CO2, apenas que a aviação é uma grande contribuinte de gases do efeito estufa, sem dar essa porcentagem. A B inverte o sentido: o texto diz que a turbulência severa vai aumentar (149% a mais), e não que já foi três vezes maior no passado. A D também inverte a ideia do primeiro parágrafo, que diz que os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos 'soon' (em breve), e não que vão demorar muito para aparecer.

Questão 47

CFS 2
Which of the following are examples of Comparative and Superlative adjectives, respectively?
  1. A)
    severe (line 14) / major contributor (line 28)
  2. B)
    stronger (line 16) / the most seasoned (line 12)
  3. C)
    more frequent (line 3) / twice as much (line 23)
  4. D)
    more common (line 7) / most jet aircraft (lines 17 and 18)
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Gabarito: alternativa B

Comparativo se forma com adjetivo + 'er' (ou 'more' + adjetivo) e serve pra comparar duas coisas: 'stronger' (linha 16) é o comparativo de 'strong', usado em 'stronger vertical wind shears'. Superlativo se forma com 'the most' + adjetivo (ou adjetivo + 'est') e indica o grau máximo entre três ou mais: 'the most seasoned' (linha 12) é superlativo de 'seasoned', em 'the most seasoned frequent fliers'. Por isso a B é a correta: um exemplo de cada categoria, na ordem pedida (comparativo, depois superlativo). As outras alternativas erram porque misturam expressões que não são comparativo/superlativo: 'severe' e 'major contributor' (A) são só adjetivo e substantivo comum; 'more frequent' é comparativo mas 'twice as much' (C) é uma expressão de quantidade, não superlativo; e 'more common' é comparativo mas 'most jet aircraft' (D) usa 'most' como quantificador ('a maioria dos aviões'), não como superlativo de adjetivo.

Questão 48

CFS 2
Which of the following is being used in the Passive Voice?
  1. A)
    Williams used supercomputers simulations (...) (line 20)
  2. B)
    But more frequent jolts in mid-air could be one way (...) (lines 3 and 4)
  3. C)
    The practical impacts of climate change can be hard to predict (...) (lines 1 and 2)
  4. D)
    Climate change is expected to lead to stronger vertical wind shears (...) (lines 16 and 17)
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Gabarito: alternativa D

A alternativa D usa a Voz Passiva porque o verbo aparece na estrutura 'is expected' — isto é, verbo TO BE (is) + particípio passado (expected). Nessa construção, o sujeito 'Climate change' não pratica a ação de esperar, mas sim RECEBE essa expectativa (alguém espera que a mudança climática leve a algo), que é exatamente a lógica da voz passiva: sujeito recebe a ação em vez de praticá-la. Na alternativa A, 'used' é passado simples na voz ativa (Williams pratica a ação de usar). Na alternativa B, 'could be' é modal + verbo base, sem particípio passado, indicando possibilidade e não voz passiva. Na alternativa C, 'can be hard to predict' usa 'be' como verbo de ligação com adjetivo (hard), não particípio passado, então também é voz ativa (com modal). Por isso, apenas a estrutura TO BE + particípio em D caracteriza a Passive Voice.

Física — EEAR 2018

Questão 74

CFS 1
Em um porta-aviões as aeronaves pousam em uma pista útil de 100 m. Se a velocidade com que o avião toca a pista de tal embarcação é de aproximadamente 252 Km/h, determine o módulo da sua desaceleração média, em m/s:
  1. A)
    0,7
  2. B)
    24,5
  3. C)
    70,0
  4. D)
    300,0
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Gabarito: alternativa B

Primeiro converte a velocidade: 252 km/h dividido por 3,6 dá 70 m/s. A pista tem 100 m e o avião precisa parar, ou seja, velocidade final igual a zero. Usa-se a equação de Torricelli: v² = v0² - 2*a*d. Substituindo: 0 = 70² - 2*a*100, logo 4900 = 200*a, e a = 24,5 m/s². Esse é o módulo da desaceleração média, que corresponde à alternativa B. O erro em C (70,0) geralmente vem de esquecer de dividir por 2 ou de não elevar a velocidade ao quadrado corretamente; o erro em A (0,7) surge de trocar a ordem da divisão; e D (300,0) aparece se a pessoa não converter km/h para m/s antes de aplicar a fórmula.

