Número de idosos matriculados em cursos de graduação aumenta 46,3%
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Aos 71 anos, José Ignácio Castro da Silva está cursando o segundo ano de licenciatura a distância em História. Ele faz parte do grupo das 7.813 pessoas com 65 anos ou mais matriculadas num curso de graduação no país, segundo o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O número pode parecer pequeno no universo de matrículas na educação superior – cerca de 8,2 milhões –, no entanto, esta é a faixa etária que apresentou maior crescimento desde 2013: 46,3%. No mesmo período, as matrículas de jovens entre 19 e 24 anos, por exemplo, aumentaram 15,4%, atingindo a marca de 3,9 milhões em 2017. O crescimento médio, considerando todas as faixas etárias, foi de 13,2%.
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“A presença de idosos está se tornando comum, especialmente nos cursos a distância, e deverá aumentar em decorrência do envelhecimento da população brasileira”, analisa Simone Telles, diretora acadêmica da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). A rede pública foi a que mais cresceu em número de matrículas:
Projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, em 2030, a população de pessoas com 60 anos ou mais será maior do que a de crianças com até 14 anos.
Em 2017, eles chegaram a 30,2 milhões, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua / IBGE). As mulheres são maioria expressiva nesse grupo, com 16,9 milhões (56%).
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AVANCINI, Marta. Disponível em: https://revistaensinosuperior.com.br/idosos-ensino-superior/. Acesso em 16 nov. 2021.
De acordo com a leitura do texto, pode-se afirmar que:
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A)
O número de idosos matriculados na educação superior supera a quantidade de jovens.
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B)
Não há um motivo que justifique o aumento de matrícula dos idosos nos cursos de graduação.
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C)
Os idosos que se matriculam no ensino superior optam, especialmente, pelos cursos a distância.
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D)
No grupo de idosos, as mulheres são a maioria no ensino superior.
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E)
O envelhecimento da população brasileira não tem relação com o aumento de matrículas de idosos.
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Gabarito: alternativa C
O texto afirma que "a presença de idosos está se tornando comum, especialmente nos cursos a distância", e o próprio exemplo de José Ignácio (licenciatura a distância) reforça essa preferência, o que valida a alternativa C. As demais contrariam o texto: os idosos são minoria diante dos 3,9 milhões de jovens (A); há motivo explícito, o envelhecimento populacional (B e E); e a maioria feminina de 56% refere-se ao grupo de pessoas com 60+ anos na população geral, não às matrículas do ensino superior (D).
Compreensão e interpretação textual — localização de informação e inferência
O único caso em que a palavra é formada por composição ocorre em:
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A)
amparo
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B)
ensurdecer
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C)
gotícula
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D)
pernalta
-
E)
desfazer
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Gabarito: alternativa D
A palavra "pernalta" resulta da junção de dois radicais, "perna" + "alta", processo de composição (por justaposição). As demais são casos de derivação: "amparo" (regressiva), "ensurdecer" (parassíntese), "gotícula" (sufixal, diminutivo) e "desfazer" (prefixal). Por isso, o único formado por composição é "pernalta".
Morfologia — processos de formação de palavras (composição x derivação)
Na oração "Me empresta o coturno." há um clássico desvio da norma culta da Língua Portuguesa. Marque a alternativa que corrige tal desvio e que analisa correta e sintaticamente o vocábulo "me":
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A)
"Empresta-me o coturno" – objeto indireto
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B)
"Me empreste o coturno" - pronome pessoal oblíquo átono
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C)
"Empreste-me o coturno" – objeto direto e indireto
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D)
"Empresta-me o coturno" – partícula denotativa de pessoa
-
E)
"Me empresta o coturno" – objeto direto
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Gabarito: alternativa A
A norma culta não admite pronome átono iniciando a oração, exigindo a ênclise: "Empresta-me o coturno". Como "emprestar" pede quem empresta algo (objeto direto: o coturno) a alguém (objeto indireto), o pronome "me" equivale a "a mim" e exerce a função de objeto indireto. Por isso a alternativa A é a correta.
Sintaxe — colocação pronominal (ênclise) e função de objeto indireto
No trecho: “A rede pública foi a que mais cresceu em número de matrículas”, a palavra que funciona como adjetivo é:
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A)
rede
-
B)
pública
-
C)
cresceu
-
D)
mais
-
E)
matrículas
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Gabarito: alternativa B
Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade ou classificação. No trecho, "pública" qualifica o substantivo "rede", indicando de que tipo de rede se trata. "Rede" e "matrículas" são substantivos, "cresceu" é verbo e "mais" é advérbio de intensidade.
Morfologia — classe do adjetivo
Observe a segunda estrofe do Hino Nacional:
"(...)
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
(...)"
