O autor personagem decidiu iniciar sua narrativa pelo fim, pois:
-
A)
todos gostam de ouvir sobre a morte de alguém.
-
B)
escritor que é escritor sempre faz dessa forma.
-
C)
é comum para esse tipo de narrativa.
-
D)
ninguém tinha feito assim antes.
-
E)
a história é de terror.
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Gabarito: alternativa D
O narrador-personagem justifica a inversão temporal pela busca de originalidade: começar pelo fim seria algo que 'ninguém tinha feito assim antes'. As demais alternativas contradizem essa motivação, pois apelam a hábito ('sempre'), praxe ('é comum') ou ao gênero da história, o que anularia o caráter inédito pretendido.
Interpretação de texto — intenção do narrador e estrutura narrativa
Qual a diferença entre "AUTOR DEFUNTO" e "DEFUNTO AUTOR"?
-
A)
são sinônimos.
-
B)
o primeiro iniciou sua carreira após a morte e o segundo, em vida.
-
C)
o primeiro foi autor em vida e o segundo, só após a morte.
-
D)
o primeiro escreve sobre a sua morte e o segundo, após a sua morte.
-
E)
o primeiro tem como tema em sua obra a morte e o segundo, o ato de escrever.
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Gabarito: alternativa C
A distinção vem do prólogo de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis: "Não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor." O "autor defunto" é aquele que escreveu em vida e depois morreu; já o "defunto autor" é o morto que só se tornou autor depois de falecido, escrevendo do além-túmulo — caso de Brás Cubas. Logo, a alternativa C descreve corretamente essa diferença.
Literatura brasileira — Machado de Assis, "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (defunto autor)
Neste trecho do livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, o autor-personagem faz uma comparação com Moisés. Essa comparação é baseada em ambos:
-
A)
serem amigos.
-
B)
falarem de suas mortes.
-
C)
serem escritores.
-
D)
gostarem da vida.
-
E)
gostam do novo.
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Gabarito: alternativa B
No prólogo “Ao leitor”, Brás Cubas, um “defunto autor” que narra a própria vida depois de morto, compara-se a Moisés, que também relatou a própria morte — narrada ao fim do Pentateuco. O ponto em comum, portanto, é o fato de ambos falarem/escreverem sobre a própria morte, o que justifica a alternativa correta.
Literatura brasileira — Machado de Assis, prólogo de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”
Leia a seguir os versos de João Cabral de Melo Neto.
“Está apenas em que a terra
é por aqui mais macia;
está apenas no pavio,
ou melhor, na lamparina:”
O valor semântico correto para a expressão destacada (sublinhada) é de:
-
A)
retificação.
-
B)
valoração.
-
C)
condição.
-
D)
comparação.
-
E)
contradição.
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Gabarito: alternativa A
A expressão 'ou melhor' introduz uma correção do que foi dito antes: o eu lírico substitui 'no pavio' por 'na lamparina', reformulando a informação. Esse é o típico valor de retificação (correção/reformulação), o que torna a letra A a correta.
Semântica dos conectivos — 'ou melhor' com valor de retificação/correção
Observe a tira do Calvin a seguir.
A função da linguagem predominante na fala de Calvin, por testar o canal de contato com outra pessoa, é a:
-
A)
conativa (apelativa).
-
B)
metalinguística.
-
C)
poética.
-
D)
denotativa.
-
E)
fática.
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Gabarito: alternativa E
A função fática é aquela centrada no canal de comunicação, servindo para estabelecer, testar, manter ou interromper o contato entre os interlocutores. Como o enunciado afirma que a fala de Calvin serve para testar o canal de contato, a função predominante é a fática. As demais opções voltam-se ao receptor (conativa), ao próprio código (metalinguística) ou à mensagem (poética).
Funções da linguagem (Jakobson) — função fática
“Escreve! Molha a pena, o leve estilo enrista!