Questão 75

CFS 1
Duas esferas A e B que estavam em um balão, caem simultaneamente em direção ao solo. Com relação ao seu estado de repouso ou movimento, desconsiderando o atrito e os deslocamentos de massa de ar atmosféricos, pode-se afirmar que:
  1. A)
    as duas esferas estão em repouso em relação a qualquer referencial.
  2. B)
    as esferas estão em Movimento Uniformemente Variado uma em relação à outra.
  3. C)
    as duas esferas estão em repouso, desde que se considere uma em relação à outra como referencial.
  4. D)
    durante a queda o movimento de ambas será uniforme em relação a um referencial no solo terrestre.
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Gabarito: alternativa C

Movimento é sempre relativo a um referencial: só faz sentido dizer que algo está parado ou se movendo quando se escolhe em relação a que ponto isso é medido. Como as esferas A e B caem simultaneamente, sem atrito, elas têm exatamente a mesma velocidade e a mesma aceleração (a da gravidade) em cada instante — ou seja, a distância entre elas nunca muda. Por isso, se você escolher uma esfera como referencial, a outra parece parada: estão em repouso relativo uma à outra, o que torna a alternativa C correta. A é errada porque não existe repouso 'absoluto' válido para qualquer referencial, só faz sentido especificar em relação a quê. B é errada porque não há velocidade relativa mudando entre elas, então não é MUV uma em relação à outra. D é errada porque, em relação ao solo, a queda é acelerada (MUV) devido à gravidade, não uniforme.

Questão 76

CFS 1
O universo é um grande laboratório onde transformações estão ocorrendo a todo instante, como as explosões que permitem o surgimento (nascimento) e/ou a morte de estrelas e outros corpos celestes. Em uma noite de céu límpido, é possível observar a luz, proveniente de diferentes estrelas, muitas das quais possivelmente já não mais existem. Sabendo que as ondas eletromagnéticas correspondentes ao brilho destas estrelas percorrem o espaço interestelar com a velocidade máxima de 300.000 km/s, podemos afirmar que não ouvimos o barulho destas explosões porque:
  1. A)
    a velocidade de propagação das ondas sonoras é muito menor do que a das ondas de luz e, por isso, elas ainda estão caminhando pelo espaço.
  2. B)
    devido a interferência das ondas sonoras de diferentes estrelas, estas se cancelam (anulam) mutuamente e com o campo magnético da Terra.
  3. C)
    as ondas sonoras não possuem energia suficiente para caminhar pelo espaço interestelar.
  4. D)
    as ondas sonoras são ondas mecânicas e precisam da existência de um meio material para se propagar. a 11
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Gabarito: alternativa D

O som é uma onda mecânica: ele precisa de um meio material (ar, água, sólido) para se propagar, pois se transmite por meio da vibração das partículas desse meio. No espaço interestelar existe vácuo, ou seja, praticamente não há partículas de matéria para vibrar e transportar a onda sonora, por isso o barulho das explosões nunca chega até nós. Já a luz é uma onda eletromagnética, que não depende de meio material e por isso se propaga tranquilamente pelo vácuo a 300.000 km/s. A alternativa A erra porque não é uma questão de o som 'ainda estar viajando' mais devagar, e sim de ele ser fisicamente incapaz de atravessar o vácuo. A alternativa B inventa um fenômeno de cancelamento por campo magnético que não existe nesse contexto. A alternativa C também está errada, pois o problema não é falta de energia da onda sonora, e sim a ausência de meio material para propagá-la.

Questão 79

CFS 1
Uma espira retangular está imersa em um campo magnético uniforme cuja intensidade é de 0,5 T. O fluxo do campo magnético através da espira quando a mesma forma um ângulo de 0o com as linhas desse campo, em Weber, será:
  1. A)
    zero
  2. B)
    0,5
  3. C)
    1
  4. D)
    2
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Gabarito: alternativa A

O fluxo magnético é calculado por Fi = B x A x cos(teta), onde teta é o ângulo entre o campo magnético e a normal (perpendicular) à espira, não o ângulo entre o campo e o plano da espira. Se o campo faz 0 graus com as linhas da espira (ou seja, o campo está no plano da espira), então ele forma 90 graus com a normal da espira, e cos(90) = zero. Por isso o fluxo é zero, independente do valor de B ou da área. As alternativas B, C e D erram porque assumem que o cosseno do ângulo dado é diferente de zero, aplicando B x A diretamente sem considerar a relação correta entre o ângulo das linhas de campo e a normal da superfície.

