Questão 21
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A)
adição.
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B)
oposição.
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C)
conclusão.
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D)
alternância.
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E)
explicação.
Ver gabarito comentado
Gabarito: alternativa C
64 questões da prova da CHQAO de 2024 resolvidas: leia o enunciado, tente responder e abra o gabarito comentado de cada uma.
Vida de Soldado
"Somos o que é a miscigenada população brasileira: brancos, negros, índios, homens e mulheres de todas as classes e credos. Nem um predicado a mais, nem um a menos. Simplesmente, a expressão armada do povo e da liberdade: uma Força solidária, vibrante e vitoriosa. Em nossos quartéis, valorizamos os méritos, as ideias, a ação e a solidariedade. É essa força coletiva - um por todos, todos por um - que tem feito do Exército Brasileiro uma Força sempre à altura da grandeza do Brasil."
Antes do serviço militar, ninguém sabe direito como é a vida do soldado num quartel do Exército Brasileiro. Há jovens que fantasiam, imaginam perigos terríveis, veem-se metidos em guerras. Alguns sabe de antemão, de tanto que já ouviram amigos falando disso, que na caserna vão conhecer o companheirismo, a amizade desinteressada, a força do espírito coletivo. Mas antes de começar a vida militar o jovem sente sempre uma ponta de receio. Um temor que não tem qualquer sentido, pois vive-se no quartel de modo simples e sem segredos. Espartanamente, sem luxos, sem muitos rodeios, tudo claro como manhã de sol.
Levanta-se cedo - muito cedo para alguns desacostumados - com o toque de alvorada. Higiene matinal, arrumação de cama, uniforme impecável, início das atividades. No rancho o café da manhã, a primeira de muitas conversas do dia. O falatório dura pouco, logo o corneteiro anuncia a formatura. Todos vão para suas companhias, entram em forma, são apresentados ao Comandante da Unidade, executam movimentos de ordem unida, disputam quem melhor desfila. E a banda de música eletriza os espíritos com seus dobrados militares.
Depois é hora dos exercícios. Alguns vão para o estande de tiro, outros ao terreno praticar técnicas de combate. O Exército tem um programa de instrução bem detalhado, tudo é previsto com muita antecedência. Em tempos de paz, oficiais e praças dão tudo de si para bem formar os reservistas.
Todo dia tem treinamento físico. Só exercitando os músculos os soldados conseguem resistência para suportar os rigores da vida militar. E eles correm, nadam, fazem flexões de braço, vão ganhando sustância muscular, rusticidade. Sem isso, como enfrentar e vencer desafios rotineiros? Como passar pela pista de cordas? Como fazer a marcha de 24 km? Como transportar o armamento e a mochila?
Conhecer o armamento que utiliza é dever do soldado. O fuzil, a pistola, a metralhadora, o morteiro, o canhão, cada um é qualificado numa função específica. Por isso todo dia tem instrução a valer, ninguém perde tempo. Quem não está sendo instruído está na guarda do quartel, protegendo as instalações, vigiando muito atentamente. As horas no quartel são assim, cheias de coisas para fazer, uma agitação que faz bem a todos os que gostam de muito dinamismo.
Tem hora de trégua também. Como a parada entre os períodos da manhã e da tarde. A hora do rancho, da boa comida de quartel que, longe de ser "gororoba", é um banquete para muitos. Os soldados chegam ao refeitório cansados, esfomeados, comem: arroz, feijão, macarrão, bife, refresco, um cardápio variado e balanceado. Comida de soldado é comida de guerreiro.
De norte a sul do Brasil, o soldado brasileiro é sentinela atenta. Entra ano e sai ano, jovens brasileiros tornam-se reservistas. E ampliam sua consciência de cidadão, porque no quartel não se aprende apenas a fazer a guerra; no quartel se aprende, e muito, a ser cidadão, a gostar do seu país, a ser solidário. Por isso é que depois ninguém esquece o serviço militar. Volta e meia está se falando desses tempos e desse lugar onde de fato a pessoa experimenta o significado do companheirismo verdadeiro.
(Fonte: Revista Verde Oliva/ Centro de Comunicação Social do Exército)
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa D
A disciplina do amor
Foi na França, durante a segunda grande guerra. Um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa.
A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava a sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera.
O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias.
Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho sempre voltado para "aquela" direção.
(Fonte:TELLES, Lygia Fagundes. A disciplina do amor. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. p.99-100)
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa B
Texto III [FIGURA: Tirinha de quadrinhos com militares. No 1º quadrinho um sargento pergunta a um soldado ao lado de um morteiro: "FOI VOCÊ QUE ACABOU DE ATIRAR?" e o soldado responde "SIM."; no 2º quadrinho, em silhueta, o sargento pergunta "VOCÊ RECONFERIU SUAS COORDENADAS?" e o soldado responde "CLARO"; no 3º quadrinho o sargento, chamuscado pela explosão, pergunta "QUER DIZER QUE ISSO FOI INTENCIONAL?"] (Fonte: www.pinterest.com.br/ acessado em: 21/05/2024)
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa C
Pátria Minha
A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo É minha pátria. Por isso, no exílio Assistindo dormir meu filho Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi: Não sei. De fato, não sei Como, por que e quando a minha pátria Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água Que elaboram e liquefazem a minha mágoa Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias De minha pátria, de minha pátria sem sapatos E sem meias, pátria minha Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho Pátria, eu semente que nasci do vento Eu que não vou e não venho, eu que permaneço Em contato com a dor do tempo, eu elemento De ligação entre a ação e o pensamento Eu fio invisível no espaço de todo adeus Eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido De flor; tenho-te como um amor morrido A quem se jurou; tenho-te como uma fé Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito Nesta sala estrangeira com lareira E sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra Quando tudo passou a ser infinito e nada terra E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz À espera de ver surgir a Cruz do Sul Que eu sabia, mas amanheceu...
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha Amada, idolatrada, salve, salve!
[...] "Pátria minha, saudades de quem te ama… (Fonte: https://www.viniciusdemoraes.com.br/en/poesia/poesias-avulsas/patria-minha/ acessado em: 21/05/2024)
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa C
Gabarito: alternativa A
Gabarito: alternativa B
Gabarito: alternativa D
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa E
Gabarito: alternativa D
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