"A EAM é difícil?" — essa costuma ser a primeira pergunta de quem descobre o concurso e vê, de um lado, centenas de vagas e uma prova de ensino médio; de outro, gente contando que reprovou duas vezes. As duas imagens são verdadeiras ao mesmo tempo, e entender por quê é o que separa uma preparação realista de uma aposta no escuro.

Este guia responde com números: quantos candidatos disputam cada vaga, como funciona a nota mínima e a nota de corte, em que ponto a maioria é eliminada e o que fazer, na prática, pra ficar do lado certo da linha. Os dados são das edições mais recentes do concurso — concorrência e critérios variam por edição, então confirme os detalhes no edital vigente.

O que os números dizem sobre a concorrência

A EAM é um concurso de muitas vagas e muitos candidatos. Na edição 2025, foram cerca de 11,6 mil inscritos para 800 vagas — na casa de 14 a 15 candidatos por vaga no geral. A edição 2026 ofertou ainda mais vagas: 850, sendo 754 masculinas e 96 femininas.

Só que a média esconde uma assimetria importante:

Disputa Vagas (2026) Concorrência típica
Masculina 754 referência da média geral
Feminina 96 cerca de 3x maior

Como as vagas femininas são poucas e a procura cresce, a disputa entre as mulheres costuma ser cerca de três vezes mais acirrada. Em qualquer dos casos, a leitura é a mesma: comparada a concursos com milhares de candidatos por dezena de vagas, a EAM é acessível — mas ninguém passa "de brincadeira": você precisa estar entre os melhores da sua disputa, não apenas acima da média.

Como funciona a aprovação: nota mínima e classificação

A prova da EAM tem 50 questões (Português 15, Matemática 15, Ciências 15, Inglês 5) e o resultado passa por dois filtros — confirme os critérios exatos no edital da sua edição:

  1. Filtro eliminatório: na referência recente, o candidato precisava alcançar a nota mínima geral (na casa dos 40 pontos em 100) e não zerar nenhuma disciplina. Quem cai em qualquer um desses critérios está fora, independentemente do resto.
  2. Filtro classificatório: entre os aprovados, só os primeiros classificados — numa proporção limitada por vaga — são convocados para os eventos complementares (saúde, teste físico, avaliação psicológica). É essa linha de convocação que funciona como a verdadeira "nota de corte".

Por isso, não existe uma nota de corte oficial fixa: o corte é a nota do último convocado, e ela muda a cada edição conforme o nível dos candidatos, o número de vagas e a disputa (masculina ou feminina). Historicamente, o corte real fica bem acima da nota mínima — mirar "os 40 pontos" é planejar a reprovação. O planejamento certo mira folga: acertar na faixa de 70% ou mais da prova coloca você na briga em praticamente qualquer cenário recente.

Onde a maioria é eliminada

Três pontos concentram a maior parte das eliminações e das classificações ruins:

Inglês. São só 5 questões, mas zerar a disciplina elimina. Candidato que "nunca foi de inglês" e ignora a matéria joga uma moeda no dia da prova. Bastam leitura de textos curtos e vocabulário frequente pra transformar o risco em pontos.

Ciências. O bloco de Física e Química é o que mais assusta quem vem de base escolar fraca — e, com 15 questões, pesa tanto quanto Português e Matemática. É a matéria onde o estudo dirigido por questões rende mais, porque os assuntos cobrados se repetem.

Gestão de tempo. Muita gente sabe o conteúdo e classifica mal porque nunca treinou resolver 50 questões contra o relógio. Ansiedade, pressa no fim da prova e erros bobos em questões fáceis custam justamente os pontos que separam o convocado do "aprovado sem vaga".

EAM é difícil pra quem?

A resposta honesta: a prova é acessível; a classificação é exigente. O conteúdo é de ensino médio, sem pegadinhas de nível superior — nesse sentido, a EAM está entre os concursos militares de porta de entrada mais viáveis. A dificuldade real vem da concorrência: com mais de dez candidatos por vaga, o que decide não é entender a matéria, é errar menos que os outros no mesmo dia.

Isso é uma boa notícia disfarçada. Concurso decidido por consistência premia exatamente o que está sob seu controle: constância de estudo e treino no formato real. Quem faz simulado semanal, corrige por matéria e ataca os próprios erros chega na prova jogando um jogo que a maioria dos inscritos nunca treinou.

O plano pra ficar acima do corte

O caminho tem quatro movimentos, detalhados no guia completo como passar na EAM:

  1. Garanta o mínimo em todas as disciplinas — nenhuma matéria abandonada, começando pela sua mais fraca;
  2. Treine com prova real — o método de ciclo (resolver, corrigir por matéria, estudar o erro, refazer) está em provas anteriores da EAM;
  3. Simule as condições do dia — 50 questões, cronômetro, sem consulta, toda semana na reta final;
  4. Meça e ajuste — sua nota por matéria nos simulados diz exatamente onde investir a próxima semana.

Pra executar os passos 3 e 4, faça um simulado grátis no formato da prova: questões cronometradas, correção por matéria e gabarito comentado — o primeiro simulado é grátis no cadastro. Antes de começar, confira também se você atende aos requisitos de idade e altura da EAM.

FAQ

Qual é a nota de corte da EAM?

Não há corte oficial fixo: a nota de corte real é a do último candidato convocado para os eventos complementares, e varia por edição e por disputa (masculina ou feminina). Ela fica bem acima da nota mínima do edital — planeje-se para acertar 70% ou mais da prova.

Quantos candidatos por vaga tem a EAM?

Na edição 2025, foram cerca de 11,6 mil inscritos para 800 vagas — na faixa de 14 a 15 candidatos por vaga. Na disputa feminina, com só 96 vagas na edição 2026, a concorrência costuma ser cerca de três vezes maior.

Pode zerar Inglês na prova da EAM?

Não. Nos critérios recentes, zerar qualquer disciplina elimina o candidato, mesmo com boa nota geral. As 5 questões de Inglês exigem pelo menos uma base de leitura e vocabulário — abandonar a matéria é um risco desnecessário.

A EAM é mais fácil que outros concursos militares?

O conteúdo é de ensino médio e o número de vagas é alto, o que a torna uma das portas de entrada mais acessíveis das Forças Armadas. Ainda assim, a concorrência de dois dígitos por vaga exige preparo consistente — acessível não significa fácil.

Quanto preciso acertar para passar na EAM?

Além de superar a nota mínima geral e não zerar nenhuma disciplina, você precisa se classificar dentro da proporção de convocação por vaga. Como referência de planejamento, mire 35 ou mais acertos nas 50 questões e confirme os critérios no edital vigente.

Reprovei na EAM, vale tentar de novo?

Sim, enquanto você estiver dentro da janela de idade (menos de 22 anos na data de referência). A maioria dos aprovados não passa na primeira tentativa — a diferença costuma estar em trocar leitura passiva por treino cronometrado com correção por matéria.

Conclusão

A EAM é difícil na medida exata da sua preparação: prova de ensino médio, muitas vagas, mas 14 ou mais candidatos disputando cada uma — e um corte real bem acima da nota mínima. Quem estuda as quatro matérias sem abandonar nenhuma, treina sob cronômetro e corrige o próprio desempenho por matéria entra na disputa com vantagem sobre a maioria. Explore os guias da EAM e comece agora com um simulado grátis: a nota que você fizer hoje, treinando, é a informação mais valiosa da sua preparação.