Questão 81

CFS 1
Ao caminhar por uma calçada, um pedestre ouve o som da buzina de um ônibus, que passa na via ao lado e se afasta rapidamente. O pedestre observou nitidamente que quando o ônibus se afastou houve uma brusca variação na altura do som. Este efeito está relacionado ao fato de que houve variação:
  1. A)
    no timbre das ondas.
  2. B)
    na amplitude das ondas.
  3. C)
    na frequência do som.
  4. D)
    na intensidade do som.
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Gabarito: alternativa C

O que muda quando uma fonte sonora se afasta rapidamente é a frequência do som percebido — é o efeito Doppler. Enquanto o ônibus se aproxima, as ondas sonoras chegam 'comprimidas', com frequência mais alta, e o som é mais agudo; quando ele se afasta, as ondas ficam 'esticadas', a frequência cai e o som fica mais grave. Como a altura (agudo/grave) de um som é definida justamente pela frequência, essa mudança brusca de agudo para grave é uma variação de frequência — alternativa C. O timbre (A) é o que diferencia dois instrumentos tocando a mesma nota, não muda aqui. A amplitude (B) e a intensidade (D) estão ligadas ao volume (som mais forte ou mais fraco), não à altura do som, então não explicam o efeito percebido.

Questão 82

CFS 1
O comando hidráulico de um avião possui em uma de suas extremidades um pistão de 2 cm de diâmetro e na outra extremidade um pistão de 20 cm de diâmetro. Se a força exercida por um piloto atingiu 50 N, na extremidade de menor área, qual foi a força, em newtons, transmitida na extremidade de maior diâmetro?
  1. A)
    50
  2. B)
    500
  3. C)
    5000
  4. D)
    50000
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Gabarito: alternativa C

Esse é um problema de prensa hidráulica, que usa o Princípio de Pascal: a pressão aplicada em um líquido dentro de um sistema fechado se transmite igualmente para todos os pontos do fluido. A pressão é força dividida pela área (P = F/A), então F1/A1 = F2/A2. Como a área é proporcional ao quadrado do diâmetro (A = π·D²/4), a razão entre as áreas é (20/2)² = 10² = 100. Logo, a força na extremidade maior é 100 vezes a força na extremidade menor: 50 N × 100 = 5000 N, que é a alternativa C. Os distratores erram porque: 500 (B) usaria a razão direta dos diâmetros (10x) em vez do quadrado dela; 50000 (D) exageraria o fator, talvez confundindo com o cubo ou outro erro de cálculo; e 50 (A) simplesmente repete a força original, ignorando a multiplicação de força que é justamente a vantagem mecânica da prensa hidráulica.

Questão 86

CFS 1
Uma nave espacial de massa M é lançada em direção à lua. Quando a distância entre a nave e a lua é de 2,0.108 m, a força de atração entre esses corpos vale F. Quando a distância entre a nave e a lua diminuir para 0,5.108 m, a força de atração entre elas será:
  1. A)
    F/8
  2. B)
    F/4
  3. C)
    F/16
  4. D)
    16F
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Gabarito: alternativa D

A força gravitacional segue a lei do inverso do quadrado da distância: F = G.M.m/d². Quando a distância cai de 2,0.10^8 m para 0,5.10^8 m, ela fica 4 vezes menor (2,0/0,5 = 4). Como a força é inversamente proporcional ao quadrado da distância, ela aumenta 4² = 16 vezes. Logo, a nova força é 16F. Os distratores F/8, F/4 e F/16 erram porque tratam a relação como proporcional direta ou usam o fator errado (4, em vez de 4², e esquecem que diminuir a distância aumenta a força, não diminui).

Questão 87

CFS 1
Um montanhista, após escalar uma montanha e atingir certa altitude em relação ao nível do mar, resolveu utilizar um recipiente e um fogareiro para preparar seu chocolate quente. Percebeu que no topo da montanha sua bebida parecia não tão quente quanto aquela que preparava na praia. Sabendo que a temperatura de ebulição é diretamente proporcional à pressão externa ao líquido e considerando a constatação da temperatura feita pelo montanhista, pode-se afirmar que a pressão no topo da montanha em relação ao nível do mar, é:
  1. A)
    independente do local
  2. B)
    igual
  3. C)
    maior
  4. D)
    menor
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Gabarito: alternativa D

A pressão atmosférica diminui com a altitude, porque há uma coluna menor de ar acima do observador. No topo da montanha, essa pressão externa é menor do que ao nível do mar. Como o enunciado diz que a temperatura de ebulição é diretamente proporcional à pressão externa, uma pressão menor faz o líquido ferver a uma temperatura mais baixa — por isso o chocolate quente do montanhista pareceu 'menos quente': ele já estava fervendo antes de atingir a temperatura que atingiria na praia. Por isso a resposta é D (menor). As alternativas A e B erram por ignorar que a pressão atmosférica varia com a altitude, e C erra porque inverte a relação — quanto mais alto, menor a pressão, não maior.