Atento ao conteúdo apreendido por você em suas aulas de Língua Portuguesa, mais especificamente ao conteúdo de Morfologia, o vocábulo "Se", que inicia a estrofe, pode ser definido como:
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A)
uma conjunção coordenativa condicional
-
B)
um pronome reflexivo
-
C)
uma conjunção subordinativa causal
-
D)
uma conjunção subordinativa condicional
-
E)
um pronome oblíquo
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Gabarito: alternativa D
O "Se" introduz uma oração subordinada adverbial condicional ("Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar..."), estabelecendo uma condição para o que se afirma na oração principal. Trata-se, portanto, de uma conjunção subordinativa condicional (alternativa D). Não é conjunção coordenativa (não existe condicional coordenativa), nem causal, nem pronome.
Morfologia — conjunção subordinativa condicional
Machado de Assis, um dos autores mais importantes da literatura do Brasil, produziu uma obra de ficção extensa, que pode ser dividida em duas fases: uma, chamada de aprendizagem, de que é representativa a obra Helena; outra, dita de maturidade, inaugurada com a obra Memórias póstumas de Brás Cubas. Tais fases se associam, respectivamente, às seguintes escolas literárias:
-
A)
Barroco e Arcadismo
-
B)
Romantismo e Realismo
-
C)
Realismo e Naturalismo
-
D)
Romantismo e Naturalismo
-
E)
Arcadismo e Modernismo
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Gabarito: alternativa B
A primeira fase de Machado de Assis, dita de aprendizagem, filia-se ao Romantismo, como mostra o romance Helena (1876), de tom sentimental. A segunda fase, de maturidade, inaugura o Realismo no Brasil com Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), marcado pela análise psicológica e pela ironia. As fases correspondem, portanto, a Romantismo e Realismo.
Literatura brasileira — fases de Machado de Assis (Romantismo e Realismo)
Qual alternativa apresenta uma característica do Modernismo?
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A)
As cantigas são divididas em cantigas de amor, de amigo e de escárnio e maldizer.
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B)
Uso de jogo de palavras, principalmente antônimos, para expressar o dualismo.
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C)
Apresenta ideias de liberdade e felicidade individual nos poemas.
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D)
Busca apresentar a verdade, entendida como o retrato fiel e convincente da realidade.
-
E)
Valorização da língua falada e suas formas típicas como recurso literário, libertando os textos dos modelos acadêmicos.
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Gabarito: alternativa E
A alternativa E descreve traço central do Modernismo brasileiro: a incorporação da língua falada e coloquial e a ruptura com os padrões acadêmicos e parnasianos. As demais remetem a outros períodos — trovadorismo (A), Barroco/antítese (B), Romantismo (C) e Realismo (D).
Literatura — Modernismo brasileiro (Semana de 22)
Conheça a Canção da ESA e dê o que se pede:
Canção da ESA
Somos um corpo troante:
Nós lançamos metralha nos momentos
Somos um corpo de Infantes
Da atroz porfia
Nós vivemos de cívicos momentos.
Somos um grupo vibrante
Com galhardia
Somos soldados vibrantes:
Artilharia!
Infantaria Avante, avante...
Avante, avante, ó ESA, Somos um corpo adestrado:
Para a grandeza do porvir! Das outras armas guiando os movimentos,
Nossa cartilha a glória reza, Com alegria.
Para batalha devemos ir! Somos um grupo ajustado:
Somos um corpo aguerrido
Engenharia.
Nós fazemos vanguarda aos regimentos
Com ufania Avante, avante...
Somos um grupo em sentido
Somos um corpo presente:
Facilitando da tropa os movimentos
Cavalaria!
Com as ligações.
Avante, avante... Nosso soldado é valente:
Comunicações
Avante, avante...
Marque a alternativa que apresente equivalência semântica ao léxico abaixo destacado:
galhardia – aguerrido – atroz – porfia – ufania – porvir
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A)
armado; belicoso; cruel; briga; esperança e amanhã
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B)
elegância; preparado; desumano; luta; regozijo e futuro
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C)
orgulho; junto; violento; doença; nacionalismo e amanhã
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D)
garbo; armado; marítimo; batalha; orgulho e futuro
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E)
elegância; belicoso; cruel; patologia; nacionalismo e futuro
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Gabarito: alternativa B
Os sinônimos adequados são: galhardia = elegância (garbo, distinção); aguerrido = preparado (experiente/acostumado à guerra); atroz = desumano (cruel); porfia = luta (disputa, contenda); ufania = regozijo (orgulho, vaidade) e porvir = futuro. A única alternativa que mantém a equivalência em todos os termos é a que traz "elegância; preparado; desumano; luta; regozijo e futuro".
Semântica — significação das palavras (sinonímia)