Pinta um canto de céu, uma nuvem de gaze
Solta, brilhante ao sol; e que a alma se te vaze
Na cópia dessa luz que nos deslumbra a vista.”
Esses versos pertencem à 2ª estrofe de um soneto. Analisando seus aspectos formais, conclui-se que o poema:
-
A)
tem doze versos de dez sílabas e rimas alternadas.
-
B)
tem quatro versos de dez sílabas e ausência de rimas.
-
C)
tem quatorze versos de doze sílabas e rimas ricas.
-
D)
tem versos brancos e livres e quatro quartetos.
-
E)
não tem número fixo de estrofes nem de sílabas métricas.
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Gabarito: alternativa C
Por definição, o soneto é uma forma fixa composta por quatorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. A estrofe apresentada exibe rimas ricas (entre palavras de classes gramaticais diferentes, como 'enrista'/'vista') e métrica de doze sílabas (verso alexandrino). Apenas a alternativa C indica os quatorze versos característicos do soneto, o que já elimina as demais (que falam em doze, quatro ou número indefinido de versos).
Versificação — o soneto como forma fixa (14 versos); verso alexandrino e rima rica
Observe:
“O bom escritor sabe que elementos como a coerência e a coesão são indispensáveis para a inteligibilidade dos textos escritos, bem como o respeito às normas gramaticais.”
Se o termo “escritor” fosse colocado no plural, quantas outras alterações seriam necessárias para manter a correção da frase?
-
A)
Duas.
-
B)
Três.
-
C)
Quatro.
-
D)
Uma.
-
E)
Cinco.
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Gabarito: alternativa B
Ao passar “escritor” para o plural, o sujeito vira “Os bons escritores” e exige três outras mudanças: o artigo “O” → “Os”, o adjetivo “bom” → “bons” e o verbo “sabe” → “sabem”. O restante da frase concorda com “elementos”, e não com o sujeito, por isso permanece inalterado. Logo, são três alterações.
Gramática normativa — concordância nominal e verbal
Dentre as palavras destacadas, é um advérbio:
-
A)
Desculpe-me... mas sente-se mal?
-
B)
Da família, só elas duas estão vivas.
-
C)
Afinal, não tenho culpa do ocorrido.
-
D)
Por que você não veio à festa?
-
E)
Até Maria chegou atrasada.
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Gabarito: alternativa D
Na frase interrogativa "Por que você não veio à festa?", o "por que" funciona como advérbio interrogativo, indicando causa/motivo. Nas demais alternativas, as palavras destacadas pertencem a outras classes (conjunção, numeral, palavra denotativa/preposição). Portanto, o advérbio está em "Por que".
Morfologia — classe de palavras: advérbio (interrogativo de causa)
Observe o enunciado abaixo:
De acordo com o texto, analise as afirmações abaixo:
I. "O" é um artigo definido e seu valor semântico é de notoriedade.
II. "O" é um artigo indefinido e seu valor semântico é de generalização.
III. "Ele" é um pronome e o termo "é" é um verbo não nocional.
IV. A expressão "cara" é característica da linguagem informal.
Quais estão corretas?
-
A)
Apenas I, III e IV.
-
B)
Apenas III e IV.
-
C)
I, II, III e IV.
-
D)
Apenas II e III.
-
E)
Apenas I e IV.
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Gabarito: alternativa A
As afirmações I e II se excluem mutuamente, pois classificam o mesmo "O" ora como artigo definido, ora como indefinido. Sendo "O" um artigo definido com valor de notoriedade (particularização de algo conhecido), a I é correta e a II é falsa. A III está correta, já que "Ele" é pronome e "é" é verbo de ligação (não nocional, sem carga semântica plena), e a IV também, pois "cara" pertence ao registro informal. Assim, corretas apenas I, III e IV.
Classes gramaticais — artigo definido, pronome pessoal, verbo de ligação (não nocional) e registro informal.
São exemplos de verbos irregulares, exceto:
-
A)
Restrinjo a passagem de alunos por aqui a partir de hoje.