Questão 89

CFS 1
Dentre os recentes desenvolvimentos tecnológicos encontram-se os aparelhos eletrodomésticos que, pela praticidade e economia de tempo, facilitam a realização das tarefas diárias, como o forno de microondas utilizado para o preparo ou o aquecimento dos alimentos quase que de modo instantâneo. Dentro do forno de microondas, o magnétron é o dispositivo que transforma ou converte a energia elétrica em microondas, ondas eletromagnéticas de alta frequência, as quais não aquecem o forno porque:
  1. A)
    são completamente absorvidas pelas paredes do forno e pelos alimentos.
  2. B)
    são refratadas pelas paredes do forno e absorvidas pelos alimentos.
  3. C)
    não produzem calor diretamente e são absorvidas pelas paredes do forno e pelos alimentos.
  4. D)
    não produzem calor diretamente, são refletidas pelas paredes do forno e absorvidas pelos alimentos.
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Gabarito: alternativa D

As microondas são radiação eletromagnética, não calor em si — elas não produzem calor diretamente. O que acontece é que essas ondas fazem as moléculas de água do alimento vibrarem e girarem rapidamente (fenômeno de agitação molecular), e é esse atrito entre as moléculas que gera calor. As paredes metálicas do forno refletem as microondas de volta para dentro (por isso o interior é metálico e reflexivo), concentrando a energia no alimento em vez de aquecer o forno. Por isso a alternativa D está correta: as microondas não produzem calor diretamente, são refletidas pelas paredes e absorvidas pelos alimentos. As alternativas A e C erram ao dizer que as paredes absorvem as microondas (na verdade elas refletem); a B erra ao falar em refração pelas paredes, quando o correto é reflexão.

Questão 90

CFS 1
Para a correção dos diferentes tipos de defeitos de visão, faz-se necessário o emprego de diferentes tipos de lentes externas, ou seja, o uso de óculos. Após consultar um médico oftalmologista, dois pacientes foram diagnosticados, sendo que o primeiro apresentou hipermetropia e no segundo foi constatada miopia. Deste modo, o médico determinou para cada situação a confecção de lentes: 1 – divergente para o primeiro paciente, pois a hipermetropia se deve ao alongamento do globo ocular; 2 – convergente para o segundo paciente, pois a miopia se deve ao alongamento do globo ocular; 3 – convergente para o primeiro paciente, pois a hipermetropia se deve ao encurtamento do globo ocular; 4 – divergente para o segundo paciente, pois a miopia se deve ao encurtamento do globo ocular. A(s) afirmativa(s) correta(s) é(são):
  1. A)
    2 e 3
  2. B)
    3 e 4
  3. C)
    apenas 3
  4. D)
    apenas 2
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Gabarito: alternativa C

Na hipermetropia, o olho é 'curto demais' (encurtamento do globo ocular) ou o cristalino não consegue acomodar o suficiente, então a imagem tende a se formar atrás da retina. Para corrigir isso, usa-se uma lente convergente, que antecipa o foco da luz e joga a imagem de volta para cima da retina — por isso a afirmativa 3 está correta. Já a miopia é o oposto: o globo ocular é alongado demais, formando a imagem antes da retina, e para corrigir isso usa-se lente divergente (não convergente), o que torna as afirmativas 2 e 4 erradas, pois trocam ou invertem essas relações. Assim, apenas a afirmativa 3 está certa, confirmando a alternativa C.

Questão 91

CFS 1
Um ser humano com a pele molhada, no banho, por exemplo, pode ter a resistência elétrica de seu corpo reduzida a 15k. Se o chuveiro utilizado trabalha na voltagem de 220V e sabendo que a corrente elétrica maior que 100mA causa fibrilação, podendo causar morte. Maior que 20mA causa dificuldade de respiração e que, maior que 10mA, causa contração muscular, assinale a afirmação correta sobre o possível resultado do contato da mão de um indivíduo com o chuveiro, tendo os pés em contato direto com o solo, nas condições citadas.
  1. A)
    nada acontece.
  2. B)
    sofre contração muscular.
  3. C)
    tem dificuldade para respirar.
  4. D)
    é levado à morte por fibrilação. a 13
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Gabarito: alternativa B

Corrente elétrica é dada por I = V/R (Lei de Ohm). Aqui V = 220V e R = 15.000 ohms (15k ohm), então I = 220/15000 = 0,0147 A, ou seja, aproximadamente 14,7 mA. Comparando com os limites dados: acima de 10mA já causa contração muscular, mas o valor calculado (14,7mA) ainda está abaixo de 20mA, que é o limite para dificuldade respiratória, e muito abaixo de 100mA, limite para fibrilação. Por isso o resultado é apenas contração muscular (alternativa B). A alternativa A está errada porque a corrente calculada é suficiente para causar efeito no corpo (não é zero nem desprezível); C e D estão erradas porque a corrente não atinge os patamares de 20mA e 100mA necessários para dificuldade respiratória ou fibrilação, respectivamente.

