Antes de dedicar um ano de estudo à EEAr, é natural querer saber se a conta fecha: quanto ganha, afinal, um sargento da Aeronáutica? A resposta que circula por aí costuma vir em números soltos, sem data e misturando soldo com remuneração total — o que só confunde. E tem um detalhe que muita gente descobre tarde: você começa a receber antes de virar sargento, ainda como aluno.

Este guia organiza os números: a remuneração do aluno da EEAr, o soldo e a remuneração do terceiro-sargento recém-formado, a progressão até suboficial, os benefícios além do salário e a comparação com o sargento do Exército. Todos os valores são de 2026 e servem como referência de faixa — tabelas de soldo mudam por lei e reajuste, então confirme os valores vigentes nas tabelas oficiais antes de tomar decisões.

Você já ganha durante o curso

O CFS (Curso de Formação de Sargentos) da EEAr dura cerca de dois anos, em regime de internato, em Guaratinguetá (SP) — e o aluno é remunerado desde o início. Em 2026, a remuneração do aluno fica na casa de R$ 1.500 mensais, além de:

Como moradia e comida estão cobertas pelo internato, o custo de vida do aluno é próximo de zero — na prática, boa parte dessa remuneração pode ser poupada. Compare com a alternativa civil: dois anos de curso técnico pagando mensalidade, contra dois anos de formação técnica recebendo pra estudar.

Quanto ganha o terceiro-sargento recém-formado

Ao concluir o CFS, você é promovido a terceiro-sargento — e a remuneração muda de patamar. Aqui vale separar dois conceitos que sempre se misturam:

Momento da carreira Faixa de referência (2026)
Aluno da EEAr (durante o CFS) ~R$ 1,5 mil + alimentação, alojamento e saúde
3º sargento — soldo (base) R$ 4,1 mil a R$ 4,2 mil
3º sargento — remuneração bruta inicial R$ 5,9 mil a R$ 6,4 mil

Sobre esses valores incidem descontos (pensão militar, fundo de saúde, imposto de renda), como em qualquer carreira. E especialidades aeronavegantes podem receber adicionais próprios da atividade de voo — confirme as condições da sua especialidade nas normas vigentes.

A progressão: de terceiro-sargento a suboficial

O sargento formado pela EEAr segue uma escada de graduações, cada uma com soldo maior:

  1. Terceiro-sargento — graduação inicial, ao concluir o CFS;
  2. Segundo-sargento — primeira promoção da carreira;
  3. Primeiro-sargento — patamar seguinte, com remuneração já bem acima da inicial;
  4. Suboficial — topo da carreira de praça na FAB.

Além do soldo crescer a cada graduação, os adicionais acompanham: o adicional de habilitação sobe conforme você conclui cursos de aperfeiçoamento, e o tempo de serviço abre acesso a outras vantagens previstas em lei. O resultado é uma progressão financeira previsível — você sabe, desde o primeiro dia, qual é a trilha e o que precisa fazer pra subir. Os valores exatos de cada graduação estão nas tabelas oficiais de soldo; consulte a versão vigente pra planejar a carreira completa.

Benefícios além do salário

O pacote militar vai além do contracheque — e é onde a comparação com empregos civis de faixa salarial parecida costuma pender pra farda:

Sargento da Aeronáutica ou sargento do Exército: quem ganha mais?

Uma dúvida comum de quem está entre a EEAr e a ESA: a resposta é que o soldo é o mesmo. A tabela de soldos é única para as três Forças Armadas — um terceiro-sargento da FAB e um do Exército têm a mesma base salarial, os mesmos adicionais estruturais e a mesma escada de graduações.

As diferenças reais estão em outros pontos: especialidades (a EEAr forma sargentos técnicos em áreas como eletrônica, mecânica de aeronaves e controle de tráfego aéreo), adicionais específicos de algumas atividades (como as aeronavegantes), locais de trabalho e estilo de vida de cada Força. Se a decisão é financeira, empate técnico; se é de carreira, vale comparar as especialidades — veja o detalhamento no guia sobre quanto ganha um sargento da ESA.

Vale a pena?

Coloque na balança: um concurso de nível médio, com dois exames por ano, que dá acesso a uma formação técnica remunerada e a uma carreira que, já na largada, paga acima da média nacional para o nível de escolaridade exigido — com estabilidade, saúde e progressão previsível. O custo de entrada é estudo: a prova tem 96 questões, quatro matérias com nota mínima em cada, e concorrência alta.

Ou seja: o retorno é bom justamente porque a barreira é a prova. Quem trata a preparação com seriedade — plano de estudos, provas anteriores e simulados corrigidos por matéria — disputa de igual pra igual. Confira os requisitos da EEAr pra confirmar que você pode prestar e o guia completo de como passar na EEAr pra montar o plano.

FAQ

Quanto ganha um aluno da EEAr durante o curso?

Em 2026, a remuneração do aluno fica na casa de R$ 1.500 mensais, com alimentação, alojamento, fardamento e assistência à saúde cobertos pelo regime de internato. Como o custo de vida é próximo de zero, boa parte do valor pode ser poupada. Confirme o valor vigente nas tabelas oficiais.

Quanto ganha um terceiro-sargento da Aeronáutica em 2026?

Em 2026, o soldo (base) do terceiro-sargento está na faixa de R$ 4,1 mil a R$ 4,2 mil, e a remuneração bruta inicial, somados os adicionais, fica tipicamente entre R$ 5,9 mil e R$ 6,4 mil. Os valores mudam por lei e reajuste — confirme nas tabelas oficiais vigentes.

Sargento da Aeronáutica ganha mais que sargento do Exército?

Não — a tabela de soldos é única para as Forças Armadas, então a base salarial é a mesma para sargentos da FAB, do Exército e da Marinha. As diferenças ficam nas especialidades, em adicionais específicos de certas atividades e no estilo de carreira de cada Força.

Até onde vai a carreira de quem entra pela EEAr?

A carreira de praça segue de terceiro-sargento a segundo-sargento, primeiro-sargento e suboficial, o topo da carreira, com soldo e adicionais crescendo a cada graduação. Cursos de aperfeiçoamento ao longo do caminho também elevam o adicional de habilitação.

Sargento da FAB tem 13º e férias?

Sim. Militares recebem gratificação natalina (equivalente ao 13º salário) e têm 30 dias de férias anuais com adicional, além de benefícios como assistência médico-odontológica e pensão militar.

Conclusão

Em 2026, a trilha financeira da EEAr é clara: cerca de R$ 1,5 mil por mês já durante o curso — com moradia e alimentação cobertas —, remuneração bruta inicial na faixa de R$ 5,9 mil a R$ 6,4 mil ao se formar terceiro-sargento, e uma escada previsível até suboficial, com o mesmo soldo-base das três Forças. Pra uma carreira de nível médio, o pacote com estabilidade e benefícios é dos mais competitivos do país — e a porta de entrada é uma prova objetiva que se vence com treino. Comece agora: faça um simulado grátis no formato da prova, com questões cronometradas, correção por matéria e gabarito comentado, e acompanhe os guias da EEAr pra planejar cada etapa.