-
B)
Quando tinha três anos, já media um metro.
-
C)
Todos os anos, ela me dava um presente.
-
D)
Minha mãe faz bolos deliciosos.
-
E)
Nós pedimos uma pizza.
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Gabarito: alternativa A
A questão pede o verbo regular. "Restringir" mantém o radical inalterado em toda a conjugação; a troca de "g" por "j" em "restrinjo" é apenas ortográfica, para preservar o som do radical, logo é verbo regular. Já medir (meço/media), dar (dou/dava), fazer (faço/faz) e pedir (peço/pedimos) apresentam alterações no radical, sendo irregulares.
Gramática normativa — verbos regulares e irregulares (alteração ortográfica × irregularidade)
Assinale a alternativa em que os vocábulos obedecem às mesmas regras de acentuação gráfica das palavras "temática" e "saúde", respectivamente:
-
A)
hífen, ótimo.
-
B)
parabéns, mágico.
-
C)
médico, conteúdo.
-
D)
robótica, café.
-
E)
revólver, faísca.
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Gabarito: alternativa C
"Temática" é proparoxítona (todas as proparoxítonas são acentuadas) e "saúde" recebe acento porque o "u" tônico forma hiato após vogal, sem constituir ditongo. Na letra C, "médico" é proparoxítona (mesma regra de temática) e "conteúdo" tem o "u" tônico em hiato (mesma regra de saúde). Nas demais, ou a ordem não corresponde ou as regras são outras (oxítonas, paroxítonas terminadas em -n/-r etc.).
Regras de acentuação gráfica — proparoxítonas e hiatos (i/u tônicos)
Marque a alternativa que classifica as palavras abaixo quanto à acentuação, respectivamente: Tábua / Céu / Tórax
-
A)
Paroxítona / Paroxítona / Paroxítona.
-
B)
Oxítona / Monossílabo átono / Paroxítona.
-
C)
Paroxítona / Monossílabo tônico / Paroxítona.
-
D)
Monossílabo átono / Paroxítona / Oxítona.
-
E)
Proparoxítona / Paroxítona / Oxítona.
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Gabarito: alternativa C
"Tábua" (tá-bua) tem a sílaba tônica na penúltima, sendo paroxítona (o "ua" forma ditongo crescente). "Céu" é palavra de uma só sílaba com força de voz, isto é, monossílabo tônico. "Tórax" (tó-rax) tem a tônica na penúltima sílaba, sendo paroxítona. A classificação correta é paroxítona / monossílabo tônico / paroxítona.
Gramática normativa — classificação das palavras quanto à sílaba tônica
"D. Carolina é o prazer em ebulição; se é inquieta e buliçosa, está em sê-lo a sua maior graça; aquele rosto moreno, vivo e delicado, aquele corpinho, ligeiro como a abelha, perderia metade do que vale, se não estivesse em contínua agitação. O beija-flor nunca se mostra tão belo como quando se pendura na mais tênue flor e voeja nos ares. D. Carolina é um beija-flor completo."
MACEDO, J. M. de. A moreninha. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d. p. 77.
A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é o primeiro romance do Romantismo brasileiro. Nessa passagem, evidenciam-se as seguintes características desse movimento:
-
A)
Sentimentalismo exacerbado e linguagem próxima ao coloquial.
-
B)
Aproximação da leitora e ambientação no contexto burguês.
-
C)
Narrador em primeira pessoa e predomínio do sonho.
-
D)
Idealização feminina e metaforização da natureza.
-
E)
Eu lírico introspectivo e representações vagas.
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Gabarito: alternativa D
No trecho, a personagem feminina é retratada de forma idealizada e enaltecida ("o prazer em ebulição", "a sua maior graça") e é comparada à natureza por meio de metáforas (abelha, beija-flor, flor). A idealização da mulher e o uso da natureza como metáfora são marcas típicas do Romantismo, caracterizando a letra D.
Literatura — características do Romantismo brasileiro (idealização feminina e natureza)