Questão 92

CFS 1
Um balão de borracha preto foi preenchido com ar e exposto ao sol. Após certo tempo tende a se mover para cima se não estiver preso a algo. Uma possível explicação física para tal acontecimento seria:
  1. A)
    O aquecimento do ar dentro do balão causa uma propulsão em seu interior devido à convecção do ar;
  2. B)
    O aumento da temperatura dentro do balão diminui a densidade do ar, fazendo com que o empuxo tenda a ficar maior do que o peso;
  3. C)
    A borracha do balão tem a sua composição alterada, tornando-o mais leve;
  4. D)
    O aquecimento do ar diminui a massa do mesmo dentro do balão, tornando-o mais leve.
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Gabarito: alternativa B

O empuxo depende da densidade do ar deslocado: quanto menos denso o ar dentro do balão, maior a diferença entre o empuxo (que depende do ar frio de fora) e o peso do ar quente de dentro. Quando o sol aquece o ar dentro do balão, esse ar se expande e fica menos denso (mesma massa ocupando mais espaço, ou perdendo um pouco de ar pra fora, mas o ponto central é: densidade menor). Como o empuxo é o peso do ar externo deslocado (mais denso e frio) e o peso do balão é o do ar quente (menos denso), o empuxo passa a superar o peso e o balão sobe. A alternativa A erra porque convecção interna não gera propulsão capaz de mover o balão como um todo, é só movimento de ar dentro dele. C e D erram porque nem a borracha muda de composição, nem a massa do ar realmente 'diminui' por aquecimento — o que muda é o volume/densidade, não a massa da borracha ou uma perda mágica de massa do gás.

Questão 93

CFS 1
Um garoto chuta uma bola de futebol de 400g exercendo sobre ela uma força de 20N. Determine quanto tempo, em segundos, essa força deve atuar sobre a bola para que ela saia do repouso e atinja uma velocidade de 10 m/s.
  1. A)
    0,1
  2. B)
    0,2
  3. C)
    0,3
  4. D)
    0,4
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Gabarito: alternativa B

A força resultante causa uma variação de velocidade (impulso = variação da quantidade de movimento): F·t = m·(v - v0). A massa deve estar em kg: 400g = 0,4 kg. A bola parte do repouso (v0 = 0) e atinge 10 m/s, então: 20·t = 0,4·(10 - 0) = 4. Logo t = 4/20 = 0,2 s, que é a alternativa B. A alternativa A (0,1) sairia se alguém usasse a massa em gramas por engano ou dividisse errado; C (0,3) e D (0,4) aparecem se o aluno errar a conversão de unidades ou trocar multiplicação por divisão na fórmula.

Questão 94

CFS 1
Considere as seguintes afirmações sobre o movimento circular uniforme (MCU): I. Possui velocidade angular constante. II. Possui velocidade tangencial constante em módulo, mas com direção e sentido variáveis. III. A velocidade angular é inversamente proporcional à frequência do movimento. IV. Possui uma aceleração radial, com sentido orientado para o centro da trajetória. Das afirmações anteriores, são corretas:
  1. A)
    I e II
  2. B)
    II e III
  3. C)
    I, II e IV
  4. D)
    todas
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Gabarito: alternativa C

No MCU, o módulo da velocidade tangencial (linear) não muda, mas sua direção muda a cada instante porque o objeto está sempre virando ao longo da trajetória circular — por isso II está certa. A velocidade angular (quantos graus/radianos por segundo) é constante, já que o corpo percorre ângulos iguais em tempos iguais — por isso I está certa. Como a trajetória é curva, existe aceleração centrípeta (radial), sempre apontando para o centro do círculo, responsável por mudar a direção da velocidade sem mudar seu módulo — por isso IV está certa. Isso confirma a alternativa C (I, II e IV). A afirmação III está errada porque a velocidade angular é diretamente proporcional à frequência (ômega = 2 pi vezes f), não inversamente; quem é inversamente proporcional à frequência é o período.

Questão 75

CFS 2
Entre as substâncias magnéticas, aquelas que ao serem colocadas próximas a um imã, cujo campo magnético é intenso, são repelidas por ambos os polos do imã, são classificadas como
  1. A)
    diamagnéticas.
  2. B)
    paramagnéticas.
  3. C)
    ferromagnéticas.
  4. D)
    imãs permanentes.
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Gabarito: alternativa A

Materiais diamagnéticos são repelidos por qualquer polo de um imã, seja ele norte ou sul, porque suas correntes atômicas internas geram um campo magnético oposto ao campo aplicado (é uma resposta contrária ao campo externo, sem alinhamento com ele). Como a resposta é sempre contrária, o efeito é repulsão fraca dos dois polos, sem depender de qual polo está próximo. Já os paramagnéticos (B) são fracamente atraídos pelo imã, pois seus momentos magnéticos tendem a se alinhar com o campo externo. Os ferromagnéticos (C) são fortemente atraídos e podem até virar imãs permanentes. E 'imãs permanentes' (D) não é uma classificação de comportamento magnético diante de outro imã, mas um tipo de material que já possui magnetização própria.

Questão 76

CFS 2
O valor da pressão registrada na superfície de um lago é de 1 . 105 N/m2, que corresponde a 1 atm. Um mergulhador se encontra, neste lago, a uma profundidade na qual ele constata uma pressão de 3 atm. Sabendo que a densidade da água do lago vale 1,0 g/cm3 e o módulo da aceleração da gravidade no local vale 10,0 m/s2, a qual profundidade, em metros, em relação à superfície, esse mergulhador se encontra?
  1. A)
    10
  2. B)
    20
  3. C)
    30
  4. D)
    40
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Gabarito: alternativa B

A pressão total numa profundidade é a pressão atmosférica somada à pressão da coluna de água: P = Patm + d·g·h. Aqui P = 3 atm = 3×10⁵ N/m² e Patm = 1×10⁵ N/m², então a pressão da água (manométrica) é 3×10⁵ − 1×10⁵ = 2×10⁵ N/m². Usando P_água = d·g·h, com d = 1000 kg/m³ e g = 10 m/s², temos h = 2×10⁵ / (1000×10) = 20 m. As outras alternativas surgem de erros comuns: 10 m (A) esquece de subtrair a pressão atmosférica ou divide errado; 30 m (C) usa os 3 atm inteiros sem descontar 1 atm da superfície; 40 m (D) erra ao dobrar o resultado ou usar unidades trocadas (g/cm3 sem converter). A resposta correta é 20 m, alternativa B.

Questão 78

CFS 2
Um móvel completa 1/3 de um percurso com o módulo da sua velocidade média igual a 2 km/h e o restante com o módulo da velocidade média igual a 8 km/h. Sendo toda a trajetória retilínea, podemos afirmar que a velocidade média desse móvel durante todo o percurso, em km/h, foi igual a
  1. A)
    4
  2. B)
    5
  3. C)
    6
  4. D)
    10
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Gabarito: alternativa A

A velocidade média de todo o percurso é sempre distância total dividida por tempo total, e não a média simples das velocidades. Digamos que a distância total seja D. O primeiro trecho tem D/3 e é percorrido a 2 km/h, gastando tempo t1 = (D/3)/2 = D/6. O segundo trecho tem 2D/3 e é percorrido a 8 km/h, gastando tempo t2 = (2D/3)/8 = D/12. O tempo total é D/6 + D/12 = 2D/12 + D/12 = 3D/12 = D/4. A velocidade média é D dividido por D/4, que dá 4 km/h — por isso a alternativa A está certa. As alternativas B, C e D erram porque tentam usar médias simples (como (2+8)/2 = 5, próximo de B e C) ou outras combinações incorretas, ignorando que o trecho mais lento consome proporcionalmente mais tempo, puxando a média para baixo, perto do valor menor.

Questão 80

CFS 2
Um professor de música esbraveja com seu discípulo: “Você não é capaz de distinguir a mesma nota musical emitida por uma viola e por um violino!”. A qualidade do som que permite essa distinção à que se refere o professor é a (o)
  1. A)
    altura.
  2. B)
    timbre.
  3. C)
    intensidade.
  4. D)
    velocidade de propagação.
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Gabarito: alternativa B

O que diferencia o som da viola e do violino tocando a mesma nota é o timbre, que é a qualidade sonora ligada à forma da onda produzida por cada instrumento. Mesmo emitindo a mesma frequência (mesma altura) e podendo ter volumes parecidos (mesma intensidade), cada instrumento gera harmônicos (sons secundários) em proporções diferentes, o que dá a cada um sua 'assinatura sonora' característica. É por isso que conseguimos reconhecer qual instrumento está tocando mesmo sem olhar. Altura (A) está errada porque se refere à frequência do som, que define se ele é grave ou agudo, e aqui a nota é a mesma. Intensidade (C) está errada porque se relaciona ao volume (energia da onda), não à identidade do instrumento. Velocidade de propagação (D) depende do meio (ar, água, etc.), não do instrumento, por isso não serve para diferenciar os sons.

Questão 81

CFS 2
Um ponto material descreve um movimento circular uniforme com o módulo da velocidade angular igual a 10 rad/s. Após 100 s, o número de voltas completas percorridas por esse ponto material é Adote =3.
  1. A)
    150
  2. B)
    166
  3. C)
    300
  4. D)
    333
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Gabarito: alternativa B

Em MCU, o período T é o tempo de uma volta completa, dado por T = 2π/ω. Aqui ω = 10 rad/s e π = 3, então T = 2×3/10 = 0,6 s por volta. Em 100 s, o número de voltas é n = tempo total / T = 100/0,6 = 166,67, ou seja, 166 voltas completas (a volta 167 fica incompleta). A alternativa C (300) erra por confundir com o cálculo de ângulo total (100×10=1000 rad) sem dividir por 2π corretamente, e a alternativa D (333) surge de dividir 1000 por 3 em vez de por 2π=6. A alternativa A (150) não corresponde a nenhuma conta coerente com os dados.

Questão 84

CFS 2
A adição de dois vetores de mesma direção e mesmo sentido resulta num vetor cujo módulo vale 8. Quando estes vetores são colocados perpendicularmente, entre si, o módulo do vetor resultante vale 4 2 . Portanto, os valores dos módulos destes vetores são
  1. A)
    1 e 7.
  2. B)
    2 e 6.
  3. C)
    3 e 5.
  4. D)
    4 e 4.
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Gabarito: alternativa D

Chame os módulos dos vetores de A e B. Quando somados no mesmo sentido, o módulo resultante é simplesmente A + B, então A + B = 8. Quando colocados perpendicularmente (90° entre eles), a resultante é a hipotenusa de um triângulo retângulo de catetos A e B, calculada por Pitágoras: R² = A² + B². Testando A = B = 4: a soma dá 4 + 4 = 8 (bate com o primeiro dado), e a resultante perpendicular fica raiz de (4² + 4²) = raiz de 32 = 4 vezes raiz de 2, que é exatamente o valor dado no enunciado. Por isso a alternativa D (4 e 4) é a correta. As outras alternativas (1 e 7, 2 e 6, 3 e 5) até somam 8, mas ao aplicar Pitágoras nenhuma delas resulta em 4 vezes raiz de 2, por isso estão erradas.

Questão 85

CFS 2
Um operário produz placas de cimento para serem utilizadas como calçamento de jardins. Para a produção destas placas utiliza-se uma forma metálica de dimensões 20 cm x 10 cm e altura desprezível. Uma prensa hidráulica aplica sobre essa área uma pressão de 40 kPavisando compactar uma massa constituída de cimento, areia e água. A empresa resolveu reduzir as dimensões para 20 cm x 5 cm, mas mantendo a mesma força aplicada, logo o novo valor da pressão utilizada na produção das placas é de ______ kPa.
  1. A)
    20
  2. B)
    40
  3. C)
    80
  4. D)
    160
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Gabarito: alternativa C

Pressão é força dividida pela área: P = F / A. A força da prensa não mudou, só a área da forma. Na forma original, A = 20 cm x 10 cm = 200 cm², com P = 40 kPa. Na nova forma, A = 20 cm x 5 cm = 100 cm², ou seja, a área caiu pela metade. Como a força é a mesma e a área diminuiu pela metade, a pressão dobra: P novo = F / (A/2) = 2 x P antigo = 2 x 40 = 80 kPa. Por isso a alternativa C está correta. As alternativas A (20) e B (40) erram porque supõem que a pressão diminui ou fica igual, quando na verdade reduzir a área com a mesma força aumenta a pressão; a D (160) erraria a proporção, aplicando um fator 4 em vez do fator 2 correto (a área não caiu para 1/4, e sim para 1/2).

Questão 90

CFS 2
Uma onda propagando-se em um meio material passa a propagar-se em outro meio cuja velocidade de propagação é maior do que a do meio anterior. Nesse caso, a onda, no novo meio tem
  1. A)
    sua fase invertida.
  2. B)
    sua frequência aumentada.
  3. C)
    comprimento de onda maior.
  4. D)
    comprimento de onda menor.
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Gabarito: alternativa C

Quando uma onda muda de meio, a frequência não muda — ela é determinada pela fonte que gera a onda, não pelo meio em que ela se propaga. O que muda é a velocidade e, consequentemente, o comprimento de onda, já que velocidade = frequência × comprimento de onda. Se a velocidade no novo meio é maior e a frequência permanece constante, o comprimento de onda precisa aumentar para manter essa relação, por isso a alternativa C está correta. A opção B está errada porque a frequência não se altera ao mudar de meio. A opção D erra o sentido da variação: se a velocidade aumenta, o comprimento de onda aumenta, não diminui. A opção A também está incorreta, pois inversão de fase ocorre em reflexões específicas, não é uma consequência geral da mudança de meio.

Questão 91

CFS 2
Um objeto é colocado perpendicularmente ao eixo principal e a 20 cm de uma lente divergente estigmática de distância focal igual a 5 cm. A imagem obtida é virtual, direita e apresenta 2 cm de altura. Quando essa lente é substituída por outra convergente estigmática de distância focal igual a 4 cm e colocada exatamente na mesma posição da anterior, e mantendo-se o objeto a 20 cm da lente, a imagem agora apresenta uma altura de _____ cm.
  1. A)
    2,5
  2. B)
    4,0
  3. C)
    5,0
  4. D)
    10,0
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Gabarito: alternativa A

Para a lente divergente: 1/f = 1/p' - 1/p (convenção de Gauss), com f = -5 cm e p = 20 cm, chega-se a p' = -4 cm, e o aumento A = -p'/p = 4/20 = 0,2, dando imagem de 2 cm (imagem original de 10 cm de altura). Trocando para a lente convergente de f = 4 cm, mantendo p = 20 cm: 1/p' = 1/f - 1/p = 1/4 - 1/20 = 5/20 - 1/20 = 4/20, logo p' = 5 cm. O aumento agora é A = -p'/p = -5/20 = -0,25, e como o objeto tem 10 cm, a imagem mede 0,25 x 10 = 2,5 cm (invertida), que é a alternativa A. As alternativas B, C e D surgem de erros comuns: usar o aumento errado (esquecendo de recalcular o tamanho real do objeto a partir do primeiro caso), trocar o sinal da distância focal ou confundir p' com a altura diretamente, gerando valores incorretos como 4,0, 5,0 ou 10,0.

Questão 92

CFS 2
Um dado, comumente utilizado em jogos, cujos números nas faces são representados pela quantidade de pontos pretos é colocado frente a dois espelhos planos que formam entre si um ângulo de 60o. Nesses espelhos é possível observar nitidamente as imagens de apenas uma das faces do dado, sendo que a soma de todos os pontos pretos observados nos espelhos, referentes a essa face, totalizam 20 pontos. Portanto, a face voltada para os espelhos que gera as imagens nítidas é a do número ____.
  1. A)
    1
  2. B)
    2
  3. C)
    4
  4. D)
    5
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Gabarito: alternativa C

Quando dois espelhos formam um ângulo de 60°, o número de imagens formadas de um objeto entre eles é dado por n = (360/ângulo) - 1, ou seja, n = 360/60 - 1 = 5 imagens. Como as imagens de um dado sempre mostram o mesmo número de pontos da face voltada para os espelhos (cada imagem reproduz a mesma face), a soma total observada é 5 vezes o valor dessa face. Para dar 20 pontos no total, basta dividir: 20 ÷ 5 = 4. Por isso a face correta é a do número 4 (alternativa C). As demais alternativas falham porque, multiplicando por 5, não batem com o total de 20 (1×5=5, 2×5=10, 5×5=25), só o número 4 satisfaz a conta.

Questão 95

CFS 2
Uma espira circular com 10 cm de diâmetro, ao ser percorrida por uma corrente elétrica de 500 mA de intensidade, produz no seu centro um vetor campo magnético de intensidade igual a _____ .10-6 T. Obs. Utilize μ = 4.10-7 T.m/A 0
  1. A)
    1
  2. B)
    2
  3. C)
    4
  4. D)
    5
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Gabarito: alternativa B

O campo magnético no centro de uma espira circular é dado por B = μ.i / (2.R), onde μ é a permeabilidade magnética, i é a corrente e R é o raio da espira. Aqui, o diâmetro é 10 cm, então o raio R = 5 cm = 0,05 m, e a corrente i = 500 mA = 0,5 A. Substituindo: B = (4.10^-7 . 0,5) / (2 . 0,05) = (2.10^-7) / (0,1) = 2.10^-6 T. Por isso a resposta é B (2). Erros comuns que levam aos outros valores: usar o diâmetro no lugar do raio (dobra ou reduz o resultado pela metade, dando 1 ou 4), ou esquecer de converter mA para A e cm para m.

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